Os 10 Melhores Álbuns de 2013

Este é um texto de introdução ao post de melhores álbuns lançados durante o ano de 2013. Na verdade, ninguém vai ler isso, pois todos vão pular direto para a lista, porém a gente ta escrevendo isso aqui assim mesmo só pra ficar bonitinho. No entanto, precisamos enrolar, então aí vai uma receita de miojo. Zuera. Foda-se. Vai ver o ranking. Xingar tá permitido.

10. The National – Trouble Will Find Me

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Trouble Will Find Me é um negócio muito massa dessa banda manera chamada The National. Três anos depois do lançamento do High Violet, o único CD deles que considero perfeito, o sexto álbum dos caras tem um resultado bonito e longe de decepcionar. Quem já acompanha a trajetória da banda certamente curtiu bastante. Trouble Will Find Me traz as faixas pra te fazer se sentir um bostão (Fireproof, Heavenfaced e I Need My Girl) e aquelas pra te fazer se sentir menos bostão (Graceless e Don’t Swallow The Cap) também tão lá. (Rafael Moreira)

Destaques: Graceless, Don’t Swallow The Cap e I Need My Girl

9. David Bowie – The Next Day

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David Bowie pegou a capa de “Heroes” riscou o nome, jogou um quadrado branco no rosto e pronto TEJE FEITA CAPA DO MEU NOVO CD! Gosto bastante dessa galera velha que não para de fazer coisa boa e esse The Next Day foi uma surpresa pra todo mundo que pensava que o Bowie tinha se aposentado depois de 10 anos sem gravar porra nenhuma. No seu aniversário, ele liberou Where Are You Now? e o troço é maravilhoso. Álbum lançado e Bowie ainda faz um clipe The Stars (Are Out Tonight) com Tilda Swinton. The Next Day é Bowie dizendo sem sutileza que tá de volta. (Rafael Moreira)

Destaques: Valentine’s Day, The Next Day, The Stars (Are Out Tonight) e If You Can See Me.

8. Black Sabbath – 13

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Aí em pleno 2013 os velhos do Black Sabbath aparecem todos pomposos em suas fraldas geriátricas e com suas comadres a postos com o seu primeiro álbum de inéditas em 18 anos. E deve ser a melhor coisa deles desde Heaven and Hell, sei lá, não fiz as contas. Enfim, o maluco que não se apaixona por God Is Dead? merece os Avenged Sevenfold dos dias atuais. (Felipe Rocha)

Destaques: End of the Beginning, God Is Dead?, Zeitgeist

7. Laura Marling – Once I Was An Eagle

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Laura Marling (Laurão pros mais íntimos) é aquela moça hipster sem ser vul… PERA, então, quando vazou Once I Was an Eagle, fiquei louca e tentei comprar, só que meu cartão não passou por motivos de excesso de crédito e tive que ficar só com o download mesmo. Mas a verdade é que tanto faz pois esta pequena obra prima é um puta abuso com nossa cara. Ele começa com o pot-pourri (sdds É o Tchan no Hawaii) de onde as gostosíssimas Take the Night Off e I Was an Eagle fazem parte, aí você passa por Devil’s Resting Place e Love Be Brave e, até o fim do disco, você ta todo gozado de lágrimas amargas pela qual Laurinha (ex-namorada do integrante da banda favorita dos membros demitidos) escreve, canta, dança e interpreta. (Leandro Ferreira)

Destaques: I Was an Eagle, Devil’s Resting Place e Love Be Brave

6. Bad Religion – True North

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O Bad Religion NUNCA faz álbum ruim. Só que nos últimos anos também não vinha fazendo nada que fosse além de somente bom. Até chegar True North. True North é uma porrada do início ao fim e tem pelo menos umas cinco músicas que, se vivêssemos em um mundo decente, seriam cantadas por crianças nas escolas em vez do Hino Nacional. (Felipe Rocha)

Destaques: Past Is Dead, Land of Endless Greed, Dept. of False Hope.

5. Vampire Weekend – Modern Vampires of the City

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Gente, vocês lembram como o Contra era awesome e legal e doente, porém meio pau no cu? Então, Modern Vampires of the City é exatamente o que foi o Contra, só que bem menos pau no cu. Unbelievers minha músicaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh. (Felipe Rocha)

Destaques: Unbelievers, Diane Young, Worship You.

