Sobre Ralzinho

meh.

Fim dos Tempos

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(The Happening, Dir. M. Night Shyamalan – 2008)

Não existe atualmente no cinema um diretor em tamanha queda livre quanto M. Night. Shyamalan. A equação é simples: em cada filme que ele dirige, atua e roteiriza  parece ser pior que o seu antecessor (embora eu considere A Vila o seu melhor filme, mil perdões) e Fim dos Tempos é a prova em que ele precisa urgentemente se reinventar. Ou abandonar a carreira mesmo.

E não é difícil elencar todos os erros do filme. Parece que Shymalária tenta se superar em sua mediocridade e falha miseravelmente em todos os aspectos possíveis. Ao iniciar o filme com uma cena em que mostra pessoas numa manhã aparentemente normal no Central Park cometendo suicídio de repente, ele até sugere que estamos diante de algo que pode ser bom, mas a embalagem é bonita demais para o conteúdo e estamos, na verdade, prestes a ver torturantes 90 minutos.

#medo do que vem por aí

#medo do que vem por aí

Evocando o cenário apocalíptico já utilizado anteriormente em Sinais, Shyzão parece ter esquecido como é que se faz o negócio e a partir desse prólogo com os suicídios em massa começa o desastre total que vemos a seguir. Atrelado ao suspense de como essa onda de suicídios surgiu, acompanhamos Mark Wahlberg como um professor de ciências casado com a personagem da Zooey Deschanel, que diante do fim iminente parece mais preocupada em esconder as ligações de um certo Joey. E não é um total espanto deparar com atuações tão ruins e risíveis quanto a dos dois em um filme como esse, embora seja triste vê-los em papeis tão insossos e desinteressantes. Além dos dois, acompanhamos por um breve momento o personagem do John Leguizamo, que também tem cenas tão constrangedoras quanto os outros personagens, principalmente a que ele tenta acalmar uma garota no carro dando uma equação para ela resolver.

E eu nem culpo plenamente o roteiro do filme porque a única coisa que o Shyamalan fazia de bom parece ter se esgotado aqui. Se mesmo em filmes que eu não considero bons, como Corpo Fechado e Sinais, era visível que a direção se sobrepunha ao roteiro inconsistente, aqui isso não acontece. A câmera é preguiçosa, o texto é risível e tudo resulta em uma trama que em nenhum momento nos remete a cena inicial até promissora: a cada momento as coisas vão se tornando cada vez mais constrangedoras e as situações beirando ao ridículo.

AHHH VEM GENTE, VEM GENTE  /xuxa

AHHH VEM GENTE, VEM GENTE /xuxa

Com a possibilidade de migrar para um local onde a tal onda de suicídios – até então com a explicação de que possivelmente seria terrorismo – não chegaram ainda, os personagens vão caminhando a esmo para algum lugar seguro, mas é aí que em uma determinada cena o personagem do Mark vai juntando uma informação já dita anteriormente por um personagem aleatório (“Eu sei o que está causando isso. são as plantas”) com o que ele observa – o filme se passa basicamente numa zona rural no meio do nada – é que damos conta que o estrago já está feito. Não que a ideia seja um erro completo, até que a possibilidade da natureza se voltar contra os humanos é algo que reflete e assusta, mas a execução é um horror. A partir daí vamos ver as mais variadas situações, desde personagens correndo do vento em meio a milharais passando pela maravilhosíssima cena do Mark falando com uma planta. De plástico.

não fica nervosa com esse filme horroroso não, tá????

não fica nervosa com esse filme horroroso não, tá????

