As 10 Melhores Séries de 2013

Olá, leitorxs. Esta aqui é a nossa listinha de melhores seriados exibidos durante o ano 2013. Foi compilada após muita deliberação e discussão e porrada. Inclusive certo otário que votou em The Walking Dead e Homeland seu paradeiro é desconhecido até hoje. Que pena.

10. House of Cards

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Veio cheio de expectativa – afinal, primeira série original da Netflix, cheio de gente bacanuda e já rompendo a quarta parede desde os trailers. A ousadia se pagou bem e o visual impressionante, o texto esperto e as atuações inspiradas fizeram de House of Cards um dos destaques do ano. (Tiago Lipka)

9. Game of Thrones

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George RR Martin é um grandiosíssimo filho da puta. Nessa terceira temporada de Game of Thrones foi uma ansiedade caralhuda por causa de The Rains of Castamere, episódio que ficou mais pesado que o que se imagina pelo livro de 38 mil páginas. Mesmo adiantando ou atrasando tramas e alterando personagens adoidado, David Benioff e D.B. Weiss sabem bem o que estão fazendo e tão se garantindo porque: tá gata. (Rafael Moreira)

8. Rectify

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Rectify é aquela série que você mal conhece e já considera pacas. Vem daquele canal soturno que ninguém assiste, com aqueles atores que você só vê fazendo ponta. Porém tem ~pedigree~ de produtores de Breaking Bad e os bons ventos vieram junto, POIS ÊTA SÉRIE DO CARALHO. Trata de uma cara que foi preso, aí confirmaram que a porra num era dele e ele foi solto e a adaptação dele fora da cadeia é o resto da série. Uma premissa simples, porém um drama nada fácil, porrada atrás de porrada, enquadramentos lindos, atuações de cair o cu da bunda e o benefício da dúvida fazem de Rectify das melhores estreias de 2013. (Leandro Ferreira)

7. Mad Men

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Beleza que não foi nenhuma quinta temporada, mas esse ano essa série delícia teve mais uma temporada foda por vários motivos que tentarei numerar com calma: 1) talvez a temporada com os melhores momentos do Pete ❤ 2) todo mundo locaço no escritório. 3) Sally Draper 4) chega, porque aqui não é buzzfeed ne, caralho? Como penúltima temporada, o finale In Care of já deixou o clima que tudo tá acabando realmente 😥 com Jon Hamm entregando a atuação mais marcante até aqui no seu monólogo na conta da Hershey’s. (Rafael Moreira)

6. The Good Wife

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Tipo que The Good Wife sabe que a primeira metade da quarta temporada foi uma bosta horrorosa e irritante. Para se desculpar, ela deu pra gente “Red Team/Blue Team” e os episódios finais da s04. E, para compensar, fez a primeira metade da quinta temporada, que é tão perfeita que você se pergunta: a) Como pode ser TV aberta?, b) Como tem gente que não vê isso?, c) Meu coração aguenta esperar mais uma semana pelo próximo episódio? (Felipe Rocha)

5. Veep

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O salto na qualidade em relação à primeira temporada é notório e, embora eu tenha morrido de rir com essa crocância desde o piloto, o segundo ano foi muito melhor. E não foi só o roteiro, as situações e as piadas que se tornaram mais engraçadas. O Emmy da Julia Louis-Dreyfus não foi à toa: ela realmente é foda. E é claro que o elenco de apoio continua insano (até a filha dela é engraçada) e pra mim o momento mais hilário do ano foi a Selina atravessando a porta de vidro. (Ralzinho Carvalho)

4. Boardwalk Empire

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Depois de ter Gyp Rosetti detonando Atlantic City na temporada passada, a falta que o cara ia fazer era evidente. O negócio massa nessa temporada de Boardwalk Empire foi o destaque maior dado ao Chalky, já que ele agora ganhou um antagonista direto, Dr. (DOCTOR!!!) Narcisse. Destaque para a direção de Erlkönig, o roteiro de White Horse Pike e tudo naquele season finale que já dá a ideia que a quinta temporada vai ser do Al Capone. (Rafael Moreira)