4. Manic Street Preachers – Rewind the Film

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Nos últimos 10 anos, o Manic Street Preachers só havia lançado um cd realmente bom – Send Away the Tigers, e com Rewind the Film voltou bem, voltou lindo e voltou cheio das graça. Em ritmo lento, cheio de baladas com cara de trilha pra bareco lá do País de Gales, é melancólico e festivo ao mesmo tempo. (Tiago Lipka)

Destaques: Show Me The Wonder, Rewind the Film, (I Miss The) Tokyo Skyline e Anthem For a Lost Cause.

3. Nick Cave and the Bad Seeds – Push the Sky Away

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Nick Cave é desses que a gente nem precisa se perguntar se o cd vai ser bom ou não – sempre é maravilhoso. Mas desde a dobradinha Abbatoir Blues / The Lyre of Orpheus que o tiozão não mandava tão bem. Ficamos impressionadíssimas. (Tiago Lipka)

Destaques: Jubilee Street, Mermaids e Higgs Boson Blues.

2. Queens Of The Stone Age – …Like Clockwork

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Esse álbum. Essa banda. Esse show. O massa desse último trabalho do Queens of The Stone Age foi o que veio antes do lançamento. O mais awesome foi um site que você colocava qualquer número pro boneco lá ligar te falando isso aqui no ouvidinho. Além disso, …Like Clockwork, teve um curta animado pra promover seu clima depressivo e mórbido. Começa com Keep Your Eyes Peeled que é bem drogada e o auge da depressão é lá no final com a música título, tendo pelo meio as gatas I Sat By The Ocean, My God is The Sun, Kalopsia e, claro, a delícia I Appear Missing. (Rafael Moreira)

Destaques: I Appear Missing, I Sat By The Ocean, My God Is The Sun e Kalopsia

1. Alice in Chains – The Devil Put Dinosaurs Here

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Se Black Gives Way To Blue provou que havia sim vida pós-Layne Staley, The Devil Put Dinosaurs Here chega pra dar voadora em quem torcia para que a banda desistisse de tocar, pedindo desculpas por atrapalhar o silêncio da sua viagem. Pesado, melódico, e trazendo uma sonoridade nova – ao mesmo tempo em que se encaixa perfeitamente na discografia da banda. Um pequeno milagre sonoro que ainda tem duas das coisas mais legais do mundo em seu título: demônios e dinossauros. (Tiago Lipka)

Destaques: Stone, Voices, Low Ceiling e Choke

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QUASE entraram no Top 10:

  • Joan Jett & the Blackhearts – Unvarnished
  • Nine Inch Nails – Hesitation Marks
  • Paul McCartney – New
  •  Kanye West – Yeezus
  • Arctic Monkeys – AM

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A gente também vai publicar as listas individuais que é pra você saber certinho quem votou em quem e poder xingar com propriedade e segurança nos comentários.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Tiago

Paul McCartney – Out There!

As funcionárias do Blog conferiram Paul McCartney no Brasil, e contam como foi a apresentação do ex-Beatle…

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EM BELO HORIZONTE

Em 2011, quando Paul McCartney veio ao Rio, eu ainda não era funcionária deste humilde blog, e tive que deixar a oportunidade passar. Porém, quando foi anunciado que Paul viria ao Brasil, o que veio na minha mente foi que não importasse onde, eu tinha que ir. E quando definiu o show em Belo Horizonte, a vontade virou certeza. Ingresso e passagem na mão, saí do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, cidade que nunca havia visitado. Claro que rola uma insegurança, chegar no aeroporto e ir pro estádio, mas foi tudo tranquilo. Não vi engarrafamento, o acesso ao estádio foi sem nenhum problema. Fui até à fila, e não é que achei a leitora e fã Dani @dannamagno agradecendo o blog?

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Então começa a espera. Uma longa espera. E eu estava morrendo de sede, mas não havia um ambulante nas proximidades (obgta, Aécio). A entrada era liberada de acordo com os setores, e a ansiedade aumentava à medida que ficava na fila. Mas, mesmo com a ansiedade coletiva, não houve caos na fila. Todos se espeitaram, nada de empurra-empurra, nem quando foi liberado a entrada. A revista foi correta, inclusive vi muita gente facilitando e abrindo bolsas, só que nada disso importava porque eu estava dentro. Se a vistoria era parte do treinamento para a Copa, a do Mineirão está #aprovada.

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Aí vem a segunda espera, a mais lenta de todas: aguardar em pé o show começar. Houve uns empurrões, gente querendo ir pra frente, mas no geral, o público de Belo Horizonte confirmava a boa impressão. Pra esperar não parecer tão longa, o DJ sobe ao palco, o telão mostra cenas da vida e carreira de Paul McCartney, até que uns quinze minutos antes do previsto, o palco fica azul, e eis que Paul entra.