E na tentativa de amenizar o estrago ele nos brinda com uma sequência numa casa modelo no meio do nada que eu de coração espero que tenha sido uma referência a ❤ Arrested Development <3.

fugindo das planta

fugindo das planta

E nem adianta pensar que o fim vai ser satisfatório e que irá compensar tudo. Porque nem para causar mistério o filme serve: tudo é explicado, ou melhor, jogado na nossa cara muito cedo, não causa nenhuma tensão, você não sente empatia pelos personagens, não torce pelo seu destino e no final das contas você apenas quer que as plantas destruam a porra toda para você não ter que aguentar mais tanta bizarrice sem propósito. Se a tentativa do Shyamalan era nos contar uma parábola sobre a extinção humana e atrelar isso a uma moral do tipo “um dia a mãe natureza se voltará contra nós e nada poderemos fazer”, ele falhou. E muito. Como vem falhado já há uns bons anos.

NOTA RALZINHO CARVALHO: Zeríssimo

Alexandre Alves: 0
Felipe Rocha: 0
Rafael Moreira: 0
Tiago Lipka: 0
Wallysson Soares: 6 (wtf)

Média Claire Danes do Shithat: 1

respirando fundo pra terminar de assistir essa bomba

respirando fundo pra terminar de assistir essa bomba

De Olhos Bem Fechados

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(Eyes Wide Shut, Dir. Stanley Kubrick – 1999)

Existe uma certa expectativa em torno de De Olhos Bem Fechados. Primeiro, porque é um filme do Kubrick, e se você for um ser humano no melhor estado das suas faculdades mentais, você espera pelo menos uma obra-prima vinda desse cara. Segundo, porque é o ÚLTIMO filme dirigido por ele, então você certamente espera que isso seja tão excitante quanto um sextape do pessoal do shitchat. E terceiro, porque tem a Nicolão Kidman num dos últimos filmes em que ela realmente parece ter algumas expressões, embora a bunda dela apareça mais do que sua cara propriamente dita. Além disso, posso pontuar o fato do filme ter demorado quase três longos anos para ser produzido, o que gera certa curiosidade.

De certa forma, o filme não supera as expectativas, mas não é nem de longe decepcionante. Ok, esse gênio em questão já dirigiu 2001 e Laranja Mecânica, então eu permito que ele faça um último filme que de certa forma seja considerado “menor”. Mas ao mesmo tempo em que considero De Olhos Bem Fechados um filme “menor” do Kubrick, também o considero um tanto subestimado.

Temos um Tom Cruise marido-médico-pai-dedicado casado com Nicolão, que já de início mostra o que tem de melhor (principalmente se pensarmos que hoje em dia a gostosa tem mais botox no rosto do que sangue circulando). Até aí tudo bem, os dois parecem ser felizes em seu relacionamento, embora logo no começo do filme, em uma festa, ambos flertem com outras pessoas – o que de parece acordar no Kubrick um certo moralismo, pois quando o casal se encontra mais tarde, em frente ao espelho de sua casa, a música ao fundo imprime uma certa retaliação com “Baby did a bad bad thing”. Editor, põe a foto da cena aqui pros amiguinhos se situarem:

não pera

não pera

agora sim

agora sim

Até aí, nada de inovador ou interessante. Mas mesmo quando o filme ainda está se encontrando, o roteiro e os diálogos nos deixa alerta com as longas cenas que compõe cada momento, em especial a cena em que o affair da Alice fala “Não acha que um dos encantos do casamento é tornar o fingimento uma necessidade para ambas as partes?”. E é exatamente em cima disso que o enredo do filme se desenvolve, uma vez que é por causa de uma confissão da Alice – numa das minhas cenas preferidas do filme, embora seja intercalada por momentos brilhantes e ao mesmo tempo constrangedores da Nicole Kidman – que assume que já sentiu vontade de largar o mundo e trair Bill, que o filme entra numa verdadeira, digamos, jornada psicossexual (e eu juro a vocês que eu não li esse termo na contracapa do meu DVD!!!!).

