O Dobro Ou Nada

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(Lay the Favorite – Stephen Frears – 2012)

Vocês lembram a uns posts atrás em que eu estava falando de minha inimiga, que me recuso a falar o nome (@marcellemml, sigam ela no twitter)? Então, ela se vingou e a intensidade de sua vingança foi tão enorme que estou sofrendo consequências até agora. A primeira delas foi a falta de internet durante 3 semanas, pois minha inimiga é fluente e conseguiu impedir todos os meus pagamentos, e a segunda parte da vingança foi ter me obrigado a assistir e escrever sobre O Dobro Ou Nada.

O Dobro Ou Nada se trata da ex-stripper Beth Raymer que cansou de esfregar a xavasca em velhos caipiras com cara de sujo e resolveu viajar até Las Vegas atrás do seu emprego dos sonhos, o de garçonete.

pode vir,mas vai se foder

pode vir,mas vai se foder

Porém Beth, conheceu Dink, agenciador e viciado em apostas, o que acaba desencadeando o vício de Beth. Como consequência de seu novo emprego, Beth tem de lidar com a esposa troféu de Dink, Tulip e seu temperamento difícil ao perder suas apostas milionárias.

A verdade é que O Dobro ou Nada é um dos filmes mais desinteressantes e desnecessários que já assisti em minha pobre vida. Nada interessa, nem o roteiro, nem a direção preguiçosíssima de Stephen Frears e o elenco todo cagado, onde nem a vida da protagonista (que é real) devia ser transformado em livro, muito menos em filme.

Do elenco, quase ninguém salva, são atores que podem facilmente fazer mais, porém preferem a caricatura. Catherine Zeta Jones é de matar de vergonha, eu me recuso a citar Vince Vaughn, e Rebecca Hall merece muito mais que uma senhorinha retardada que come cabelo quando ficar nervosa. John McCl…Bruce Willis é o único que faz o mínimo de esforço pra sair bem na fita, porém é tudo tão zoado que nem Bruce McClane com suas explosões mirabolantes conseguiriam salvar essa desgraça de filme do limbo.

to nessa merda doido pra explodir um helicoptero

to nessa merda doido pra explodir um helicoptero

E chegamos a Stephen Frears, que há 24 anos dirigia um dos melhores filmes de todos os tempos, uma das adaptações mais difíceis e bem feitas e com um elenco absolutamente afiado, e anos depois dirige um dos piores filmes que já vi, numa das adaptações mais inúteis da história com um dos elencos mais fora de tom do mundo e com essa consideração, eu deixo aqui a opinião de Glenn Close sobre essa atitude vexaminosa de Stephen Frears.

Resumindo, eu to aqui implorando à Rainha da Inglaterra, à Isabelle Merteuil e à Lilly Dillon o meu tempo perdido de volta.

NOTA LEANDRO FERREIRA : 2 pelo esforço do Bruce Willis

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT : Claire está devastada por Stephen Frears estar se sujeitando a filmes tão cretinos

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Duro de Matar – 5: Um Bom Dia para Morrer

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The things we do for our kids!
(A Good Day to Die Hard. Dir. John Moore)

Depois de tanta testosterona na #MaratonaMacho, as queridas do Shitchat já estavam cansadas de tanto tiro e explosão e foram ver um DVD da Barbra Streisand. Coube a mim, mais uma vez provando que sou o verdadeiro macho desse blog, escrever sobre Duro de Matar – 5: Um Bom Dia Para Morrer.

Depois de quatro filmes explodindo, atirando e xingando a todos, a grande pergunta é se John McClane ainda é capaz de render trama para mais um filme. A resposta é: sim e não. Duro de Matar 5 mantém o humor da franquia, tem explosões, mas algumas falhas impedem que ele seja a diversão crocante que é esperada de um Duro de Matar.