Impressionado com os aplausos e o público que gritava o seu nome, Paul McCartney apenas observa por uns momentos antes de começar Eight Days a Week, seguida de Junior’s Farm. O ex-Beatle só iria interagir com a platéia ao final da segunda música, agradecendo e falando algumas palavras em um esforçado português. Paul nem precisava disso pra conseguir meu respeito, bastava ele ficar cantando, e é o que ele faz em seguida, mas não foi qualquer música, foi All My Loving, e eu, que estava calma até então, não aguentei e comecei a chorar com os primeiros versos. E aí não sabia se parava de chorar, se olhava o telão ao fundo do palco – sério, as imagens eram lindas -, se focava em Paul no palco. Na dúvida, tentava fazer tudo ao mesmo tempo.

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Em seguida, Paul começa Listen to What the Man Said, e, confesso que não sou fã louca que decora informações de setlist, mas foi legal ver que era a primeira vez que a música era cantada em shows solo. Essa não foi a única surpresa do setlist. Também houve Your Mother Should Know, All Together Now, Being for the Benefit of Mr. Kite, Lovely Rita, músicas dos Beatles que, assim como Hi Hi Hi, música dos Wings, foram cantadas ao vivo pela primeira vez. É interessante observar que mesmo com a imensa quantidade de grandes hits, o bastante para fazer 3 setlists diferentes no Brasil, Paul McCartney se esforça em surpreender e homenagear o passado, cantando músicas que ninguém esperaria ouvir. É o caso, inclusive, da minha música favorita de toda a carreira de Paul McCartney, Another Day. Quando a música começou, não fazia idéia que o momento mais emocionante do show, para mim, era inesperado, pois a música não era cantada ao vivo desde 1993.

Falando em momentos emocionantes, não é o que falta no show. Desde a homenagem às esposas Nancy, com My Valentine e rosas atiradas ao palco, e Linda, com Maybe I’m Amazed – fazendo todos ao meu redor chorar, homens, mulheres, jovens, velhos, eu -, passando pelas homenagens aos ex-colegas de Beatles George Harrison, com Something cantada com ukulele, e John Lennon, com Here Today, e finalizando com a forma singela como Paul canta Yesterday e Blackbird, parece que o objetivo do ex-beatle é fazer todos chorarem.

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Mas não é apenas de emocionar que Paul entende. O ex-beatle não esquece o público, e muito menos em qual cidade do Brail está. Sim, Paul falou uai, eita trem bão, quase um mineiro (inclusive, estava liberado ficar). Cantou os grandes sucessos da sua carreira solo, do Wings e dos Beatles, como Hope of Deliverance, Let Me Roll It, Band On the Run, Hey Jude e Eleanor Rigby. Fogos iluminaram o palco e o céu em Live And Let Die, e é difícil se concentrar em uma coisa só. O público agradece a dedicação de Paul com cartazes, e iluminando o Mineirão em Let it Be, mas Paul também tem seus agradecimentos a fazer, e chama ao palco as responsáveis pela campanha “Paul Vem Falar Uai”, que o trouxe a BH. Com uns cinquenta anos de carreira, Sir Paul McCartney sabe como ser um cavalheiro com seu público, e o fim do show, ao som de The End, é com a esperança de que o retorno do britânico ao Brasil não demore (por favor!).
(Marcelle Machado)

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EM FORTALEZA

Foi muita incerteza até ser confirmada a inclusão de Fortaleza na nova turnê do Paul McCartney. Mas a campanha #PaulNoCastelão conseguiu que o velho viesse bater na capital cearense. “Finalmente Paul veio ao Castelão”, disse Paul para mais 50 mil pessoas explodindo aos gritos e começou Let Me Roll It. Mas o público já chorava com o clipe de meia-hora da trajetória do Beatle.

Antes do show, porém, a desorganização feat. má educação foi grande. Às 13 horas a fila era grande, mas não havia grade nenhuma para separá-las, isso só veio depois, mas não adiantou quando resolveram furar a fila e transformar tudo num aglomerado de gente na frente do portão de baixo de sol fortalezense das três da tarde. Daí atrasa hotsound, atrasa abertura dos portões, lentidão para liberar da revista (aliás, muita gente entrou sem ser revistado). Funcionários sem nenhum treinamento específico pro evento, gente passando mal na fila e ninguém pra socorrer. E, claro, o trânsito, que transformou a cidade num caos e se estendeu até o começo do show. As obras no entorno no Castelão ainda não concluídas foram o maior empecilho pra quem foi ao show e dificultou a volta para casa também. O Expresso Paul McCartney não rolou e nem tinha como.