3. Arrested Development

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Todo mundo passou seis anos de ~zuera na internet~ escrevendo “bring back Arrested Development” sempre que era possível e até quando não era, tipo nos emails pro chefe e no depô de aniversário pra sua mãe. Aí em 2011 anunciaram que a série ia voltar mesmo. Todo mundo pirando, todo mundo com as periquita solta, até que a gata Netflix lançou os episódios e… continua uma das melhores séries já feitas. Devido à agenda dos atores, Mitchell Hurwitz mudou completamente a estrutura narrativa dos episódios e não só funcionou como ainda conseguiu adicionar novos elementos e fornecer novas piadas pra abastecer a internet por mais alguns anos (vai achando que 04 de maio vai ficar tudo normal por aqui, vai…). (Felipe Rocha)

2. Enlightened

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A primeira temporada já tinha sido bem legal, mas o segundo ano de Enlightened foi uma benção, uma dádiva de uma entidade superior dada a todos aqueles 50 habitantes da Terra que assistiam ao seriado. A estratégia de dedicar episódios inteiros aos coadjuvantes – que já tinha sido usada no brilhante “Consider Helen” da s01 -, foi a responsável pelo melhor episódio do ano de qualquer coisa: The Ghost Is Seen (perdão, Ozymandias, te amo também). (Felipe Rocha)

1. Breaking Bad

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E enfim…. acabou. E quando todo mundo temia pelo desfecho da série, veio uma pequena obra-prima chamada Ozymandias que, assim que terminou, fez metade do mundo ficar andando de um lado para o outro da sala gritando PUTA QUE O PARIU! PUTA QUE O PARIU! Depois disso, duas coisas eram certeza: 1) o final certamente estava em boas mãos e 2) o que vamos fazer da vida depois do último episódio?

E para essa última pergunta… olha… ainda não sei a resposta… (Tiago Lipka)

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QUASE entraram no Top 10:

  • Southland
  • Derek
  • Justified
  • Eastbound & Down
  • Orange Is the New Black

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E aqui as listas de cada um dos putos que votaram nisso aqui pra vc analisar bem o gosto desses cavalos.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Ralzinho | Tiago

Justified – 4°Temporada

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OLHA AMORES, SE VOCÊS TIVERAM A INFELICIDADE DE NÃO TER VISTO ESSA TEMPORADA, MELHOR NEM LER POIS TÁ LOTADA DE SPOILER, BEIJO GATAS

Sabe aquela série fodida de boa, que você sabe que existe mas, por algum motivo desconhecido, você não assiste e nunca assistiu? Então, ela é Justified, série da FX e criação de Graham Yost. Seguindo os pontos de vista do policial Raylan Givens e do criminoso Boyd Crowder na cidade de Kentucky, a TV ganhou a maior delícia dos últimos anos.

A 3° temporada foi um tanto problemática: a quantidade desnecessária de vilões, os plots aleatórios dados ao protagonista e, principalmente, o fardo que Neal McDonaugh teve que carregar ao substituir uma irretocável Margo Martindale como vilão principal da temporada.

DELICIOSAAAAAAAARGH!!!!!!!!11

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Porém, o tempo passou, e daquela temporada o que mais ou menos ficou foi o affair de Raylan e Lindsay e Wynn Duffy. No início da quarta temporada, temos como trama principal o mistério “quem é Drew Thompson?”, criminoso procurado, cuja existência era conhecida apenas por Arlo Givens. Tivemos também a relação entre Raylan, Lindsay e seu marido abusivo, o passo adiante do relacionamento de Boyd e Ava, o interesse coletivo na caçada de Drew Thompson, a relação entre este e Ellen May, e o envolvimento da igreja de Billy St.Cyr. Ou seja, não houve tramas incômodas, ruins ou mal resolvidas neste diabo de temporada.

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A quarta temporada teve a bunch of personagens marcantes, começando por Cassie e Billy St.Cyr, os evangélicos delusionais (Joseph Mazello tem uma cena digna de Emmy), a “introdução” de Drew Thompson, Colt Rhodes, amigo de tempos e comparsa de crime do Boyd, e aquele que posibilita o desenvolvimento de Ellen May (MARAVILHOSA DEMAIS). Por último, mas não por isso menos importante, Bob Sweeney, fundamental para o turning point de Raylan Givens de toda a temporada. Mas também houve grandes perdas, como a morte de Arlo Givens (que gerou uma das cenas mais incríveis da série), a saída de Natalie Zea pra fazer The Following (merece tomar no cu essa gata) e Lindsay Salazar, que entrou do nada e saiu da mesma forma que entrou – mas ao menos, teve uma saída digna.