Assim como no primeiro, segundo e quarto filmes da série, a coisa é pessoal nesse quinto Duro de Matar. John McClane já salvou e destruiu seu casamento, salvou sua relação com a filha, mas quem corre risco dessa vez é John McClane Jr. Ao descobrir que o filho está preso em Moscou, acusado de assassinato, o personagem de Bruce Willis decide tirar umas férias na capital russa. As coisas tomam proporções maiores quando McClane descobre que o filho é um agente da CIA, e tudo não passou de um plano para resgatar um preso político opositor do governo russo.

de boua ouvindo bossa nova

de boua ouvindo bossa nova

E é aí que começam as falhas em Duro de Matar – 5. É virada atrás de virada, e para um filme com 90 minutos, não sobra muito tempo para desenvolver as reviravoltas da trama, ficando a impressão que as viradas são causadas pelas circunstâncias. O paralelo entre as relações pai-e-filho dos McClane e do Komarov com a filha é uma comparação que poderia ser interessante, mas que acaba caindo nos clichês de sempre.

A química entre os personagens, que sempre foi forte, dessa vez, falhou. Jai Courtney é um robô em cena, e a gente acaba torcendo pelo seu personagem apenas porque ele é o filho de John McClane. A transição que o personagem de Sebastian Koch sofre é mal conduzida, mas a culpa não é apenas do ator. A Mary Elizabeth Winstead aparece pouco, inclusive o filme se sustentaria sem ela. Sua presença é só para repetir a pergunta de Duro de Matar 4: cadê Bonnie Bedelia? Yuliya Snigir é a cota gostosa, e nada mais (mas, sério, alguém espera algo mais?). E tem Bruce Willis, que carrega o filme nas costas, bem mais que nos anteriores.

melhor uma daddy issue que complexo de Édipo

melhor uma daddy issue que complexo de Édipo

Mas, Duro de Matar – 5 não deixa de ser divertido. Tem as explosões, tiros, carros sendo destruídos – sério, nunca vi tanto carro ser destruído de uma vez -, e por mais que as viradas sejam mal desenvolvidas, o filme não é cansativo. E algo que me chama a atenção desde o primeiro filme é como as informações não são desperdiçadas. Da piscina até algo que um personagem menciona, pelo menos não há desperdício de cenas com inutilidades. As auto referências e as referências à época em que a série começou são bem utilizadas, e não algo gratuito. Duro de Matar – 5 pode ser o mais fraco da franquia, mas ainda vala a pena ver John McClane explodindo o mundo para salvar alguém que ama.

pelo menos nenhum desses carros é meu

pelo menos nenhum desses carros é meu

ANTES: Duro de Matar 4.0

NOTA MARCELLE MACHADO: 6,0

Média Claire Danes do Shitchat: AIMEUDEUS, A CLAIRE FOI VÍTIMA DE UM ATENTADO, CHAMEM JOHN MCCLANE!!

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Indomável Sonhadora

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(Beasts of the Southern Wild, Dir. Benh Zeitlin)

Não vou mentir pra vocês não. O Blog está me chantageando de uma forma piranhamente baixa para eu escrever este texto, do qual eu estava fugindo desde antes de o próprio Blog existir. O motivo de eu estar correndo de Indomável Sonhadora mais do que cachorro que invade jogo de futebol é muito simples: nhé.

Vi muita gente falando bem do filme e concordei com a maior parte do que me foi dito. Também vi muita gente falando mal e também concordei com quase tudo. Sério, tá foda. Mas, vamos lá que eu vou conseguir fazer um texto decente. Who’s the man?

BotSW traz uma menininha fofinha descabeladinha gracinha sujinha chamada Hushpuppy, que mora num lugar horrível chamado Niterói The Bathtub com um monte de gente bêbada ignorante e horrorosa, incluindo seu pai, Wink, que está morrendo. Uma tempestade se aproxima da Bathtub (em nenhum momento eles dizem, mas tenho quase certeza que é o furacão Katrina ou algo de proporções semelhantes) e alguns moradores resolvem ficar no lugar, apesar do perigo.

O roteiro, escrito pelo diretor estreante Benh Zeitlin junto com Lucy Alibar, é meio babaca. O tempo inteiro faz Hushpuppy filosofar em voice-over como se fosse Herzog no filme maneiro da caverna. A diferença é que ela não é Herzog. E tem seis anos. O esforço da dupla em fazer algo poético, no fim, só soa tosco. As personagens também são bastante mal escritas e se sustentam no estereótipo do caipira burro e não civilizado.