E então, o filme realmente começa. Se aventurando pela noite, todos os momentos que envolvem Bill e sua neura por ser corneado envolvem sexo, luxúria e coisas do tipo, culminando numa seita (se é que aquilo pode ser chamado de seita) estranhíssima que não é bem explicado o porquê e nem o que é, mas que causa uma sensação estranha DAQUELAS. Você pode até pensar “Nossa, acho que só o pessoal do shitchat é estranho suficiente pra sentir tesão nesse bando de gente mascarada numa mansão”, mas se alguém conseguiu ficar excitado com Tom Cruise e seu cabelo oleoso nesse filme, eu não duvido de mais nada.

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Até aí, acho o filme perfeito e imaculado na maneira que Kubrick conseguiu desestruturar a imagem de um casamento perfeito e até mesmo causar certa discussão em torno de fidelidade (palavra que é de importância na trama) e se os seres humanos são realmente capazes de manter um relacionamento monogâmico. O problema é que dentro desse enredo todo, o filme acaba fugindo para o suspense em sua hora final, mas nada que consiga arruinar todo o trabalho que o mestre conseguiu fazer.

Seja pela atuação consistente do Tom Cruise, sejam pelos breves bons momentos da Nicole Kidman, seja por toda a discussão que incita ou até mesmo se você entrar de cabeça no suspense do final, De Olhos Bem Fechados é sim um ótimo filme, e fecha muitíssimo bem uma filmografia extremamente brilhante de um dos melhores diretores de todos os tempos (nesse momento as lágrimas escorrem no meu rosto e obrigado ao blog por fazer essa maratona maravilhosa, pois Kubrick é melhor que todos nós juntos, amém).

última vez que pudemos ver isso :(

última vez que pudemos ver isso 😦

NOTA RALZINHO CARVALHO: 9,0

Alexandre Alves: 8,5
Felipe Rocha: 8,5
Leandro Ferreira: 8,0
Marcelle Machado: 8,5
Tiago Lipka: 8,5
Wallysson Soares: 9,0

Média Claire Danes do Shitchat: 8,5 (clayr feliz porém dentro do âmago do seu ser triste por esse ser a última obra do kubrick) claire danes sorrisinho

Laranja Mecânica

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(A Clockwork Orange – Dir. Stanley Kubrick – 1971)

Nesse momento estou aqui no meu quartinho chorando muito enquanto escrevo esse texto. Vou explicar a vocês o porquê: quando a cúpula do shitchat resolveu fazer essa #maratona #marota da filmografia do Kubrick, meu coraçãozinho bateu mais forte, porque enquanto as bichas do shitchat se rasgavam por 2001, Glória Feita de Sangue, Spartacus e blábláblá, eu logo gritei LARANJA MECÂNICA que nem o Steve Holt chama o próprio nome.

E o porquê disso? Porque Laranja Mecânica é apenas um dos meus filmes favoritos de tipo TODOS OS TEMPOS e sem dúvidas foi um dos divisores de águas na minha vida de cinéfilo. Se hoje eu sou fã ávido de cinema, é porque há uns bons anos mudei de vida ao assistir essa obra-prima. E eu estou escrevendo isso na certeza que você não é pau no cu o bastante para AINDA NÃO TER VISTO ISSO. Sério, eu até quero que nesse momento, vocêzinho que ainda não viu esse filme, feche o blog e vá comprar o DVD dessa porra A-G-O-R-A.

Pois bem, quanto a essa maravilha de filme, Kubrick imprime uma das maiores críticas à nossa sociedade. Violento, ácido, cru, de certa forma indigesto em alguns momentos, Laranja Mecânica não é um filme que glamouriza a violência como muita gente alega (devem ser as mesmas pessoas que acham que A Hora Mais Escura defende a tortura e blábláblá meu cu), mas Kubrickzão enfia o dedo no olho da nossa sociedade hipócrita. Para isso, ele nos expõe a história de Alex (interpretado por um soberbo Malcolm McDowell), um líder de uma gangue de delinqüentes juvenis que se divertem na base de ultraviolência, seja espancando mendigos, estuprando mulheres, saindo na porrada, curtindo o próprio status no facebook ou dando RT no Omelete. Quando em uma de suas desventuras Alex acaba assassinando uma vítima e é traído pelos membros da sua gangue, é preso, e na instituição em que é colocado, serve de cobaia para um experimento patrocinado pelo governo em que eles alegam que o indivíduo tem seus impulsos violentos controlados.