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Em relação às atuações, NÃO HÁ UM DESGRAÇADO NESTA XERECA QUE ENTREGUE MENOS QUE O ESPERADO. Timothy Olyphant não decepciona, nunca. No episódio Outlaw, em especial, ele dá uma aulinha. Pra quem não sabe, Walton Goggins é apenas o ator mais subestimado da atualidade: o homem pode fazer o maior bandido da cidade, um político inseguro e um travesti e as atuações sempre serão impecáveis. Joelle Carter finalmente faz a sua melhor atuação da série (e de Decoy, um dos melhores episódios da serie e do ano) em parceria fantástica com Mike O´Malley. Patton Oswalt no início parecia estar no tom errado do seu personagem, porém o errado da situação era eu, e o cara é apenas sensacional atuando como ele mesmo. O único realmente fragilizado em termos de performance é Ron Edalrd, que me parece um pouco afetado, porém, who cares né? E impossível falar de atuação nessa temporada e não citar Abby Miller. Apenas genial como a duvidosa Ellen May, tanto atriz quanto personagem amadureceram de forma impressionante, se tornando uma das melhores coisas dessa temporada.

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O que ficou pra próxima temporada de mais marcante é o futuro incerto da relação de Boyd e Ava (uma das melhores coisas da série, sempre importante ressaltar) e o que podemos dizer dessa temporada é: nada mais, nada menos que perfeita – mas ainda assim, não supera a 2°.

MÉDIA LEANDRO FERREIRA: 10  Claire ficou bolada em saber que escrevi sobre uns personagenzinhos de umas seriezinhas diferentes que não as dela.

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A Garota

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(The Girl – Dir. Julian Jarrold)

A Garota, projeto da HBO, ainda está fazendo polêmica por ser considerado completamente parcial: apesar de afirmar que o roteiro foi baseado numa série de entrevistas com pessoas próximas a Alfred Hitchcock, boa parte delas tem negado tudo que o filme mostra. De qualquer forma, é sempre bom lembrar que se trata de uma obra de ficção. O filme, claramente, fica do lado de Tippi Hedren, mostrando o diretor bonachão como um verdadeiro monstro. Mesmo assim, o roteiro de Gwyneth Hughes faz um bom trabalho em pegar histórias conhecidas de Hitchcock e moldar a ele uma personalidade que, se não o representa com veracidade, ao menos soa extremamente verossímil. E esse é o grande acerto desse filme. Afinal, Hitchcock era conhecido pelo senso de humor – mas e se frases como a colocada em aspas no início do filme fossem mais que piadas? Fossem algo mais… patológico?thegirl4

A Garota começa com a seleção de Hedren pela esposa de Hitchcock logo depois de vê-la em um comercial na TV para estrelar Os Pássaros. Pouco conhecida e inexperiente, ela começa a ser “seduzida” pelos encantos do diretor para logo depois se assustar com a obsessão que ele tem sobre ela, desde tentar controlar seu peso e vida sexual, até chegar nos assédios. Com a sua constante recusa, o relacionamento entre os dois se torna cada vez mais sombrio. E mesmo assim, Tippi parece não ceder em nenhum momento, inclusive concordando em trabalhar mais uma vez com o diretor em Marnie – Confissões de uma Ladra.

Interpretando mais uma vez uma musa de um grande artista (a primeira foi em Uma Garota Irresistível, onde fez a musa de Andy Warhol), Sienna Miller interpreta Tippi Hedren com perfeição, e é especialmente eficiente ao retratar o arco dramático da personagem, de sorridente e deslumbrada, a assustada e fria. Toby Jones não é nem um pouco parecido com Hitchcock, mas é um ótimo ator, e realiza um milagre quase comparável a Phillip Seymour Hoffman em Capote: ele se torna o personagem com o tom de voz e os trejeitos – e os momentos em que vemos o diretor dirigindo ou preparando sua atriz são, de longe, os grandes destaques do filme. Imelda Staunton aparece pouco, mas retrata bem a frieza de Alma Hitchcock.