Como vai, Galisteu?

Como vai, Galisteu?

O diretor também faz umas cagadas sem a ajuda de ninguém. A principal delas me irrita dum jeito que até parece que é de propósito. Eu entendo a ideia por trás daquela shaky cam (a Bathtub é um organismo vivo, elétrico, iluminado, pulsante etc), mas, cara, tudo tem limite. É o tempo inteiro aquela bosta balangando que quase não dá pra assistir ao treco direito. Também odeio que ele é o cara do Grizzly Bear.

Step down just once learn how to stop shaking

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Só que o filme também tem aspectos positivos. O próprio Zeitlin acerta no pingolho quando faz questão de apresentar o filme pelo ponto de vista da menina, o que justifica o tom fantasioso e explica o porquê de parecer que está tudo OK no, hm, estilo paterno de Wink. Visualmente, também não se pode reclamar de nada, e a fotografia de Ben Richardson, quando não perde o spotlight para a ridícula shaky cam, é um dos dois pontos altos de BotSW.

O outro é a dupla principal. Quvenzhané Wallis (pior nome, af) segura bem o filme quando é exigida e quase – eu disse quase – me fez perdoar frases como “quando tudo fica quieto atrás de meus olhos, eu vejo tudo que me fez voar por aí em pedaços invisíveis” (WTFFFF). Dwight Henry, também estreante, merecia um reconhecimento muito maior do que teve. Talvez se ele tivesse nove anos, quem sabe?

:(

😦

Então é isso. Obrigado pela sua compreensão e espero que você tenha entendido mais ou menos o que eu tentei dizer aqui hoje. Caso não tenha entendido porra nenhuma, guarde sua opinião pra você, falou? (mentira, pode me humilhar nos comentários). Abraços.

NOTA FELIPE ROCHA: 7

Alexandre Alves: 0 (wtf, também não entendi)
Leandro Ferreira : 7.5
Tiago Lipka: 7,5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 5,5 – emputeceu-se Clayre

Duro de Matar 4.0

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(Live Free or Die Hard, Dir. Len Wiseman)

Quando o blog resolveu virar macho e fazer maratona Duro de Matar, eu logo me empolguei. Sou muito fã do primeiro filme, e acho que consegue equilibrar muito bem a ação com os diálogos fodas e frases de efeito épicas. E por mais que as continuações não tenham alcançado o mesmo nível, nunca vou achar ruim ver John McClane porra louca destruindo todos os vilões das maneiras mais absurdas possíveis.

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Por que, no fim, é para isso que a gente assiste Duro de Matar. Sempre vai ter um vilão psicopata, e a polícia sempre será incompetente – no 4.0, o FBI, com helicópteros e toda a tecnologia, só chega no local depois que John já se livrou de todo mundo, inclusive dando um tiro em si mesmo para se livrar do vilão principal. Se eu fosse ele, acabava com o FBI ali também, por que ô pessoalzinho inútil. Inclusive a vilanice do malvado e sem chapéu de cowboy Raylan Givens é fazer o que os hackers chamam de “fire sale”, que seria, no caso, resetar toda a sociedade americana. Delícia. Melhor que isso só se fosse a fire sale de Tobias Fünke.

A diferença principal em Duro de Matar 4.0 é John McClane. Mais amargo, sem a mulher e com uma relação distante com os filhos, às vezes parece que ele não tem nada a perder – e talvez por isso suas ações estejam mais inverossímeis e ao mesmo tempo maravilhosas. Isso sempre foi um traço do personagem, que nunca pareceu saber tratar sua vida pessoal com o mesmo sucesso em que cuidava de bandidos. Mas no quarto filme da franquia, John parece ainda mais medíocre sob esse aspecto, embora ainda consiga falar suas frases de efeito nos momentos certos e dar uma boa gargalhada psicótica ao derrubar a Nikita no poço de um elevador. É ou não é um personagem delicioso de assistir?

.