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Tudo foi deixado de lado durante o show. Menos o calor, que tava grande, e fez Paul tirar o moletom logo que entrou. No público, o calor dobrava. Todos desejando chuva, e os seguranças complicando na distribuição de água. Plmdds, negar água pra quem tá na grade para um show de quase 3 horas é ridículo. Mas a maioria aguentou.

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Teve vezes que eu desejei estar sentadinho na arquibancada, mas eu olhava pro palco e via aquele cara e DAQUI NINGUÉM ME TIRA. NEM ESSES BBKS RECLAMANDO QUE TÃO EMPURRANDO. O mais massa é a paixão das pessoas: gente velha, gente nova e tal. Essa experiência é única mesmo. Imagine, então, pro sujeito que pediu a moça em casamento lá no palco. Paul abraçou o casal quando ela disse sim = o melhor presente da vida!

“Eita mah”, “Vamo botar boneco” e botou boneco mesmo. Fez outro de seus shows inesquecíveis para Fortaleza, algo que talvez nunca mais se repita na cidade. Parabéns para o pessoal da campanha #PaulNoCastelão, que desde de setembro do ano passado vem brigando pra trazer Paul para cá e trouxeram, e ainda por cima, mobilizaram os fãs às homenagens durante Something e Hey Jude.

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Todo o estádio em uníssono cantando as grandes músicas dos Beatles e Wings é de arrepiar mesmo. A emoção é grande e difícil de descrever. E você tem que se gabar mesmo por ter ido pra esse show. Oportunidade única em solo cearense.
(Fael Moreira)

Média Claire Danes do ShitChat: Claire está feliz com o show de Paul McCartney level tumblr_mjk8ndSlNl1qg3ryko4_250

Lollapalooza 2013 – Parte 7

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PEARL JAM
Era de se esperar que o que ia ter velho correndo pra pegar grade de Pearl Jam não seria brincadeira. A expectativa foi grande, e antes do show começar, já foi lindo ver o espaço da Multishow sendo desmontado porquea banda vetou a exibição do show ao vivo.

Mesmo entrando com a linda Elderly Woman Behind the Counter in A Small Town, todo mundo acordou, seja do intervalo depois de The Hives, ou da maconha de Planet Hemp. Eddie Vedder tem um poder impressionante, tanto que foi destaque no show de Puscifer (bem bom) na única música que foi ver lá no palco.

curtindo bons drinks

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Mas, vou falar aqui uma verdade: é meio impossível Pearl Jam fazer um show ruim, mas por possuir um repertório gigante, é difícil prever o que vai rolar no show de 2 horas e tanto. Ok, sempre vai ter Alive, Black e Even Flow (só que acho que devia ter em todo show o Ten inteiro). Eddie Vedder foi simpaticíssimo com a galera, o mousso veio com cover de Pink Floyd logo no começo do show, e, mesmo com o cansaço de três dias de festival pra maioria e da longa espera dos fãs velhos (o que levou uma galera a passar mal, talvez), tava todo mundo despirocado.

funcionária do Blog despirocada

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Com Corduroy, Got Some, Daughter e Rearviewmirror sendo tocadas, já poderia classificar esse show como perfeito facilmente. Então, quando Jeremy começa, não sei mais como classificar isso. Sr. Vedder arriscou um português pra parabenizar o Brasil no apoio ao casamento guei, o que deixaria ofendida uma pessoa em especial:

#chatiado pq n passou no multishown

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Teve momento mulherzinha com a sequência Better Man e Black (incluiria fácil Just Breathe aqui, mas aí eu já estaria morto certamente). Mas Eddie Vedder fez cover de Ramones, e com camiseta do The Who estilosa, emendou um Baba O’Riley em Alive o que deixou uma pessoa do Shitchat enlouquecida. Parabéns Pearl Jam, não precisou de muito pra um show memorável. Volta logo!
(Fael Morenga)

Lollapalooza 2013 – Parte 6

Agora o Blog traz para você, leitor (a) gostoso (a), pequenos textos com nossas impressões dos shows do Deadmau5 e do Planet Hemp, que rolaram na sexta e no domingo, respectivamente.

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UHAUAHUAHAUHAUA ATÉ PARECE!!!!!!!!!

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Você realmente achou que a gente teria saído das grades do The Killers e do Pearl Jam pra ver esses shows ali? UAHUHAUHA, mas nem se nos pagassem, né?

