Os 20 Melhores Filmes de 2013

Segue anexo o Top 20 (sim, 20 mesmo, foda-se) de filmes lançados no Brasil no ano 2013. No geral, o Blog considera que está uma lista satisfatória, apesar de umas posições meio erradas. Se você discorda de alguma coisa, fique sabendo que o Blog ele está pronto para ouvir suas reclamações. Mentira. O Blog está cagando. Taí a lista:

20. Os Suspeitos

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Do mesmo diretor de Incêndios (filme favorito de Chá de Beterraba, vulgo Leandro Ferreira), Os Suspeitos é um suspense adulto e surpreendente. Não porque é cheio de reviravoltas (embora elas estejam lá), mas principalmente pelo roteiro bem construído. Hugh Jackman tem sido o destaque na maioria dos textos, porém perdão – o filme é de Jake Gyllenhaal, que certamente está de parabey. (Tiago Lipka)

19. Depois de Lúcia

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Depois de Lúcia do diretor Michel Franco (o Haneke do México kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) é uma puta porrada no teu estômago. A gatinha se muda com seu pai e resolve dar a prexeca e filmar e quando os coleguinhas do colégio descobrem é aquele inferno. Humilhada de todas e das piores formas possíveis, testemunhamos tal jornada degradante de Alejandra até o seu desfecho, que pra alguns soa inverossímil e outros acham justos e sincero. A verdade é que é um filme pra levar no cuore e ver só uma vez porque tem que ter cu. (Leandro Ferreira)

18. Capitão Philips

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De primeira pode até dar preguiça: um navio americano é sequestrado por piratas da Somália e Tom Hanks precisa salvar a tripulação e o navio e zzzzzzz. Justo você pensar isso. Pena que esse é um filme do Paul Greengrass, então mais fácil a Carla Perez aparecer salvando criancinhas e passarinhos no sertão baiano do que acontecer algo zzzzzzzzz. Greengrass faz diversos paralelos entre o Capitão Richard Phillips e o piratinha-líder, transformando o que seria aquela descrição preguiçosa que mencionei em um treco grandioso. Fora isso, o ato final é do caralho OMG!!! (Felipe Rocha)

17. Amor Bandido

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Só por ser um filme no qual a Reese Witherspoon não está irritante e a gente não passa o tempo inteiro querendo que a personagem dela morra, Amor Bandido já merece palmas. O filme, no entanto, mistura elementos de suspense, drama, romance, daddy issues e, alavancado pela performance do Matthew McConaughey (esse é o mesmo maluco que fez Amistad e Como Perder um Homem em 10 Dias? Pois não creio), Amor Bandido é o filme que coloca de vez o nome do Jeff Nichols na listinha de diretores obrigatórios. E agora a Record vai ter que trocar o nome da sua próxima novela pra não parecer cópia, né? (Felipe Rocha)

16. Sete Psicopatas e um Shih Tzu

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É engraçado que um filme que só existe por causa da influência de Pulp Fiction seja exatamente o que se espera de um filme do Tarantino e desde o próprio Pulp Fiction o cara não consegue entregar. Metalinguístico, desenvolvimento de personagens, não-linearidade da narrativa, diálogos inteligentes e – principalmente – ritmo decente são as principais características de Sete Psicopatas. O Shih Tzu eu não sei o que faz no título. (Felipe Rocha)

15. Tabu

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Foi na segunda parte de Tabu que o filme me conquistou de verdade. Não havia nenhum diálogo. Apenas o narrador, os demais sons e a música, se unindo para contar a história do casal, que consegue se resumir perfeitamente em “Be My Baby” e a tragédia acaba virando um troço  realmente lindo. (Rafael Moreira)

14. A Caça

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(Leia aqui a crítica)

