Indomável Sonhadora

bestas

(Beasts of the Southern Wild, Dir. Benh Zeitlin)

Não vou mentir pra vocês não. O Blog está me chantageando de uma forma piranhamente baixa para eu escrever este texto, do qual eu estava fugindo desde antes de o próprio Blog existir. O motivo de eu estar correndo de Indomável Sonhadora mais do que cachorro que invade jogo de futebol é muito simples: nhé.

Vi muita gente falando bem do filme e concordei com a maior parte do que me foi dito. Também vi muita gente falando mal e também concordei com quase tudo. Sério, tá foda. Mas, vamos lá que eu vou conseguir fazer um texto decente. Who’s the man?

BotSW traz uma menininha fofinha descabeladinha gracinha sujinha chamada Hushpuppy, que mora num lugar horrível chamado Niterói The Bathtub com um monte de gente bêbada ignorante e horrorosa, incluindo seu pai, Wink, que está morrendo. Uma tempestade se aproxima da Bathtub (em nenhum momento eles dizem, mas tenho quase certeza que é o furacão Katrina ou algo de proporções semelhantes) e alguns moradores resolvem ficar no lugar, apesar do perigo.

O roteiro, escrito pelo diretor estreante Benh Zeitlin junto com Lucy Alibar, é meio babaca. O tempo inteiro faz Hushpuppy filosofar em voice-over como se fosse Herzog no filme maneiro da caverna. A diferença é que ela não é Herzog. E tem seis anos. O esforço da dupla em fazer algo poético, no fim, só soa tosco. As personagens também são bastante mal escritas e se sustentam no estereótipo do caipira burro e não civilizado.

Como vai, Galisteu?

Como vai, Galisteu?

O diretor também faz umas cagadas sem a ajuda de ninguém. A principal delas me irrita dum jeito que até parece que é de propósito. Eu entendo a ideia por trás daquela shaky cam (a Bathtub é um organismo vivo, elétrico, iluminado, pulsante etc), mas, cara, tudo tem limite. É o tempo inteiro aquela bosta balangando que quase não dá pra assistir ao treco direito. Também odeio que ele é o cara do Grizzly Bear.

Step down just once learn how to stop shaking

Step down just once learn how to stop shaking

Só que o filme também tem aspectos positivos. O próprio Zeitlin acerta no pingolho quando faz questão de apresentar o filme pelo ponto de vista da menina, o que justifica o tom fantasioso e explica o porquê de parecer que está tudo OK no, hm, estilo paterno de Wink. Visualmente, também não se pode reclamar de nada, e a fotografia de Ben Richardson, quando não perde o spotlight para a ridícula shaky cam, é um dos dois pontos altos de BotSW.

O outro é a dupla principal. Quvenzhané Wallis (pior nome, af) segura bem o filme quando é exigida e quase – eu disse quase – me fez perdoar frases como “quando tudo fica quieto atrás de meus olhos, eu vejo tudo que me fez voar por aí em pedaços invisíveis” (WTFFFF). Dwight Henry, também estreante, merecia um reconhecimento muito maior do que teve. Talvez se ele tivesse nove anos, quem sabe?

:(

😦

Então é isso. Obrigado pela sua compreensão e espero que você tenha entendido mais ou menos o que eu tentei dizer aqui hoje. Caso não tenha entendido porra nenhuma, guarde sua opinião pra você, falou? (mentira, pode me humilhar nos comentários). Abraços.

NOTA FELIPE ROCHA: 7

Alexandre Alves: 0 (wtf, também não entendi)
Leandro Ferreira : 7.5
Tiago Lipka: 7,5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 5,5 – emputeceu-se Clayre

12 respostas em “Indomável Sonhadora

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