Enfim, obrigada a piada.

Lollapalooza 2013 – Parte 5

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FOALS
Com seu som atmosférico e canções sombrias, imaginava Foals tocando em casa fechada. Ao ar livre, não sabia o que esperar. Para minha surpresa, o vocalista Yannis (aparentemente cheiradíssimo) trouxe uma energia, digamos, ‘transcendente’ para o Jockey Club. Tocando canções de todos seus três bons álbuns, Foals arrebatou o público que esperava ávido pelo Kaiser Chiefs em apresentação elétrica e em momentos até comoventes. Spanish Sahara é música pra lavar a alma e no Lolla foi só fechar os olhos e deixá-la tomar conta, com o vocal assombroso do Yannis e o instrumental poderoso.

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Mas não foi só drama. “My Number” colocou todo mundo para dançar com suas batidas empolgantes e “Blue Blood” provou o porque de ser uma das preferidas dos fãs – com a banda afiadíssima e letras cantadas a todo volume pelo público que conhecia. O clímax veio com “Inhaler”, que uniu o que a banda tem de melhor. Berrar “cause I can’t get enough SPACE!” com Yannis e o Jockey certamente foi um dos momentos mais memoráveis desse Lollapalooza. Taí exemplo de banda pouco conhecida que conseguiu alguns fãs com essa apresentação. Volta, Foals.
(Wallyson Soares)

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KAISER CHIEFS

Uma das frases mais clichês da música é que o rock está morto. Pedantes que concordam com esta opinião provavelmente morreram com o próprio veneno depois do show do Kaiser Chiefs. Tocando no palco Butatã, longe de ser a atração principal, no entanto, os britânicos conseguiram deixar sua marca. A curiosidade pela apresentação do Kaiser Chiefs estava no fato de Nick Hodgson, baterista e responsável pela segunda voz em algumas músicas, ter deixado a banda. Mas foi Ricky Wilson começar o show com Never Miss A Beat que ninguém seria capaz de lembrar que não era a formação original da banda que estava no palco. Falando em português (inclusive, vem dizer ‘citidade’ no meu ouvido, Ricky), se jogando para o público, subindo na estrutura do palco, pedindo para o público fazer uma “ola”, interagindo com o telespectador via câmera, o Kaiser Chiefs não se resume a cantar as músicas, e Ricky Wilson prova ser um ótimo show man (não seria o melhor do dia, pois *suspiros* Pelle Almqvist *suspiros*).

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O Kaiser Chiefs conseguiu manter o público elétrico pela uma hora que durou o show. Nem mesmo Living Underground, música do próximo album da banda, conseguiu fazer o público parar de pular. Também, não é uma tarefa difícil, considerando que o setlist cobriu hits como Everyday I Love You Less And Less, Ruby, The Angry Mob. E mesmo com toda a empolgação dos integrantes, não percebi falhas nos intrumentos ou vocais. Houve saída de parte do público antes do fim do show para pegar um lugar melhor para os shows no palco principal, mas para azar deles, o Kaiser Cheifs encerrou o show de forma impecável com Oh My God, e deixando a impressão que uma hora e o palco Butatã não ficaram à altura do que a banda poderia oferecer num show solo.
(Marcelle Machado)

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THE HIVES

O domingo foi basicamente achar uma sombra na grade do Cidade Jardim e sentar a bunda lá, mendigando água pras moças da organização. Antes de começar The Hives, estava tudo tranquilíssimo, inclusive dava pra tirar uns cochilos nos intervalos enquanto rolava Foals e Kaiser Chiefs lá no Butantã (ridículas as atitudes de quem fez essa grade).

Depois de Puscifer, o pessoal começou a se juntar e a maioria se perguntava “Que banda é essa???” e eu só na minha com cara de ESCUTA AQUI QUERIDINHA! Se você leitor está fazendo a mesma pergunta, pode ir se retirando do blog. Mentira, fica, você é lindo. Hives é uma banda maneiríssima com cinco discos de respeito incluindo The Black and White Album (numa referência aos Beatles talvez?) e o novíssimo e perfeitão Lex Hives. Você deve conhecer The Hives, só não sabe disso. Quer ver? Hate to Say I Told You So e Tick Tick Boom são duas músicas que TODO MUNDO conhece, né possível.

