As 10 Melhores Séries de 2013

Olá, leitorxs. Esta aqui é a nossa listinha de melhores seriados exibidos durante o ano 2013. Foi compilada após muita deliberação e discussão e porrada. Inclusive certo otário que votou em The Walking Dead e Homeland seu paradeiro é desconhecido até hoje. Que pena.

10. House of Cards

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Veio cheio de expectativa – afinal, primeira série original da Netflix, cheio de gente bacanuda e já rompendo a quarta parede desde os trailers. A ousadia se pagou bem e o visual impressionante, o texto esperto e as atuações inspiradas fizeram de House of Cards um dos destaques do ano. (Tiago Lipka)

9. Game of Thrones

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George RR Martin é um grandiosíssimo filho da puta. Nessa terceira temporada de Game of Thrones foi uma ansiedade caralhuda por causa de The Rains of Castamere, episódio que ficou mais pesado que o que se imagina pelo livro de 38 mil páginas. Mesmo adiantando ou atrasando tramas e alterando personagens adoidado, David Benioff e D.B. Weiss sabem bem o que estão fazendo e tão se garantindo porque: tá gata. (Rafael Moreira)

8. Rectify

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Rectify é aquela série que você mal conhece e já considera pacas. Vem daquele canal soturno que ninguém assiste, com aqueles atores que você só vê fazendo ponta. Porém tem ~pedigree~ de produtores de Breaking Bad e os bons ventos vieram junto, POIS ÊTA SÉRIE DO CARALHO. Trata de uma cara que foi preso, aí confirmaram que a porra num era dele e ele foi solto e a adaptação dele fora da cadeia é o resto da série. Uma premissa simples, porém um drama nada fácil, porrada atrás de porrada, enquadramentos lindos, atuações de cair o cu da bunda e o benefício da dúvida fazem de Rectify das melhores estreias de 2013. (Leandro Ferreira)

7. Mad Men

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Beleza que não foi nenhuma quinta temporada, mas esse ano essa série delícia teve mais uma temporada foda por vários motivos que tentarei numerar com calma: 1) talvez a temporada com os melhores momentos do Pete ❤ 2) todo mundo locaço no escritório. 3) Sally Draper 4) chega, porque aqui não é buzzfeed ne, caralho? Como penúltima temporada, o finale In Care of já deixou o clima que tudo tá acabando realmente 😥 com Jon Hamm entregando a atuação mais marcante até aqui no seu monólogo na conta da Hershey’s. (Rafael Moreira)

6. The Good Wife

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Tipo que The Good Wife sabe que a primeira metade da quarta temporada foi uma bosta horrorosa e irritante. Para se desculpar, ela deu pra gente “Red Team/Blue Team” e os episódios finais da s04. E, para compensar, fez a primeira metade da quinta temporada, que é tão perfeita que você se pergunta: a) Como pode ser TV aberta?, b) Como tem gente que não vê isso?, c) Meu coração aguenta esperar mais uma semana pelo próximo episódio? (Felipe Rocha)

5. Veep

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O salto na qualidade em relação à primeira temporada é notório e, embora eu tenha morrido de rir com essa crocância desde o piloto, o segundo ano foi muito melhor. E não foi só o roteiro, as situações e as piadas que se tornaram mais engraçadas. O Emmy da Julia Louis-Dreyfus não foi à toa: ela realmente é foda. E é claro que o elenco de apoio continua insano (até a filha dela é engraçada) e pra mim o momento mais hilário do ano foi a Selina atravessando a porta de vidro. (Ralzinho Carvalho)

4. Boardwalk Empire

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Depois de ter Gyp Rosetti detonando Atlantic City na temporada passada, a falta que o cara ia fazer era evidente. O negócio massa nessa temporada de Boardwalk Empire foi o destaque maior dado ao Chalky, já que ele agora ganhou um antagonista direto, Dr. (DOCTOR!!!) Narcisse. Destaque para a direção de Erlkönig, o roteiro de White Horse Pike e tudo naquele season finale que já dá a ideia que a quinta temporada vai ser do Al Capone. (Rafael Moreira)

3. Arrested Development

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Todo mundo passou seis anos de ~zuera na internet~ escrevendo “bring back Arrested Development” sempre que era possível e até quando não era, tipo nos emails pro chefe e no depô de aniversário pra sua mãe. Aí em 2011 anunciaram que a série ia voltar mesmo. Todo mundo pirando, todo mundo com as periquita solta, até que a gata Netflix lançou os episódios e… continua uma das melhores séries já feitas. Devido à agenda dos atores, Mitchell Hurwitz mudou completamente a estrutura narrativa dos episódios e não só funcionou como ainda conseguiu adicionar novos elementos e fornecer novas piadas pra abastecer a internet por mais alguns anos (vai achando que 04 de maio vai ficar tudo normal por aqui, vai…). (Felipe Rocha)

