Sobre Dierli Santos

Meu nome não tem nenhum significado especial. Escrevo sobre séries no www.ligadoemserie.com.br

Sem Segurança Nenhuma

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(Safety Not Guaranteed – Dir. Colin Trevorrow)

Sem Segurança Nenhuma é o típico filme despretensioso, desses que a gente vai assistir sem esperar muita coisa e no final surpreende de forma positiva. Com personagens cativantes, é interessante perceber como pode ainda assim ser real. Não é realista sobre voltar no tempo, é claro. Mas já no começo somos apresentados à Darius, uma jornalista estagiária tão comum e verossímil que chega a parecer desinteressante no começo. No meio de seu trabalho chato, é escalada para cobrir uma pauta incomum: um sujeito que quer uma companhia para viajar no tempo com ele. Apesar da trama absurda, é impossível chegar ao final do filme sem torcer para que Kenneth, o “lunático” que vira tema da matéria,  esteja certo e consiga fazer a viagem.

Mesmo com algumas idéias de comédia teen – a mentira que depois vira realidade pois o mentiroso(a) cria sentimentos verdadeiros pela pessoa -, o filme não se limita a isso. Sem Segurança Nenhuma é também sobre acreditar e não desistir, mesmo sendo considerado louco por todos. A “loucura” do personagem, aliás, é trabalhada de forma muito mais interessante que em outros filmes bem mais populares por aí (cofoladobomdavidacof).

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Como se não bastasse, o filme ainda conta com a participação (rápida, porém maravilhosa) de Kristen Bell, também conhecida por protagonizar o melhor vídeo da internet

Embora o final tenha sido previsível para aqueles malas leitores muito sagazes, imagino que tenha sido impossível não se emocionar com o quote da última cena:

“To go it alone or to go with a partner. When you choose a partner you have to have compromises and sacrifices, but it’s a price you pay. Do I want to follow my every whim and desire as I make my way through time and space, absolutely. But at the end of the day do I need someone when I’m doubting myself and I’m insecure and my heart’s failing me? Do I need someone who, when the heat gets hot, has my back?”

Eu podia ficar um bom tempo aqui falando sobre a trilha sonora ótima, mas April explica pra vocês:

NOTA DIERLI: 8,5

Nota de Felipe Lindo Rocha: 8
Nota de Ralz: 9
Nota de Rafael Moreira: 8,0

Média Claire Danes do ShitChat: 8,5

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Duro de Matar 4.0

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(Live Free or Die Hard, Dir. Len Wiseman)

Quando o blog resolveu virar macho e fazer maratona Duro de Matar, eu logo me empolguei. Sou muito fã do primeiro filme, e acho que consegue equilibrar muito bem a ação com os diálogos fodas e frases de efeito épicas. E por mais que as continuações não tenham alcançado o mesmo nível, nunca vou achar ruim ver John McClane porra louca destruindo todos os vilões das maneiras mais absurdas possíveis.

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Por que, no fim, é para isso que a gente assiste Duro de Matar. Sempre vai ter um vilão psicopata, e a polícia sempre será incompetente – no 4.0, o FBI, com helicópteros e toda a tecnologia, só chega no local depois que John já se livrou de todo mundo, inclusive dando um tiro em si mesmo para se livrar do vilão principal. Se eu fosse ele, acabava com o FBI ali também, por que ô pessoalzinho inútil. Inclusive a vilanice do malvado e sem chapéu de cowboy Raylan Givens é fazer o que os hackers chamam de “fire sale”, que seria, no caso, resetar toda a sociedade americana. Delícia. Melhor que isso só se fosse a fire sale de Tobias Fünke.

