Duro de Matar – 5: Um Bom Dia para Morrer

xizM09IAYfm8W8U4NIdlqzRjHck

The things we do for our kids!
(A Good Day to Die Hard. Dir. John Moore)

Depois de tanta testosterona na #MaratonaMacho, as queridas do Shitchat já estavam cansadas de tanto tiro e explosão e foram ver um DVD da Barbra Streisand. Coube a mim, mais uma vez provando que sou o verdadeiro macho desse blog, escrever sobre Duro de Matar – 5: Um Bom Dia Para Morrer.

Depois de quatro filmes explodindo, atirando e xingando a todos, a grande pergunta é se John McClane ainda é capaz de render trama para mais um filme. A resposta é: sim e não. Duro de Matar 5 mantém o humor da franquia, tem explosões, mas algumas falhas impedem que ele seja a diversão crocante que é esperada de um Duro de Matar.

Assim como no primeiro, segundo e quarto filmes da série, a coisa é pessoal nesse quinto Duro de Matar. John McClane já salvou e destruiu seu casamento, salvou sua relação com a filha, mas quem corre risco dessa vez é John McClane Jr. Ao descobrir que o filho está preso em Moscou, acusado de assassinato, o personagem de Bruce Willis decide tirar umas férias na capital russa. As coisas tomam proporções maiores quando McClane descobre que o filho é um agente da CIA, e tudo não passou de um plano para resgatar um preso político opositor do governo russo.

de boua ouvindo bossa nova

de boua ouvindo bossa nova

E é aí que começam as falhas em Duro de Matar – 5. É virada atrás de virada, e para um filme com 90 minutos, não sobra muito tempo para desenvolver as reviravoltas da trama, ficando a impressão que as viradas são causadas pelas circunstâncias. O paralelo entre as relações pai-e-filho dos McClane e do Komarov com a filha é uma comparação que poderia ser interessante, mas que acaba caindo nos clichês de sempre.

A química entre os personagens, que sempre foi forte, dessa vez, falhou. Jai Courtney é um robô em cena, e a gente acaba torcendo pelo seu personagem apenas porque ele é o filho de John McClane. A transição que o personagem de Sebastian Koch sofre é mal conduzida, mas a culpa não é apenas do ator. A Mary Elizabeth Winstead aparece pouco, inclusive o filme se sustentaria sem ela. Sua presença é só para repetir a pergunta de Duro de Matar 4: cadê Bonnie Bedelia? Yuliya Snigir é a cota gostosa, e nada mais (mas, sério, alguém espera algo mais?). E tem Bruce Willis, que carrega o filme nas costas, bem mais que nos anteriores.

melhor uma daddy issue que complexo de Édipo

melhor uma daddy issue que complexo de Édipo

Mas, Duro de Matar – 5 não deixa de ser divertido. Tem as explosões, tiros, carros sendo destruídos – sério, nunca vi tanto carro ser destruído de uma vez -, e por mais que as viradas sejam mal desenvolvidas, o filme não é cansativo. E algo que me chama a atenção desde o primeiro filme é como as informações não são desperdiçadas. Da piscina até algo que um personagem menciona, pelo menos não há desperdício de cenas com inutilidades. As auto referências e as referências à época em que a série começou são bem utilizadas, e não algo gratuito. Duro de Matar – 5 pode ser o mais fraco da franquia, mas ainda vala a pena ver John McClane explodindo o mundo para salvar alguém que ama.

pelo menos nenhum desses carros é meu

pelo menos nenhum desses carros é meu

ANTES: Duro de Matar 4.0

NOTA MARCELLE MACHADO: 6,0

Média Claire Danes do Shitchat: AIMEUDEUS, A CLAIRE FOI VÍTIMA DE UM ATENTADO, CHAMEM JOHN MCCLANE!!

tumblr_mf6roxRmb71rrcahvo3_500

2 respostas em “Duro de Matar – 5: Um Bom Dia para Morrer

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s