Julian Jarrold faz um belo trabalho na condução do elenco, e tem um olho apurado para a composição dos enquadramentos, mas não consegue fazer a longa passagem de tempo que a história exige seja sentida pelo público. Fora esse problema, as referências a outros filmes de Hitchcock soam bobas e meros adornos distrativos.

Sim, o Blog fala difícil.

Sim, o Blog fala difícil.

Entretanto, A Garota funciona bem no que realmente interessa, e apesar do roteiro ser tão acusado de demonizar Hitchcock, há também espaço para facetas mais “agradáveis” do diretor – mais no sentido de como o peso interferia na sua vida, e especialmente como o seu casamento o tornava miserável. E quando a “tortura” da cena com os pássaros se prolonga, o Jarrold acerta em cheio ao centrar em cena ao redor especialmente do olhar de Toby Jones – remorso? Prazer?

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Mesmo escapando de ser um grande filme por erros bobos, A Garota é um filme interessante, e que pode até mostrar erroneamente a personalidade de Alfred Hitchcock, mas ao contrário do recente Hitchcock, ao menos mostra uma personalidade. Perto do trabalho que Toby Jones e Imelda Staunton realizam aqui, Anthony Hopkins e Helen Mirren estão mais para Rob Schneider e Megan Fox.

NOTA TIAGO LIPKA: 8,5

Felipe Rocha: 5,0
Wallysson Soares: 7,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 6,8

claire danes 5 a 7

House of Cards – 1ª temporada

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“Não há nenhum conforto, nem acima nem abaixo, apenas nós… pequenos, solitários, lutando, brigando uns com os outros. Eu rezo para mim mesmo e por mim mesmo.”

Poder e corrupção nunca foram tão crocantes quanto com House of Cards, nova série criada por um tal Beau Willimon (que co-roteirizou o deliciouso Ides of March do Clooney, vejam só) e que estreou sua primeira temporada inteira no Netflix esse mês. Ou seja, por favor encomendando maratonas pois a série é mais viciante que cocaína [mensagem patrocinada pelo deputado Peter Russo]. O drama político é baseado em outra série do pessoal lá do Reino Unido e introduz uma dose de anarquia e uma boa pitada do politicamente incorreto para narrar as engrenagens da esfera política estadunidense.

O grande diferencial dessa crocância é a quebra da quarta parede pelo personagem principal – Francis Underwood. Interpretado pelo formidável Kevin Spacey, Francis é um congressista de renome que arma uma vingancinha quando se sente traído. Entre um plano diabólico e outro, Francis não se incomoda em conversar com a audiência um pouquinho sobre as hipocrisias, as injustiças e a realidade desnudada que o cerca. Nunca quebrando o ritmo da narrativa e, mais importante, nunca seguindo uma cartilha. Francis conversa com a gente, oferecendo valiosas introspecções, mas não narra a história e nem nos tornamos presos a apenas seus pontos de vista. Essa fuga de regras apenas enriquece o arco dramático proposto – que, vale notar, não encerra com a temporada (sim, estou sofrendo).

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Não vamos nos enganar, House of Cards não é apenas uma odisseia de vingança. Alias, a trama é tão bem amarrada e as situações construídas com tamanha autenticidade que nos envolvemos na história e nos personagens de forma a ignorar qualquer fator esquemático que poderia existir no roteiro. Também não é uma série apenas sobre política. A obra tem algo essencial a dizer sobre os rumos da mídia no século XXI e o quanto ela realmente importa (140 caracteres, alegam os boatos).

Mais bacana que os temas, apenas a indefinição dos personagens. Não há mocinhos em House of Cards. Ninguém vale nada, na verdade. Francis Underwood, o anti-herói fascinante que nos faz torcer por ele mesmo nos momentos mais sombrios. Sua esposa Claire (aka a diva Robin Wright em seu melhor papel desde a querida Jenny Curran), uma figura forte e sem escrúpulos cuja cumplicidade com o marido deixa qualquer um gozando. A repórter ambiciosa Zoe Barnes (uma charmosa e destemida Kate Mara), que almeja a primeira página e consegue mais do que apostou. E, talvez mais importante, o personagem trágico que é o deputado Peter Russo, que ganhou uma atuação sensacional de Corey Stoll.