A diferença principal em Duro de Matar 4.0 é John McClane. Mais amargo, sem a mulher e com uma relação distante com os filhos, às vezes parece que ele não tem nada a perder – e talvez por isso suas ações estejam mais inverossímeis e ao mesmo tempo maravilhosas. Isso sempre foi um traço do personagem, que nunca pareceu saber tratar sua vida pessoal com o mesmo sucesso em que cuidava de bandidos. Mas no quarto filme da franquia, John parece ainda mais medíocre sob esse aspecto, embora ainda consiga falar suas frases de efeito nos momentos certos e dar uma boa gargalhada psicótica ao derrubar a Nikita no poço de um elevador. É ou não é um personagem delicioso de assistir?

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Como aconteceu em Duro de Matar – A Vingança, McClane ganhou um parceiro (que é a cara do @btapajos, aliás). Juntos, os dois precisam salvar o mundo todo do terrorismo virtual, uma arma suficientemente poderosa que pode transformar o país todo em um caos. Embora tenha sido interessante que a motivação do personagem seja algo diferente do que resgatar alguém de sua família, no final ele precisava salvar a filha que o odiava. Algumas coisas ainda permanecem iguais para McClane.

Até porque ser pai de <3 Ramoninha Flowers <3 não deve ser fácil

Até porque ser pai de ❤ Ramoninha Flowers ❤ não deve ser fácil

A dinâmica entre ele e o gênio nerd da tecnologia até que funciona bem, se engolirmos a história de que ele não conseguia ser um herói e no fim conseguiu e blablá. Mas no final, o que conta mesmo é a diversão que John proporciona ao usar hidrantes, extintores de incêndios e tudo o que estiver pela frente para matar os inimigos. Uma hora ele está num túnel derrubando um helicóptero com um carro, outra hora ele está na asa de um avião. Como não amar John McClane e se entusiasmar com o novo filme da franquia desse jeito?

ANTES: Duro de Matar – A Vingança
DEPOIS: Duro de Matar 5 – Um Bom Dia Para Morrer

NOTA DIERLI SANTOS: 8

Felipe Rocha: 7,5
Marcelle Machado: 8,0
Tiago Lipka: 7,0
Wallyson Soares: 8,0

Média Claire Danes do Shitchat: 7,7

Revenge – 2ª temporada

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Depois do polêmico texto sobre o final de Fringe de Felipe, vamos falar sobre outra série tão boa quanto (mas que não se leva a sério). Existe uma série boa dentro de Revenge, assim como existe uma comédia melhor ainda. O problema é que essa parte boa fica um pouco ofuscada com os diálogos cretinos e excesso de botox. Mas nada disso tira a beleza que a série conquista em episódios como Sabotage* (2×11) e Collusion (2×12).

Até pensei em explicar aqui para quem não conhece a série, mas em Revenge acontece tanta coisa em tão pouco tempo que eu não ia conseguir. Mas, resumindo: uma menina (Emily Thorne) volta para fazer vingança às pessoas que armaram contra o pai dela, que já morreu. Até a primeira temporada ela tinha uma foto com todos os que ajudaram no plano e ia riscando, tipo novela assim, mas daí acho que eles cansaram e hoje ninguém mais sabe exatamente qual o plano dela. Ela praticamente fica atrapalhando os ricos e poderosos e isso já é o suficiente para a nossa diversão.


 

 

 

 

 

 

 

 

Eis o segredo do sucesso: um monte de gente rica e infeliz fazendo barraco e querendo sempre sair por cima, uma milionária bonitinha que quer vingança (mas ainda assim tem sentimentos) e conta com a ajuda de seu amigo hacker bonzinho de orientação sexual ainda indefinida. Como essa mistura não poderia ser boa? E, sim, eu também acho que é muito fácil se vingar de todo mundo quando se tem muito dinheiro e um melhor amigo disposto a te ajudar também rico e que sabe hackear tudo o que vê pela frente. Assim até eu.