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E é aí a maior crítica do Kubrick, que nos faz questionar quem seria mais violento. Em um passo inicial, o gênio nos mostra todo o circo de horrores da ultraviolência e nos deixa enojado pelas atitudes de Alex e sua gangue – uma violência individual e intrínseca a esses seres humanos – para depois nos mostrar um estado tão violento quanto, mas que de certa forma é uma violência dita “justificável”, com a desculpa que seria para um bem maior. Logo, fica a pergunta: um Estado violento não seria tão perigoso quanto um indivíduo violento? E se essa violência for amparada por lei e institucionalizada? Alex e a sociedade mostrada não parecem diferir tanto assim.

Quanto à técnica, o filme é impecável em todos os sentidos. A trilha sonora é um misto de música eletrônica, pontuada em alguns momentos pela 9ª sinfonia de Beethoven (que o próprio Alex é fã) e em uma das cenas mais antológicas do filme, Alex interpreta Singin’ in the Rain – e ouso dizer que essa música é mais conhecida por essa cena em questão do que pelo próprio filme que leva o nome. A direção de arte, figurino e fotografia nos remetem à uma Inglaterra futurista ao mesmo tempo em que alguns aspectos do próprio período em que o filme foi filmado são uma boa sacada. Temos aqui um filme atemporal.

E eis que com isso, Kubrick dirigiu o que pra mim é sua obra prima máxima. Sei que muitos discordam por motivos de certos 2001 – Uma Odisséia no Espaço, mas pra mim não existe filme mais representativo em sua filmografia. E junto com Matilda, o documentário da Gretchen e o sextape da Marcela, esse é um dos filmes obrigatórios pra vocês que respiram o O2 que as plantinhas se fodem pra liberarem, suas quengas.

NOTA RALZINHO CARVALHO: 10

Alexandre Alves: 10
Felipe Rocha: 10
Leandro Ferreira: 9,5
Marcelle Machado: 10
Tiago Lipka: 10
Wallysson Soares: 10

Média Claire Danes do Shitchat: 9,9

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O Lado Bom da Vida

(Silver Linings Playbook, dir. David O. Russell)

Quando Datena fala mal dos ateus, ele está certíssimo. Não entendo como vocês podem ser ateus! Sério mesmo. Jennifer Lawrence é a prova que há algo de maior regendo esse mundo, e que de vez em quando resolve criar um ser que vai além de qualquer coisa já criada. Jennifer Lawrence TRANSCENDE.

QUERO IBAGENS DOS ATEUS DO SHITCHAT NA TELA!!!!!

QUERO IBAGENS DOS ATEUS DO SHITCHAT NA TELA!!!!!

E daí que ela está nesse delicioso O Lado Bom da Vida, que estreia hoje nos cinemas, mas que nós do Shitchat recebemos ingressos da cabine especial e assistimos numa sessão com ❤ Isabelinha Boscov <3, Rubens Ewald Filho (que passou a sessão inteira falando de QUÃO ENGRAÇADA INTELIGENTE DIVERTIDA é The Big Bang Theory) e Pablo Villaça, que ao ler o primeiro parágrafo do meu texto se despirocou e saiu do Twitter. Fica aqui nosso apelo: #VOLTA #PLABLO.

Enfim, é tudo mentira e nós assistimos a essa maravilha numa telinha medonha que de início me deixou meio preocupado com as possíveis shirtless que seriam devidamente pixelizadas. Mas quase ninguém tira a roupa nesse filme, o que é um desperdício se nós pensarmos que tem: ❤ J-Law rainha <3, Bradley Cooper (meh), Robert DeNiro e JACKI WEAVER VELHA GOSTOSAAAAAAA. Aliás, falar do elenco é lembrar que todos os quatro foram indicados ao oscar, feito este conquistado anteriormente por maravilhas como Quem Tem Medo de Virginia Woolf e Reds.