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House of Cards são treze episódios equilibrados e bem pontuados que nunca cansam. David Fincher dá o gás inicial com os dois primeiros capítulos, propondo uma atmosfera sombria, fotografia deliciosa e uma trilha sonora assombrosa. É a mais cinematográfica das séries atuais, sem discussão. Entrega também algumas das melhores cenas do ano (televisão ou cinema). Seja Francis praticando a eutanásia no primeiro minuto da temporada, conversando com um mendigo na rua (“Ninguém pode te escutar, ninguém se importa com você!”) ou acenando do canto esquerdo durante o discurso do presidente, House of Cards é só delícia, e ai de quem discordar (estaremos monitorando a seção dos comentários, atenção).

NOTA WALLYSSON SOARES: 9,0

Felipe Rocha: 9,0
Tiago Lipka: 9,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 9,0

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30 Rock – 7ª Temporada

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Queria começar este texto lembrando de como foi o dia em que eu assisti ao piloto de 30 Rock lá em 2006 etc, porém, desculpa, esqueci como foi aquele dia. Mas não tem como não ter sido um dos melhores dias da minha vida, junto com o dia do show do Paul McCartney e o dia em que eu zerei Sonic 2 no Mega Drive. Massa.

Antes de mais nada, gostaria de pedir licença aos senhores leitores para abusar dos gifs neste texto. Isso é teoricamente contra a lei do Shitchat, mas uma exceção foi aberta exclusivamente para que possamos dar adeus este seriado da maneira mais apropriada possível.

30 Rock, pra quem não sabe, é uma série da NBC sobre uma série da NBC no estilo Saturday Night Live. Tina Fey, que por anos foi roteirista do SNL, levou suas próprias experiências para a televisão através de seu alter ego, Liz Lemon. A proposta da série permitiu a Fey fazer o que se tornou a principal característica do seriado e que influenciou diversos outros seriados que vieram depois: a metalinguagem. Se você é fã de Community (e quem não é?), acenda uma velinha e dê graças pelo nascimento de Tina Fey. Outra característica da série era a enorme quantidade de piadas jogadas no espectador (de acordo com esta linda matéria da Rolling Stone, foram em média 9.57 piadas por minuto).

Críticas à televisão e à forma de se fazer televisão atual não faltaram. Muitos lembram do episódio “SeinfeldVision”, no qual Jack Donaghy resolve colocar Jerry Seinfeld digitalmente em todos os programas da NBC e o próprio Seinfeld aparece pra acabar com a loucura. A NBC era o principal alvo das piadas de Tina Fey e sua equipe e a situação da emissora (quarto lugar entre as quatro grandes) podia ser ruim para ela, mas era a melhor coisa para 30 Rock (até porque.30 Rock só sobreviveu sete temporadas com esta audiência horrorosa porque todas as outras séries faziam igual ou pior).

Os reality shows tiveram uma atenção especial, desde o episódio “MILF Island”, sobre a produção de um reality show que misturava The Bachelor com Survivor, até o inesquecível “Queen of Jordan”, um “reality show de verdade” sobre a mulher do Tracy.

E, por favor, já que estamos nos assuntos episódios antigos, piadas maravilhosas e atuações perfumadas, vamos rever o Rural Juror (Rurr Jurr).

Tá, mas vamos falar um pouquinho da sétima temporada exclusivamente. Segundo o AV Club, pode ter sido a melhor temporada final de uma sitcom ever. Eu não vi todas as sitcoms ever, mas concordo. 30 Rock foi direto ao ponto no que dizia respeito aos maiores problemas de seus dois protagonistas (a vida pessoal de Lemon e a vida profissional de Jack), sem esquecer dos coadjuvantes. Tracy, Jenna e até Kenneth tiveram suas histórias encerradinhas redondinhas bonitinhas com tudo fazendo sentido.