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Como aconteceu em Duro de Matar – A Vingança, McClane ganhou um parceiro (que é a cara do @btapajos, aliás). Juntos, os dois precisam salvar o mundo todo do terrorismo virtual, uma arma suficientemente poderosa que pode transformar o país todo em um caos. Embora tenha sido interessante que a motivação do personagem seja algo diferente do que resgatar alguém de sua família, no final ele precisava salvar a filha que o odiava. Algumas coisas ainda permanecem iguais para McClane.

Até porque ser pai de <3 Ramoninha Flowers <3 não deve ser fácil

Até porque ser pai de ❤ Ramoninha Flowers ❤ não deve ser fácil

A dinâmica entre ele e o gênio nerd da tecnologia até que funciona bem, se engolirmos a história de que ele não conseguia ser um herói e no fim conseguiu e blablá. Mas no final, o que conta mesmo é a diversão que John proporciona ao usar hidrantes, extintores de incêndios e tudo o que estiver pela frente para matar os inimigos. Uma hora ele está num túnel derrubando um helicóptero com um carro, outra hora ele está na asa de um avião. Como não amar John McClane e se entusiasmar com o novo filme da franquia desse jeito?

ANTES: Duro de Matar – A Vingança
DEPOIS: Duro de Matar 5 – Um Bom Dia Para Morrer

NOTA DIERLI SANTOS: 8

Felipe Rocha: 7,5
Marcelle Machado: 8,0
Tiago Lipka: 7,0
Wallyson Soares: 8,0

Média Claire Danes do Shitchat: 7,7

Duro de Matar – A Vingança

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(Die Hard: With a Vengeance, Dir. John McTiernan)

Engraçado que antes de o Blog nos passar a tarefa de assistir a todos os Die Hard, eu só tinha visto este Die Hard: With a Vengeance uma vez, certamente num intervalo em minha árdua missão de levar meu Caterpie Angela ao Lv. 100 no Pokémon Crystal. Lembro que havia gostado bastante, não sei se pelo fato de que as crianças do filme foram liberadas da escola e puderam sair correndo pela rua ou se era só esse amor que eu sinto em ver coisas explodindo. Provavelmente os dois. Fato é que fui ver agora pela segunda vez e OMG EU ESTAVA ERRADO.

Sério, foram duas horas sofridas nessa minha vida – e olha que na minha escola a gente tinha aula de RESISTÊNCIA DO CONCRETO e INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS. O negócio é que o filme em si não difere muito das duas delícias anteriores: tem um retardado loucaço da buceta fazendo merdas e matando gente e explodindo as paradas e John McClane tem que pegar o puto.  Desta vez, no entanto, resolveram que esse treco de one-man-army estava meio ultrapassado e Bruce Willis ganhou um companheiro.

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af

Aparentemente alguém teve a brilhante ideia de dar um amigo ao McClane e esse amigo é justamente a pessoa mais intragável do cinema. Die Hard é bom até quando é ruim justamente por ser divertido, o que não é o caso deste DH3 pois Samuel L. Jackson SUGA CADA GOTA DE FELICIDADE PRESENTE EM NOSSOS CORPOS CADA VEZ QUE ABRE A BOCA. Seja com sua estereotipadíssima representação de “homem negro pobre comum” ou suas duas mil frases racistas, Samu mata o filme.

Mas não é só culpa dele. A maior parte das reclamações em torno do segundo filme tem a ver com as referências que ele faz ao primeiro. Não acho que necessariamente o problema são as referências, mas sim como elas são usadas. É tudo muito forçado etc, mas isso é papo pro texto anterior. O meu ponto é que lá exageraram nas menções e aqui simplesmente ignoram tudo. DH3 é completamente desconexo.

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Tá, você nesse momento tá aí sentado em sua cadeira Office Presidente Plus comprada nas Casas Bahia em 10 vezes sem juros espumando como se fosse um personagem de série do Ryan Murphy de tanta raiva do que eu disse no parágrafo acima, uma vez que a porra do filme inteiro é sobre o irmão do Snape querendo se vingar pelo que o Bruce fez no primeiro filme. Você está meio-certo nessa aí, colego. Tem isso sim, mas isso soa muito mais como uma desculpa pra te lembrar que você está de fato assistindo a um Die Hard do que uma info que move a narrativa. Porque, pensa aí: eles serem irmãos ou o cara ser só um fã do McCLane ou qualquer outra palhaçada teria o mesmo efeito para o todo.