Mas, vamos falar do show. O cara com uma cara insana já ilustrava o palco e já trazia uma prévia do que viria de lá. Mesmo tendo gente que estava ali só esperando Pearl Jam, a banda sueca já entrou chutando bundas com Come On! Uma faixa de entrada perfeita pra um show. Vestidos de mágico (?), todos os integrantes esbanjavam carisma, e claramente estavam se divertindo muito. “Batam palmas, São Paulo”, “Everybody pulem”, dizia Pelle Almqvist e todo mundo pulou mesmo quando veio Take Back the Toys, inclusive o próprio Pelle, que ficava loucamente entre o palco e os corredores próximo ao pessoal, indo e vindo várias vezes, subindo nas caixas de som, na bateria e o fio do microfone sempre trollando etc.

A setlist foi curta, com apenas duas faixas do The Black & White Album. Ok, o spotlight era do Lex Hives, então perdoados. A banda passou um bom tempo interagindo com o público, nunca o cansando. Foi escroto das pessoas da frente não sentarem quando Pelle pediu, já no final. Mas tava todo mundo curtindo mesmo. The Hives fez um show fechadinho, alcançando o ápice em Tick Tick Boom, quando Pelle congelou no final (wtf!). Verdade é que The Hives causou uma impressão boa depois de um tempo longe do Brasil e dos estúdios (cinco anos separam seus dois últimos álbuns). Todo mundo ficou querendo mais e para certa funcionária que passou um mês inteiro ouvindo Patrolling Days pra cantar loucamente com eles, foi uma sacanagem sem tamanho não tocarem justamente essa. Mas esse show estará pra sempre no coure do Shitchat.
(Fael Morenga)

Lollapalooza 2013 – Parte 4

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QUEENS OF THE STONE AGE
O engraçado sobre o Queens of the Stone Age é que eles são muito melhores ao vivo do que em estúdio. Só que em estúdio eles já são bons pra caralho. Então calcula aí a expectativa que estava rolando no Jockey naquele sábado. Vou confessar que eu quase (quase!) não fui ver o Alabama Shakes pra garantir um lugar maravilhoso na grade do QOTSA, mas no fim até que valeu a pena etc pois Brittany Howard é foda, mas isso é papo pra outro texto. Agora vamos falar do melhor show do Lolla.

Meus medos naquele final de semana eram, na ordem: a) perder o ingresso; b) o QOTSA não tocar The Lost Art of Keeping a Secret; c) ser assaltado/estuprado/morto em São Paulo. Não só nada disso aconteceu como Lost Art foi a primeira música do show, e eu fiquei assim:


[Nota do Blog: para uma imagem mais honesta, clique aqui]

Josh Homme seguiu com No One Knows e pronto: foram minhas duas músicas favoritas e, em circunstâncias normais, eu já estaria morto. Mas num show do QOTSA a gente se segura e aguenta firme em favor das delícias que viriam a seguir (incluindo uma inédita, My God Is the Sun, que já tem versão de estúdio lançada). Um caralhão de hit seguiu e o show terminou com Songs for the Deaf e uma rodinha DIVINA com a participação da galera do Blog. Melhor show. Podia ter acabado ali.
(Felipe orrorRocha)

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THE BLACK KEYS

Era fim da apresentação maravilhousa da banda QOTSA, com muita agitação e roda punk (por que não também num festival hipster?). Estávamos acabados, cansados, arrazados, com fome, sede, sem ar, calor, e vontade de se mijar nas pernas, MAAAAAS firmes na causa de manter um lugar bom para ver a última banda da noite de sábado e uma das mais esperadas: THE BLACK KEYS!!

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O tweet mais awesome do festival.

Antes da apresentação, tivemos a surpresa da Heinekken (bocejo), que tirou quase 15 minutos da QOTSA pra fazer uma baladinha e acender os digivices que eles nos deram. Mega AF pra essa Raínequen. Cerveja free, que é bom, nada… Enfim, vamos ao que interessa. The black Keys era um dos shows mais esperados. Dan Auerbach e Patrick Camey, ao subirem ao palco, causaram animação à platéia, que já gritava CHAVES PRETAS, CHAVES PRETAS, CHAVES PRETAS, mas em inglês.

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Chegamos no galinheiro, gactas. Parem de gritar.

O show inicia com a música Howlin’ for you, cantada e pulada pela multidão. Em seguida, alternando entre sucessos do álbum Brothers e El Camino, continuaram com Next Girl, Run Right Back, Dead And Gone, Money Maker, Sinister Kid… Até músicas de álbuns mais antigos, como Thickfreakness. Entretanto, a comoção foi maior ao cantar Little Black Submarines, com uma admirável interpretação do Dan, mesclando entre o momento de balada da canção e os arranjos mais “pesados” da mesma com a sua guitarra, e com a platéia acompanhando em alto e bom tom.