As participações especiais, marca registrada da série, foram maravilhosas. Desde Octavia Spencer fazendo o Tracy pra cima do Tracy até Steve Buscemi fantasiado de mulher, passando por Catherine O’Hara como mãe do Kenneth e Bryan Cranston como o padrasto, não há do que reclamar. O último episódio da série ainda trouxe de volta Julianne Moore e seu delicioso sotaque de Boston. Só faltou mesmo ❤ Elizabeth Banks ❤ e sua louquíssima Avery Jessup 😦

Claro que minha participação especial favorita continua sendo Carrie Fisher na segunda temporada, fazendo nerds gozarem com apenas uma frase.

Já escutei muita merda a respeito de 30 Rock sendo dita ao longo das sete temporadas. Por exemplo, que não há desenvolvimento de personagem ou que a série deixou de ser engraçada com o tempo. Essas pessoas claramente não entendem muito sobre desenvolvimento de personagem  ou graça. Babaquíssimas ridículas.

Porém, nada me deu mais preguiça do que ler os chiliques da galerinha dizendo que a série é “anti-feminista”. Primeiro que, como Liz Lemon bem lembrou naquele episódio em que Tracy Morgan Jordan “ofende” os gays, a série brinca com TODOS os estereótipos de diferentes grupos e as mulheres são apenas mais um. E segundo que PELO AMOR DE DEUS, vocês sabem quem é Tina Fey?

Vish, acabaram as minhas desculpas pra enfiar gifs de 30 Rock neste texto. Vou apenas colocar alguns aleatoriamente, ok? Obrigado.

Ai, gente, tá bom, né?  Espero que vocês tenham gostado desta coleção de gifs do texto.

Tá, já chega. Agora eu fico aqui vivendo minha vida apenas aguardando o momento em que Tina Fey terá outra série. I want to go to there.

NOTA FELIPE ROCHA: 10

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: em êxtase por 30 Rock ter durado tanto tempo com audiência mais ridícula que a da Fazenda de Verão da Record.

Last Resort – 1ª temporada

Oi. Hoje vamos bater um papo gostoso sobre Last Resort.

Não coloquei o clipe porque só achei versão censurada e nada me irrita mais do que versão censurada de música. Diga não à censura. Mas enfim, Papa Roach deve ser uma das bandas mais underrated da década passada e é uma das grandes frustrações da minha vida nunca ter visto ao vivo, junto com o dia que minha mãe cancelou a ida ao parque do Beto Carrero e o final de Lost. E essa música especificamente, junto com Blood Brothers, é a melhor coisa do álbum – e talvez da carreira do Papa Roach.

Mas agora vamos falar de outro Last Resort. Vamos falar da série que foi exibida na ABC e se você não sabe do que se trata, apenas te digo que é do Shawn Ryan (The Shield, Terriers, The Chicago Code). Já dá pra saber que é crocância pura.

Croc

CROC

Lembro que lá em 2011 eu estava chorando o cancelamento de The Chicago Code nas redes sociais como boa garotinha de 13 anos que sou e Shawn Ryan estava no Twitter celebrando que o roteiro de seu novo piloto (que acabaria sendo exibido na ABC), que mostraria um submarino nuclear americano se rebelando contra o próprio país após receber ordens esquisitas para bombardear o Paquistão, estava saindo uma maravilha. Levando em conta que TCC teve um final decente e que Shawn Ryan ia voltar pra TV, eu fui celebrar com ele. Mal sabíamos que Last Resort teria o mesmo destino, mas a gente fala disso depois.

Então, meio que não tem como falar de Last Resort sem falar do elenco: Andre Braugher, que é fodíssimo, mas é a maior piranha da pilot season, junto com JoAnna Garcia; Scott Speedman, provando que há vida pós-Feliticy; Robert Patrick eternamente T-1000; a Sierra de Dollhouse, que serve pra nada na série, mas pelo menos a gente lembra de Dollhouse ; Autumm Reeser pras gordinhas lembrarem de OC; a Karen de Falling Skies, que agora é adulta. E uma surpresa:

❤ ❤ ❤ ANA LUCIA DE LOST ❤ ❤ ❤

A partir de agora, aviso que farei o máximo para evitá-los, mas talvez tenhamos uns spoilers. Depois não venha reclamar.