Quanto ao filme, eu até consigo entender quem não ache grandes coisas, porque se analisarmos mesmo, o filme tem grandes clichês de dramédias românticas, principalmente na última hora. Mas ao mesmo tempo, é tão fácil embarcar na história e se apaixonar perdidamente pela Jennifer Lawrence – boatos até que os gays do Shitchat estão tendo problemas com sua sexualidade por causa de Lawrencezinha – e se empolgar com tudo e achar os diálogos engraçados e tocantes.

as gays do Shitchat piram

as gays do Shitchat piram

O filme narra a vida de Pat Solitano, corno manso que despiroca quando chega em casa mais cedo e vê a mulher trepando no banheiro com um professor de história velho e feio (só pra causar aquela sensação incômoda de “MEU DEUS COMO ELA TROCOU O BRADLEY COOPER POR ISSOOOO” nas gays) ao som de sua música de casamento. O que acontece com Pat Solitano? Depois de espancar o velho, ele entra em colapso mental e vai para o hospício, onde passa oito meses até ser liberado. Mas desde o início do filme fica claro que Pat ainda não se recuperou totalmente, e voltar a falar com sua mulher se torna a sua obsessão. Morando com os pais, Sr. Solitano (Rober DeNiro, numa interpretação que justifica sua indicação ao Oscar), um velhinho camarada viciado em apostas e futebol americano e Dolores (Jacki Weaver, que também indicada ao Oscar é injustiçada por pouquíssimo tempo de tela), que comove pela sua tentativa de amenizar os problemas do filho. </3

E, sim, Bradley Cooper está bem pra caralho no filme *BOOOM*. Não é uma interpretação que seja lá digna de indicação ao Oscar, mas pode ser até mesmo um divisor de águas na carreira dele. Mas, quem rouba a cena no filme é Jennifer Lawrence como Tiffany, uma jovem viúva que encontrou no sexo fácil uma válvula de escape para amenizar seu sofrimento. E naquela máxima de “só um fodido entende outro”, é fácil a identificação entre ambos, que passam por aqueles momentos bonitinhos e insanos que culmina num final com direito a cenas de dança, comemorações por notas baixas, apostas duplas e cena final clichezíssima, mas que funciona. O melhor do filme certamente não é apenas a relação Pat-Tiffany, como também a relação pais e filho. E é claro que a melhor cena é a que mostra todos os personagens reunidos e discutindo na sala da casa dos Solitanos, mostrando o quão vulneráveis eles estão (seja Pat e Tiffany por seus problemas psicológicos, Sr. Solitano pelo seu vício em apostas ou Dolores, que não sabe lidar muito bem com tudo isso ao mesmo tempo) e que conseguem encontrar uma saída safadíssima para todos os problemas.

Mas nada tira de minha cabeça que o filme só teria a ganhar se no lugar de Pat Solitano, a Tiffany fosse par do JAMES VAN DER BEEK interpretando ELE MESMO ❤

RIP puta do 23

RIP puta do 23

E se com todos os clichês o filme ainda consegue ser bom assim, isso é fruto de todo um elenco afiadíssimo que consegue tirar o melhor de suas atuações. Até a maravilhosa ❤ Julia Stiles <3, que só aparece em uns cinco minutos e que certamente sentiu vontade de entrar na competição pra relembrar seus momentos áureos de NO BALANÇO DO AMOR (nunca esqueceremos, Ju).