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“liro blequi sumarines, rysos”

Pessoalmente, curti o show inteiro, mas senti falta de músicas como Sister e Unknow Brother. Desculpe, Dan, mas odiei a versão que fez pra Sinister Kid. Talvez a minha implicância por querer acompanhar a música e você não deixar, mas, assim, perdoada.

Por fim, a apresentação das Chaves pretas não foi considerada, num ponto de vista pessoal, como um dos melhores shows do festival. Esperava mais. Por outro lado, apesar da expectativa não ter sido contemplada ple-na-men-te, a banda fez com que a noite valesse a pena, fechando a programação de sábado com chaves pretas (tum-dum-tss!).
(Alexandre Cocoon Alves)

Lollapalooza 2013 – Parte 3

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GARY CLARK JR

Era um lindo sol de sábado… digo: malígno sol de sábado e estávamos no show de Toro y Moi, arriados no chão, faltando apenas a trilha Vida de gado pra completar o sofrimento que foi a consequência de encontrar um lugar ao sol (af) para os shows daquele dia. Mas foi #maça.

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AcabadazzzzzzZzZZzz

Entretanto, o fogo no furico era pra Alabama Shakes e Toro y Moi estava no início de sua apresentação e, logo mais, iríamos pegar o show de Two Doors Of Cinema Club. O nosso plano coletivo, exceto o do agregado Luciano e Wally que queriam ver as caras e bocas dos integrantes do QOTSA, era sair 15 minutos antes do encerramento do show da Two Door e ir correndo até o palco alternativo para alcançar a grade do Alabama (mas isso é uma história de amor que o Chá de beterraba irá contar, #serálindo). Mas eis que, de última hora, uma mudança de planos foi arquitetada pelo agregado Iradilson: “Vamos sair dessa bagaça, não conheço muito Two Door e vamos logo pro palco alternativo aguardar Alabama”. E foi.

Dito e feito: chegando lá, Gary Clark apresentava em sua segunda música. SORTE!! A miseria de tudo foi que havia esquecido da apresentação de Gary Clark e iria perder aquela maravilha de show daquela tarde. Chegamos com ele cantando Please Come Here, e o público foi à loucura (alucicrazy) com os arranjos do blues.

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Foto: Fernando Galassi / Monkeybuzz (Obrigada).

O público: ótimo. Devido ao show da Two Door e ao fato do público mais jovem do festival desconhecer ou, quem sabe, não curtir, digamos que Gary Clark ficou no esquecimento por um tempo. Os que se concentraram no palco alternativo passaram pela experiência dos melhores solos de guitarra que foram emitidos em três dias do evento.

Lama? Muita!!!! E fedor de esterco?!!! DEMÁS!! Mas todos abstrairam isso ao ouvir, gritar e acompanhar os clássicos desse Jr, como por exemplo, Third Stone From The Sun, Numb, Ain’t Messin Round, entre outras. Rolou cover de Rolling Stones com Satisfaction e seu show encerra com a linda Bright Lights, do trabalho recente do cantor.

Reza a lenda que Gary Clark Jr tem um feriado em sua cidade natal em sua homenagem. Reza a lenda também que ele é apelidado de Salvador do blues. Por “coincidência”, tanto ele quanto a Black Keys possuem uma veia voltada ao blues e compuseram a programação de sábado. A única coisa que posso dizer é: Gary, seu show foi massa e volte mais vezes. Obrigada.

(Alexandre Cocoon Alves)

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ALABAMA SHAKES

Primeiramente, preciso avisar que este texto poderá ser o mais pau no cu da história do ShitChat, pois foram muitas emoções e delícias que, sinceramente, será impossível eu passar num texto, porém vambora.

Antes, preciso explicar uma coisinha. Eu não iria no Lollapalooza por motivos financeiros mas faço parte de uma comunidade satânica que resolveu fazer uma vaquinha pra pagar minha passagem+ingresso+estadia, ou seja.

amo vocs glr, de verdade

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Cheguei ao Lolla depois de quase me cagar com o avião, assisti ao show de uma zumbi que tem músicas bacanas, o show xereca do Toro y Moi, e ia começar Two Door Cinema Club quando resolvi andar porque estava esperando Alabama Shakes. Me perdi de todos, e tava lá tocando um tal de Gary Clark Jr, (que é muito bacana por sinal), quando vi @marcellemml, @IradilsonCosta e @AlexandrreAlves perto da grade [Nota do Blog: as gatas inclusive podem ser vistas aqui], apenas esperando Alabamas e eu fiquei tipo:

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Aí que fiquei na grade, e preciso dizer, Alabama Shakes é uma banda maravilhosa, só que é sempre ótimo lembrar que it´s all about Brittany Howard, uma mulher singular. Uma mulher não, meio que uma entidade de tão poderosa que é.