quando fico com sangue nos olhos ninguém me seguraaaaa

quando fico com sangue nos olhos ninguém me seguraaaaa

Mas então, qual é a magia dessa série? Os acontecimentos. A história anda muito rápida, em dois episódios o inimigo já mudou e quem estava do lado dela já foi para o outro. É praticamente uma The Vampire Diaries se a gente trocar as coisas sobrenaturais e mitológicas por dinheiro e bebida. O mais engraçado é como eles tem sempre que mostrar o quanto eles são ricos. Compram prédios inteiros para ter acesso a um apartamento e filmar algo, dão o lance de um milhão (UM MILHÃO) em um leilão de vinhos (como ser mais cafona?) sem nenhum objetivo. Deixa eu contar aqui que o vinho mais caro, de um milhão, estava estragado e a protagonista só descobriu isso tomando o primeiro gole de comemoração com seu namorado/objeto de vingança. Se isso era para ser alguma metáfora, nunca saberei, mas deixo aqui se alguém quiser explicar.

No episódio da semana passada também rolou um seqüestro forjado (para ganhar a confiança do inimigo, é claro), com direito a tiroteio e tudo. Sensacional. Também tem a amiga biscate usando a identidade verdadeira da protagonista no maior estilo A Usurpadora (porém, ela engravidou do cara que a Emily gostava e agora é de família, além de ser a pior atriz do mundo). Esse núcleo, dos pobres, é o pior da série. Juro que não é preconceito, eles simplesmente não tem nenhuma ligação com a trama da vingança principal e nem proporcionam diversão como a família Grayson. Eles basicamente são tipo as críticas do Pablo Villaiça: só servem para você se irritar.

Victoria-não importa o quanto eu te odeie eu sempre vou sorrir assim-Greyson (relevem pois ela já faz milagres apesar do botox que tem)

Victoria-não importa o quanto eu te odeie eu sempre vou sorrir assim-Greyson (relevem pois ela já faz milagres apesar do botox que tem)

Não posso deixar de falar de Victoria Grayson, melhor personagem da série. Além de ter em seu rosto mais botox do que todas as apresentadoras de telejornais da Globo juntas, ela é tudo o que você odiaria em um personagem se fosse em um drama que se levasse a sério. Como é Revenge, onde tudo pode, a gente aceita que ela seja falsa, fale manso e manipule tudo calmamente. A gente finge que nem percebe que ela não consegue piscar com os dois olhos. Poderia ficar falando horas sobre essa maravilhosa, mas ela merece um post sozinho só para enumerar tudo o que ela fez em menos de duas temporadas – e não foi pouco.

Mas, é isso, assistam Revenge e se alguém falar “é igual Avenida Brasil” está permitido dar tapa na cara e olhar para a pessoa como na imagem abaixo:

(Fora que Revenge é inspirado no livro O conde de Monte Cristo, escrito muito antes que essa novelinha aí, então quem é a culta agora hein seu pedante).

P.S: como um leitor muito esperto lembrou, eu realmente esqueci de falar de outra coisa ótima da série (é que são muitas, desculpa). Quando você acha que nada pode ser mais cafona, aparece um flashback com Emily e seu treinador oriental. Sim, ela tem um japa que é orientador de vingança. E se você achou isso demais, mal espere para saber que eles simplesmente mudam o ator na segunda temporada no maior estilo Firmino do Carrossel original.
*Essa série só tem nomes de episódios assim, tipo “Power”, “Penance” ou Destiny”. Pois é, nem no nome do episódios eles conseguem não ser cafonas.

NOTA DIERLI SANTOS: 10 para AS. DELÍCIAS. DE. PERUCAS que a série usa.

Felipe Rocha: 10 pro olho tortíssimo de Victoria Grayson, 10 pra sacada que às vezes tá pertinho da casa da Emily e às vezes tá muito longe, 10 pra essa cena, 0 pra essa vadia, 0 por terem trocado o ator que fazia o japa mentor mas bônus de 7 por terem colocado o Shang Tsung no lugar.

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: sei lá, Claire Danes se perdeu nessa palhaçada toda.