Como boa parte dos dramas que se propõem a algo além do que ser uma simples série jurídica/médica/policial com um caso da semana numa emissora aberta americana, Last Resort sofreu durante seus 13 episódios. Desde o início era perceptível que o seriado não tinha condições de produzir 22 episódios de qualidade e, por isso, os fillers – o episódio da água envenenada foi triste :(.

todos dormindo com este episódio

todos dormindo com este episódio

Então você tinha uma série que precisava contar uma história específica, sem saber em quantos episódios ou quantas temporadas. Sem contar que estava sendo exibida em uma emissora com um público-alvo bem específico: donas de casa noveleiras que passam o dia gritando com as crianças e se sentam com um balde de frango do KFC na frente da TV pra ver gente chorando. E no dia seguinte à exibição do sétimo episódio, Last Resort foi oficialmente cancelada. E assim como tinha feito com Terriers em 2010 e com The Chicago Code em 2011, Shawn Ryan usou os episódios que lhe restava para dar um final à série.

A partir daí Last Resort comprimiu uns 200 episódios nos cinco finais e, ainda que alguns deles (especialmente o décimo e o último) tenham ficado corridos demais, o resultado final foi impressionante. Algumas plots, que certamente encheriam o saco caso a série fosse levada até os 22 usuais episódios, foram diminuídas pra algumas cenas, como o vício do T-1000, o casinho de amor entre a francesa e o Ben da Felicity, o sequestro da Christine e qualquer coisa que envolvesse o Serrat – Jesus Cristo pior personagem do ano!

agora faz sentido, né?

agora faz sentido, né?

E então no fim a deliciosa conspiração foi revelada, os chineses tomaram na xiromba, o Winston dos Ghostbusters se matou (#chatiado), a Taylor matou o presidente e o Andre Braugher foi explodido junto com o submarino. Final decente, série fechadinha, eu satisfeito, Show Ryan conseguiu mais uma vez.

tirando onda

tirando onda

E, aliás, Shawn Ryan já tem outra série a caminho. Tudo bem que é uma adaptação de Um Tira da Pesada (sim, o filme com o Eddie Murphy), tem o próprio Eddie Murphy como protagonista e é na CBS. Mas vamos ter calma e confiar no Shawn.

complicado, mas tentaremos

complicado, mas tentaremos

NOTA FELIPE ROCHA: 8,5

Tiago Lipka: 8,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: Desconfiando de sua própria sanidade ao confiar em série com Eddie Murphy.

Revenge – 2ª temporada

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Depois do polêmico texto sobre o final de Fringe de Felipe, vamos falar sobre outra série tão boa quanto (mas que não se leva a sério). Existe uma série boa dentro de Revenge, assim como existe uma comédia melhor ainda. O problema é que essa parte boa fica um pouco ofuscada com os diálogos cretinos e excesso de botox. Mas nada disso tira a beleza que a série conquista em episódios como Sabotage* (2×11) e Collusion (2×12).

Até pensei em explicar aqui para quem não conhece a série, mas em Revenge acontece tanta coisa em tão pouco tempo que eu não ia conseguir. Mas, resumindo: uma menina (Emily Thorne) volta para fazer vingança às pessoas que armaram contra o pai dela, que já morreu. Até a primeira temporada ela tinha uma foto com todos os que ajudaram no plano e ia riscando, tipo novela assim, mas daí acho que eles cansaram e hoje ninguém mais sabe exatamente qual o plano dela. Ela praticamente fica atrapalhando os ricos e poderosos e isso já é o suficiente para a nossa diversão.