E eu nem sei o que pensar se a Jenniferzinha não ganhar essa caralha desse oscar, sério. Eu não sei o que serei capaz de fazer, de verdade. E por mais que me doa ter que abdicar da Jessica Chastain nesse ano, é por uma boa causa. VAI QUE É TUA, LAWRENCE ❤

ME DÁ O QUE É MEEEEEU

ME DÁ O QUE É MEEEEEU

NOTA RALZINHO: 9,0

Dierli: 9,0
Felipe ridículo: 6,5
Marcelle Machado: 8,0 (SAI DAQUI, ATRASADA)
Tiago Lipka: 9,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 8,3 – Clairezinha morrendo de medo de ser trocada pela J-Law no Shitchat 😦

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As Bizarrices da 2a Temporada de American Horror Story

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Desde que Ryan Murphy decidiu ser o ~~Deus~~  da televisão americana e abarcar todos os gêneros possíveis – AO MESMO TEMPO – somos agraciados ano após ano com séries terrivelmente toscas, mas que no fundo garante algum tipo de diversão, se você desligar o seu cérebro (e eu sei que isso é um clichê do caralho, mas se aplica perfeitamente aqui). Só atualmente são TRÊS séries sob a alcunha desse cara. E se glee é detestável por ter uma certa Lea Michele ridícula gemendo em cada cena musical e The New Normal me faz ter vontade de furar minha cabeça com uma furadeira do que encarar o piloto, American Horror Story me diverte mesmo eu tendo ciência de que é uma merda horrorosa. E  se essa delícia, que de horror não tem nada, teve uma primeira temporada problemática, mas que de certa forma funcionou (por motivos de Jessica Lange sendo AQUELA quenga e Connie Britton não fazendo porra nenhuma mas sendo maravilhosa), Ryan parece ter perdido a mão na 2ª temporada que está quase perto de acabar e, sinceramente, não vejo como um final poderia costurar todas os plots que saíram da mente insana dele, então resolvi fazer um top das coisas mais bizarras que esse cara resolveu enfiar nesse verdadeiro samba de crioulo doido. Vamos lá:

(contem spoilers se vocês se importam com essa caralha)

  •  No primeiro episódio dessa delícia, fomos agraciados com a primeira cena de ❤ ADAM LEVINE ❤ numa lua de mel tosca com sua esposa (Ryan, você realmente quer nos fazer acreditar que Levinão é hetero?) em que eles são tipo o personagem do John Cusack naquele horroroso 1408, em que eles adoram entrar em locais mal assombrados só pra não fazer porra nenhuma. E como essa premissa já é uma bosta total, é claro que o casal teria que trepar, porque Ryan não ia perder a oportunidade de tentar ver pelo menos a rodela do mamilo do Adam, e valeu a pena. No final das contas, o escroto do Adam leva no cu quando é atacado pelo BLOODY FACE, sabe. Me senti vingado por todas as péssimas escolhas que Adam fez naquela porra daquele the voice. VALEU RYAN, VOCÊ É DEZ.
(foto tirada diretamente dos bastidores, quando Adam soube que teria que protagonizar uma cena de sexo com uma mulher)

(foto tirada diretamente dos bastidores, quando Adam soube que teria que protagonizar uma cena de sexo com uma mulher)

E não foi só isso. No primeiro episódio, temos as maravilhosas referências que Ryan enfia pra a gente achar que estamos assistindo uma espécie de Community de terror, mas ele falha miseravelmente em tudo.

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(BOOOOM na referência clara e descarada ao método Ludovico)

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(Certamente Ryan assistiu Freaks (dublado, claro) numa desses sessões ~~FILMES QUE VOCÊ TEM QUE VER ANTES DE MORRER~~ do TCM e resolveu incorporar a série)

  •  Sim, esse viado sabe escalar o elenco dessas merdas e foi esperto o suficiente ao deixar que Jessica Lange permanecesse nessa desgraça e num papel maravilhoso de ❤ freira diretora do hospício quenguíssima ❤ com um passado negro e que nas horas vagas tem pensamentos eróticos pelo padre. TEM COMO MELHORAR ISSO? Tem. Ele nos enfia uma Lily Rabe como uma freira chata no início mas que depois da passagem de um garoto encapetado no hospício, fica endemoniada. E não é que a personagem no meio dessa merda toda é a mais interessante? Parabéns Lilyzão, você é a pérola no meio dos porcos. *dramas*

