As Sessões

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(The Sessions – Dir. Ben Lewin)

Comédia dramática que acerta ao investir na simplicidade, As Sessões é um belíssimo filme ancorado por performances sublimes de seu elenco. E com uma abertura dessas, já posso garantir que minha crítica será elogiadíssima por quem gostou, e sofrerei bullying dos haters.

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af, vai se achando, kiridinha

Prosseguindo com a vida.

Conta a história de Mark O’Brien, que sofre de paralisia devido a complicações da poliomelite que teve quando criança. Incapaz de ficar por mais de 4 horas longe do pulmão de ferro (uma máquina que auxilia a respiração), com 39 anos e sentindo que sua hora pode estar chegando, ele começa a ouvir uma voz… inusitada. A do seu PÊNIS.

CALMA CARA

CALMA CARA

Não só isso: decide que aquela voz está correta e procura uma ajuda especializada, que vem através da terapeuta sexual Cheryl, especialista em lidar com deficientes físicos. Porém, as carências afetivas de ambos se confundem, e o afeto entre eles cresce um pouco mais do esperado. Além disso, Cheryl acaba tendo de lidar com mais do que o simples nervosismo de Mark em explorar sua sexualidade: há também a culpa católica devido a traumas do passado.

Escrito e dirigido por Ben Lewin (um sobrevivente da pólio, inclusive), o filme é sensível e delicado ao mesmo tempo em que é direto. E o melhor: não usa o humor para deixar o tema mais leve, mas apenas para desenvolver as relações entre os personagens, já que a seriedade da situação está sempre presente, e é devidamente discutida. O roteiro também acerta no ritmo da história, que se concentra basicamente entre diálogos com apenas dois personagens em cena.

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John Hawkes, que revigorou sua carreira depois da monstruosa performance em Inverno da Alma, surge brilhante em cena, investindo num acertado timing cômico, e uma enorme dedicação ao trabalho corporal, e é seguido de perto por Helen Hunt, corajosa, peladíssima e voltando a ser aquela excelente atriz que vimos no ótimo Melhor é Impossível. Vale também mencionar os ótimos William H. Macy e Adam Arkin: o primeiro acerta no tom, e surge carinho e carismático no tom certo, enquanto o segundo estabelece bem o personagem mesmo aparecendo pouco.

Errando apenas ao dar um pouco mais de atenção a personagens secundários em alguns momentos (o porteiro do hotel, por exemplo) e ao soar um pouco óbvio diante de detalhes da trama (o relacionamento com a ex-cuidadora), As Sessões ao menos se mostra coerente no início ao fim, surgindo como um perfeito exemplo de que o tragicômico não precisa ser necessariamente “água com açúcar” ou “picolé de chuchu”.

NOTA TIAGO LIPKA: 9,0

Ralzinho Carvalho: 9,0
Wallysson Soares: 8,0
Felipe Rocha: 7,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 8,6666666666666666666666666667

claire danes sorrisinho

Uma resposta em “As Sessões

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