Até porque, por mais que o nome do filme me desminta, a motivação do vilão definitivamente passa longe de vingança. Ele quer é dinheiro e essa pode ser que seja uma referência um pouco mais sutil ao primeiro filme (“depois de toda a sua pose e seus discursos, você não passa de um ladrãozinho comum”, disse Bonnie Bedelia lá no DH original esta frase que se aplica também ao terceiro longa). Ficar rico é o objetivo, matar o McClane é algo que ele vai fazer se der, o que enfraquece uma personagem que tinha tudo pra ser fodíssima, até porque o ator que a interpreta é um ídolo meu.

ROGER DALTREY!!!!!!!!

ROGER DALTREY!!!!!!!!

Mas DH3 tem algumas coisas legais. Toda a sequência da explosão no metrô é do caralho e, quando não está sendo atrapalhado pelo Samuel L. Jackson, o John McCLane de Bruce Willis ainda consegue ser maneiro. Sem contar que não importa o quão cu seja, um Die Hard sempre vai ter mortes lindas, tipo o cara sendo cortado ao meio no navio.

<3

Dado o tamanho deste texto, acho que perdi meu poder de síntese, então não vou nem comentar o quão aleatório foi colocar o John como um bêbado lá no ínicio (WTF) ou a falta de Camille Braverman neste filme. No entanto, como você pode notar nas notas abaixo, DH3 (meio que) funciona para muita gente, então foda-se eu.

ANTES: Duro de Matar – 2
DEPOIS: Duro de Matar 4.0

NOTA FELIPE ROCHA: 4,0

Alexandre Alves: 7,0
Dierli Santos: 6,5
Marcelle Machado: 7,0
Tiago Lipka: 6,0
Wallyson Soares: 7,5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 6,333333333 – ficou mei puta a Cleir com esse filme, tadinha

Duro de Matar 2

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Motherfuckin’ motherfucker!
(Die Hard 2, 1990. Dir Renny Harlin)

Em 1988, Duro de Matar fez um explosivo sucesso, e antecipando uma tendência que atingiria o mundo no século XXI, os estúdios decidem que estragar apenas um Natal de John McClane é pouco, e decidem que o policial mais desbocado de Los Angeles merece sofrer mais um pouco.

O cenário escolhido para a ação é o aeroporto de Washington, que irá receber um ditador extraditado que tem seus fãs que farão o impossível para ele não ser julgado. No mesmo local, John McClane aguarda Holly chegar de Los Angeles, mas a vida dela corre risco quando os terroristas assumem o controle do aeroporto. E novamente a motivação para o personagem de Bruce Willis é impedir que sua amada morra, e novamente temos um vilão com sotaque, e novamente temos as mesmas críticas à mídia sensacionalista, e deu pra entender qual o grande problema do filme: o excesso de referência ao primeiro filme. É comum e esperado que sequências tenham uma ligação com o filme anterior, mas em Duro de Matar 2, as referências, elas são extrapoladas. Ainda melhor que falta de referências, mas isso é caso para outra crítica.

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O roteiro não incomoda apenas com o excesso de referências. Um grupo de militares realmente fechariam um aeroporto para resgatar um ditador e fugir do país? Eles realmente acham que conseguiriam escapar? John McClane percebe que algo está errado por causa de intuição masculina? Holly no mesmo vôo que Dick Thornburg? Certo, continuações potencializam tudo o que houve no filme inicial, mas enquanto o roteiro do primeiro Duro de Matar tinha um mínimo de convencimento, aqui só fiquei me perguntando se ninguém realmente teve uma idéia melhor.

treinando com os terroristas pra lidar com os aliens

treinando com os terroristas pra lidar com os aliens

Para nossa sorte, John McClane é um personagem forte, e o filme consegue divertir do começo ao fim. Desde a vizinha de avião de Holly com sua arma de eletrochoque à McClane tentando convencer os policias de Washington de que algo está acontecendo – inclusive, se esses são os policiais de Washington, pobre Obama -, as risadas são garantidas, e não apenas pelo absurdo das situações.