 

 

 

 

 

 

 

 

Eis o segredo do sucesso: um monte de gente rica e infeliz fazendo barraco e querendo sempre sair por cima, uma milionária bonitinha que quer vingança (mas ainda assim tem sentimentos) e conta com a ajuda de seu amigo hacker bonzinho de orientação sexual ainda indefinida. Como essa mistura não poderia ser boa? E, sim, eu também acho que é muito fácil se vingar de todo mundo quando se tem muito dinheiro e um melhor amigo disposto a te ajudar também rico e que sabe hackear tudo o que vê pela frente. Assim até eu.

quando fico com sangue nos olhos ninguém me seguraaaaa

quando fico com sangue nos olhos ninguém me seguraaaaa

Mas então, qual é a magia dessa série? Os acontecimentos. A história anda muito rápida, em dois episódios o inimigo já mudou e quem estava do lado dela já foi para o outro. É praticamente uma The Vampire Diaries se a gente trocar as coisas sobrenaturais e mitológicas por dinheiro e bebida. O mais engraçado é como eles tem sempre que mostrar o quanto eles são ricos. Compram prédios inteiros para ter acesso a um apartamento e filmar algo, dão o lance de um milhão (UM MILHÃO) em um leilão de vinhos (como ser mais cafona?) sem nenhum objetivo. Deixa eu contar aqui que o vinho mais caro, de um milhão, estava estragado e a protagonista só descobriu isso tomando o primeiro gole de comemoração com seu namorado/objeto de vingança. Se isso era para ser alguma metáfora, nunca saberei, mas deixo aqui se alguém quiser explicar.

No episódio da semana passada também rolou um seqüestro forjado (para ganhar a confiança do inimigo, é claro), com direito a tiroteio e tudo. Sensacional. Também tem a amiga biscate usando a identidade verdadeira da protagonista no maior estilo A Usurpadora (porém, ela engravidou do cara que a Emily gostava e agora é de família, além de ser a pior atriz do mundo). Esse núcleo, dos pobres, é o pior da série. Juro que não é preconceito, eles simplesmente não tem nenhuma ligação com a trama da vingança principal e nem proporcionam diversão como a família Grayson. Eles basicamente são tipo as críticas do Pablo Villaiça: só servem para você se irritar.

Victoria-não importa o quanto eu te odeie eu sempre vou sorrir assim-Greyson (relevem pois ela já faz milagres apesar do botox que tem)

Victoria-não importa o quanto eu te odeie eu sempre vou sorrir assim-Greyson (relevem pois ela já faz milagres apesar do botox que tem)

Não posso deixar de falar de Victoria Grayson, melhor personagem da série. Além de ter em seu rosto mais botox do que todas as apresentadoras de telejornais da Globo juntas, ela é tudo o que você odiaria em um personagem se fosse em um drama que se levasse a sério. Como é Revenge, onde tudo pode, a gente aceita que ela seja falsa, fale manso e manipule tudo calmamente. A gente finge que nem percebe que ela não consegue piscar com os dois olhos. Poderia ficar falando horas sobre essa maravilhosa, mas ela merece um post sozinho só para enumerar tudo o que ela fez em menos de duas temporadas – e não foi pouco.

Mas, é isso, assistam Revenge e se alguém falar “é igual Avenida Brasil” está permitido dar tapa na cara e olhar para a pessoa como na imagem abaixo:

(Fora que Revenge é inspirado no livro O conde de Monte Cristo, escrito muito antes que essa novelinha aí, então quem é a culta agora hein seu pedante).

P.S: como um leitor muito esperto lembrou, eu realmente esqueci de falar de outra coisa ótima da série (é que são muitas, desculpa). Quando você acha que nada pode ser mais cafona, aparece um flashback com Emily e seu treinador oriental. Sim, ela tem um japa que é orientador de vingança. E se você achou isso demais, mal espere para saber que eles simplesmente mudam o ator na segunda temporada no maior estilo Firmino do Carrossel original.
*Essa série só tem nomes de episódios assim, tipo “Power”, “Penance” ou Destiny”. Pois é, nem no nome do episódios eles conseguem não ser cafonas.

NOTA DIERLI SANTOS: 10 para AS. DELÍCIAS. DE. PERUCAS que a série usa.

Felipe Rocha: 10 pro olho tortíssimo de Victoria Grayson, 10 pra sacada que às vezes tá pertinho da casa da Emily e às vezes tá muito longe, 10 pra essa cena, 0 pra essa vadia, 0 por terem trocado o ator que fazia o japa mentor mas bônus de 7 por terem colocado o Shang Tsung no lugar.

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: sei lá, Claire Danes se perdeu nessa palhaçada toda.