Brittany entrou no palco e o mundo gritou. Quase passei mal de tão enlouquecida que fiquei, o show começando com Hang Loose e logo em seguida, Hold On, e fiquei meio que pensando “calmaí Brittinha porque você cantou o hit da banda logo de 2° vez?”. Na verdade, não era uma pergunta justa porque eu realmente não sabia o que me esperava. Com I Found You, quase derreti, mas ainda não era o auge do Alabama Shakes. Aí que Brittany me vem com Heartbreaker e pensei “meu amor, se acalma porque não aguento”.

Foi então que Brittany começou a cantar Be Mine.

vocs tão fodido comigo

vocs tão fodido comigo

Aí o nível aumentou. Brittany elevou os vocais, pesou na mão e começou a me arrepiar fortemente, e com a letra forte Be Mine, fez de vez o público se entregar completamente ao Alabama Shakes. Aí eu pensei “pode acabar porque eu to satisfeito”, mas ela não deixa os ponto sem nó. Logo em seguida, veio I Ain´t the Same e estava devastado, mas estava lá de pé e maravilhado, tinha vezes que eu simplesmente parava e olhava aquilo que tava acontecendo em minha frente, Brittany Howard, Zac Cockrell, Heath Frogg e Steve Johnson estavam a menos de 10 metros a minha frente, porém move on, aquilo tinha que acabar e não tinha como ser melhor que Be Mine.

Mas eles começam a tocar On Your Way. Pra quem não sabe, esta canção é minha música favorita da banda. Ouvi de longe @faelmoreira dizer “é agora que Chá morre” (no caso eu), e sim, quase morri, mas ainda não era o grande auge do show.

alabaminha

Depois de On Your Way, Alabama anuncia uma nova canção que se chama Heavy Chevy, maravilhosíssima, mas isso não quer dizer nada. Brittany finalmente chegou em You Ain´t Alone, aí Alabama Shakes virou uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos (sério). Primeira banda que curto que assisti ao vivo e um grande festival, Brittany Howard se firmou como um dos seres mais poderosos em um palco que eu já presenciei (e eu já vi show da Valesca da Gaiola), absolutamente intocável e ouvi o Fuck That! mais estremecedor da história da humanidade. Enfim, Brittany Howard é uma voz e tanto.

Alabama Shakes foi o melhor show que eu já assisti em toda minha vida, com a melhor companhia que eu jamais poderei ter, galerinha bonita que sou tão grato que sinceramente não sei como agradecer por me permitirem assistir algo tão absoluto quando o show do Alabama Shakes e, novamente, acima de tudo,obrigado ShitChat
(Leandro Ferreira)

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TWO DOOR CINEMA CLUB

Enquanto certas quengas foram pra grade do Alabama Shakes (que perdi, af), garanti um lugar especial e pertinho pra conferir o que os moços da bacana Two Door Cinema Club fariam (só o título dessa banda já merece um abraço, né?). Com a bagagem de dois álbuns sólidos – inclusive o primeiro já garante uma hora de hits ao vivo –, a banda indie não fez feio. Animados e vestidos à caráter pro Lollapalooza (ou seja, à moda hipster), sorriam com a empolgação do público e entregavam empolgantes números cheios de energia. Impossível não cantar as letras deliciosas, seja a repetição crocante de “do you want it, do you want it, do you want it, all?!” ou a melancólica “and I can tell just what you want, you don’t want to be alone”.

Mesclando músicas novas (dispensáveis como “Handshake” e outras maravilhosas como “Pyramid”) com velhos hits, foi um bom set de 15 canções, todas apropriadamente animadas. Vamos desculpar a ausência da antalógica “Come Back Home” do set. Two Door Cinema Club é do clube das canções agitadas nas batidas mas incrivelmente melancólicas. É o ideal para movimentar uma tarde ensolarada do Jockey Club. O desafio era não pular, principalmente nos últimos números. “Someday” foi o ápice do show, com riffs de guitarra deliciosos. Mas foi “What You Know” que levantou todo mundo, fechando a apresentação com aquele gostinho de quero mais – o mesmo deixado pelos discos da banda.
(Wallyson Soares)