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  • Eu fico meio assim porque vejo todo mundo elogiando essa bagaça e penso que o errado sou eu, MAS DAÍ EU LEMBRO QUE ESSA PUTA DESSA RYAN escalou a maravilhosíssima ❤ Chloe Sevigny ❤ pra um papel sofridíssimo, e percebo que se Chloe não tivesse topado participar disso, talvez uma segunda temporada de Hit & Miss tivesse saído e a gente teria mais de Chloe pirocuda do que CHLOE COM QUATRO EPISÓDIOS NESSA PORRA. Talvez esteja sendo imparcial demais e canalizando meu ódio com esse desperdício de atriz e jogando pra série. Ou a série é ruim mesmo.

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(e ele ainda arranca as pernas da melhor pessoa do mundo. Filho da putaaaargh)

ps: o melhor de tudo é esse plot que envolve a Chloezinha sem perna: um médico nazista louco que resolve fazer experiências com a galera do hospício. E no início a gente achava que eram apenas zumbis… puta merda.

Ps2: como safadeza não tem limites, o que mais Ryan inventa pra rechear essa torta de climão de plot nazista? SIM, MEUS CAROS. UM EPISÓDIO DUPLO SOBRE UMA MULHER QUE DIZ SER A ANNE FRANK. Foi aqui que eu achei o máximo do mau gosto por parte desse cara e merecedor de um belo processo histórico e tal. ELE ACHA QUE É O TARANTINO? Só o Tarantino pode mudar a história, cara!!!!!! Só ele pode matar ou reviver uma figura histórica!!!!!!

  • Se a gente for parar pra contar, já temos um serial killer tosquíssimo sob a alcunha de Bloody Face, freira quenga, freira endiabrada, plot do nazismo… vocês acham que é só isso? E se eu disser que no meio disso tudo tem ET’S???????

06

I REST MY CASE, sabe.

  • Chorei sangue quando vi que a crocantíssima ❤ Frances Conroy ❤ ia participar disso, porque eu acho que essa mulher deveria ser reverenciada todos os dias por ter feito uma das mães mais fodas de todo o mundo das séries (eu juro que fico em dúvida entre ela e a Lorelai. Por mim as duas teriam um caso lésbico e caso resolvido), e não queria que nada disso aqui fosse veiculado ao sagrado nome dessa deusa. Mas como deuses vivos precisam comer, Franceszinha precisou fazer uma ponta escrotíssima, mas que eu sinceramente achei uma das poucas coisas legais e que realmente funcionaram até agora. Mas é só assistindo mesmo, porque eu vou contar aqui e vocês certamente vão rir porque é tosco pra porra.

07

ELA É UM ANJO DA MORTE. E ela beija as pessoas antes de matar. E olha, se a Frances Conroy é um anjo da morte mesmo, eu vou ali rasgar meus pulsos com meus dvds de Six Feet Under e aguardar a visita dessa delícia.

  • Por fim, eu poderia falar também do papai noel assassino fillerzíssimo que apareceu nos últimos episódios, mas WHO CARES? Pra mim, foi uma das piores coisas dessa temporada, nível aquele episódio da temporada passada sobre o Cam de Modern Family com medo de se olhar no espelho e chamando um porco. Então, foda-se o resto, quero terminar esse texto provando a vocês que o Ryan não tem limites e que esse último episódio foi crocantíssimo por uma cena em questão. VEJAM COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS.

Eu não tenho mais nada a comentar. Só estou aguardando os dois últimos episódios dessa saga incansável de ~~querer chorar~~ com absurdos e bizarrices.

MAIS ESCROTO QUE O RYAN: Eu. Que ainda vejo isso. E me divirto, confesso.

Média Claire Danes do Shitchat: 5,0

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