se piscar, perde Robert Patrick

se piscar, perde Robert Patrick

Com um roteiro menos inspirado que o primeiro, no entanto, Duro de Matar 2 é uma continuação que não mata os que curtiram o primeiro filme de vergonha alheia. John McLane ter que salvar a esposa e novamente tudo acontecer no Natal soa um pouco forçado, mas quem se importa quando tem explosões e podemos ouvir novamente John McClane dizer “Yippee-ki-yay, motherfucker” novamente, não é?

e John Leguizamo também

e John Leguizamo também

ANTES: Duro de Matar
Depois: Duro de Matar – A Vingança

NOTA MARCELLE MACHADO: 7,5

Dierli Santos: 7,0
Felipe Rocha: 6,0
Tiago Lipka: 8,0
Wallyson Soares: 7,5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 7,2 claire danes sorrisinho

Duro de Matar

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“Yippee-ki-yay, motherfucker!”

(Die Hard – Dir. John McTiernan)

Em matéria de filmes de ação ditos “descerebrados”, Duro de Matar é um clássico. Já se somam mais de 20 anos e poucos conseguiram a proeza de munir ação desenfreada com trama consistente e personagens interessantes de forma tão excitante. Além de uma pérola do gênero, Duro de Matar se tornou também um queridinho do Natal. Quando o filme finaliza, ficamos com o pensamento do chauffeur na cabeça: “Se essa é sua ideia de Natal, eu preciso estar aqui no Ano Novo”.  Por mim, teria um Duro de Matar para cada feriado. Infelizmente, as sequências não fizeram jus ao pensamento (mas isso é assunto para outros shitters).

O filme traz a velha história de um cara no lugar errado e na hora errada. Só que esse cara é John McClane e apenas isso é o suficiente para alterar toda a fórmula. Catapultando o sr. Bruce Willis (em 88 ainda pouco conhecido), McClane virou tão icônico quanto o próprio filme e sua eterna frase de efeito (repetida hoje à exaustão). Mas o show aqui não é só dele e seu timing cômico infalível. No deliciosamente diabólico Hans Gruber, temos o antagonista perfeito – e ninguém melhor do que Alan Rickman para interpretá-lo. Em seu primeiríssimo papel no cinema, Rickman arrasa na arte de sutilezas e sotaques (especialmente notável em certa sequência de pura tensão).

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Para um filme “descerebrado”, Duro de Matar é surpreendentemente interessante. Mesmo que suas mais de duas horas sejam recheadas de uma ação contínua crocantíssima, respeita a audiência o suficiente para providenciar um roteiro decente. Além dos já citados personagens bem definidos, temos sacadas memoráveis ao longo de toda a metragem que, quando não estão pontuando a incompetência monumental da polícia, nos delicia com a imbecilidade de uma mídia sensacionalista. É tudo muito bem recheado. Mas também não é sempre que temos um filme de ação baseado em romance, né?

McTiernan não deixa a peteca cair. Sempre com a câmera no lugar certo e providenciando sequências que apostam mais em movimentação do que em cortes enganadores, prova ser um cineasta promissor (pena nunca ter feito mais nada à altura). Por outro lado, os méritos da edição precisam ser reconhecidos. Duro de Matar não só nunca cansa, mas não perde sua atenção – e o clímax não vai te deixar piscar.

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Embalado ainda por uma trilha memorável de Michael Kamen, Duro de Matar é uma daquelas unamidades raras. É o filme de machão perfeito, mas sem se prender a ser apenas isso. Como se não bastasse o pedigree dos amigos Chandler, Ross e Joey, ainda tem o Shitchat recomendando. Há ainda alguma dúvida quanto à preciosidade desse evento cinematográfico? Não precisa ser denso para entrar para a História, basta saber entreter com (muito) bom gosto.

DEPOIS: Duro de Matar – 2

NOTA WALLYSSON SOARES: 8,5

Dierli Santos: 9,0
Felipe Rocha: 8,0
Marcelle Machado: 9,0
Tiago Lipka: 10

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 8,9 tumblr_mcll13C71o1rjfsoao1_500