2. Enlightened

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A primeira temporada já tinha sido bem legal, mas o segundo ano de Enlightened foi uma benção, uma dádiva de uma entidade superior dada a todos aqueles 50 habitantes da Terra que assistiam ao seriado. A estratégia de dedicar episódios inteiros aos coadjuvantes – que já tinha sido usada no brilhante “Consider Helen” da s01 -, foi a responsável pelo melhor episódio do ano de qualquer coisa: The Ghost Is Seen (perdão, Ozymandias, te amo também). (Felipe Rocha)

1. Breaking Bad

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E enfim…. acabou. E quando todo mundo temia pelo desfecho da série, veio uma pequena obra-prima chamada Ozymandias que, assim que terminou, fez metade do mundo ficar andando de um lado para o outro da sala gritando PUTA QUE O PARIU! PUTA QUE O PARIU! Depois disso, duas coisas eram certeza: 1) o final certamente estava em boas mãos e 2) o que vamos fazer da vida depois do último episódio?

E para essa última pergunta… olha… ainda não sei a resposta… (Tiago Lipka)

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QUASE entraram no Top 10:

  • Southland
  • Derek
  • Justified
  • Eastbound & Down
  • Orange Is the New Black

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E aqui as listas de cada um dos putos que votaram nisso aqui pra vc analisar bem o gosto desses cavalos.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Ralzinho | Tiago

House of Cards – 1ª temporada

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“Não há nenhum conforto, nem acima nem abaixo, apenas nós… pequenos, solitários, lutando, brigando uns com os outros. Eu rezo para mim mesmo e por mim mesmo.”

Poder e corrupção nunca foram tão crocantes quanto com House of Cards, nova série criada por um tal Beau Willimon (que co-roteirizou o deliciouso Ides of March do Clooney, vejam só) e que estreou sua primeira temporada inteira no Netflix esse mês. Ou seja, por favor encomendando maratonas pois a série é mais viciante que cocaína [mensagem patrocinada pelo deputado Peter Russo]. O drama político é baseado em outra série do pessoal lá do Reino Unido e introduz uma dose de anarquia e uma boa pitada do politicamente incorreto para narrar as engrenagens da esfera política estadunidense.

O grande diferencial dessa crocância é a quebra da quarta parede pelo personagem principal – Francis Underwood. Interpretado pelo formidável Kevin Spacey, Francis é um congressista de renome que arma uma vingancinha quando se sente traído. Entre um plano diabólico e outro, Francis não se incomoda em conversar com a audiência um pouquinho sobre as hipocrisias, as injustiças e a realidade desnudada que o cerca. Nunca quebrando o ritmo da narrativa e, mais importante, nunca seguindo uma cartilha. Francis conversa com a gente, oferecendo valiosas introspecções, mas não narra a história e nem nos tornamos presos a apenas seus pontos de vista. Essa fuga de regras apenas enriquece o arco dramático proposto – que, vale notar, não encerra com a temporada (sim, estou sofrendo).

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Não vamos nos enganar, House of Cards não é apenas uma odisseia de vingança. Alias, a trama é tão bem amarrada e as situações construídas com tamanha autenticidade que nos envolvemos na história e nos personagens de forma a ignorar qualquer fator esquemático que poderia existir no roteiro. Também não é uma série apenas sobre política. A obra tem algo essencial a dizer sobre os rumos da mídia no século XXI e o quanto ela realmente importa (140 caracteres, alegam os boatos).

Mais bacana que os temas, apenas a indefinição dos personagens. Não há mocinhos em House of Cards. Ninguém vale nada, na verdade. Francis Underwood, o anti-herói fascinante que nos faz torcer por ele mesmo nos momentos mais sombrios. Sua esposa Claire (aka a diva Robin Wright em seu melhor papel desde a querida Jenny Curran), uma figura forte e sem escrúpulos cuja cumplicidade com o marido deixa qualquer um gozando. A repórter ambiciosa Zoe Barnes (uma charmosa e destemida Kate Mara), que almeja a primeira página e consegue mais do que apostou. E, talvez mais importante, o personagem trágico que é o deputado Peter Russo, que ganhou uma atuação sensacional de Corey Stoll.

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House of Cards são treze episódios equilibrados e bem pontuados que nunca cansam. David Fincher dá o gás inicial com os dois primeiros capítulos, propondo uma atmosfera sombria, fotografia deliciosa e uma trilha sonora assombrosa. É a mais cinematográfica das séries atuais, sem discussão. Entrega também algumas das melhores cenas do ano (televisão ou cinema). Seja Francis praticando a eutanásia no primeiro minuto da temporada, conversando com um mendigo na rua (“Ninguém pode te escutar, ninguém se importa com você!”) ou acenando do canto esquerdo durante o discurso do presidente, House of Cards é só delícia, e ai de quem discordar (estaremos monitorando a seção dos comentários, atenção).

NOTA WALLYSSON SOARES: 9,0

Felipe Rocha: 9,0
Tiago Lipka: 9,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 9,0

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