“Fofoca é uma coisa muito feia”, disse a tia Carmen da primeira série quando pegou você espalhando pra turma inteira que a Renatinha dormia na casa do cachorro porque a cama dela foi levada pela enchente. Pois A Caça, do Vintemborga, é o que tia Carmen devia ter te mostrado pra tu pensar que as merdas que você fala têm consequências. E o mais importante sobre o filme é que o Vint não se limita a seguir somente o Mads Mikkelsen, acusado injustamente de pedofilia por uma criança desgraçada. À nós é possível acompanhar a difícil ~jornada pela qual passam também os pais da menina, a família do Mads e, quando você percebe, você também tá mais arrasada com os acontecimentos do que quando o Trakinas anunciou que ia mudar a fórmula e enfiar farinha integral nela 😦 (Felipe Rocha)

13. Além das Montanhas

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(Leia aqui a crítica)

Além das Montanhas foi uma filha da puta escrota que acabou comigo mais do que qualquer comentário sobre meu estado emocional ou aparência. Só aos poucos você vai sacando porque é tão forte a relação das duas, porque nenhuma consegue abandonar a vida atual e nem abandonar uma à outra depois de se reencontrarem. E o final… porra, o final 😥 (Rafael Moreira)

12. Killer Joe – Assassino de Aluguel

killerjoe

(Leia aqui a crítica)

Gracinha de filme. Um thriller cuja burrice dos envolvidos é fundamental para a trama – afinal ela é proporcional a falta de caráter, excesso de tesão e ambição de todos ali. Matthew McConaughey FINALMENTE diz a que veio nesse mundo, enquanto William Friedkin segue firme depois do renascimento com o também excelente Bug. (Tiago Lipka)

11. Dentro da Casa

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(Leia aqui a crítica)

Dentro da Casa trata de um assunto delicado mas com humor sutil nos diálogos, deixando o clima menos pesado. O aluno que começa a escrever redações sobre a família do colega de classe a partir de suas visitas à casa passa a ser interesse do professor que incentiva-o: é o início de uma relação de troca simbiótica entre os dois, que se desenvolve por todo o filme. A estrutura narrativa utilizada por François Ozon garante que o espectador vai ficar parado na frente da tela até o filme acabar, mesmo que precise desesperadamente sair para mijar.

10. Antes da Meia-Noite

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Saindo totalmente do óbvio, Richard Linklater aqui faz uma desconstrução do que havíamos visto nos filmes anteriores e nos entrega uma pequena obra-prima extremamente agridoce: ao mesmo tempo em que nós estamos felizes ao rever o casal, nos sentimos desconfortáveis ao vislumbrar o futuro totalmente diferente do que imaginávamos. Em Antes da Meia-Noite reside uma beleza que raramente vemos em outros casais do cinema: a possibilidade de um amor superar o desgaste emocional sem perder o encanto. (Ralzinho Carvalho)

9. Upstream Color

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Shane Carruth deixou meio mundo confuso com Primer. Quase dez anos depois, a gente tá começando a entender aquele filme, ele lançou um novo que é bem mais fácil de entender, mas que ao mesmo tempo é infinitamente mais complexo em sua temática. Mas ~entender não é o importante. Em comum com um certo David Lynch, Carruth tem o dom de criar verdadeiras experiências. (Tiago Lipka)

8. Amor

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(Leia aqui a crítica)

Conhecido pelos seus filmes de temáticas pesadas e sempre explorando as relações humanas, Michael Haneke dessa vez nos joga a uma realidade retratada da forma mais dura, pessimista e extremamente honesta acerca da velhice. Amor começa como numa espécie de continuação: o ponto de partida é exatamente o fim, o pós final feliz. O filme às vezes soa como uma antítese do próprio título – não que em nenhum momento seja mostrado ódio –, mas é difícil assistir o filme sem uma sensação amarga diante de uma situação tão perturbadora. Seu maior trunfo, porém, é não precisar de nenhuma declaração apaixonada e cenas melosas para mostrar o sentimento daqueles personagens no momento mais difícil de suas vidas.
(Ralzinho Carvalho)

7. A Hora Mais Escura

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(Leia aqui a crítica)

Fato: Kathryn Bigelow tem mais colhões do que todos os homens desse blog juntos. E isso reflete em todas as escolhas feitas para A Hora mais Escura. Desde a escolha da atriz, a perfumadíssima Jessica Chastain (uma mulher liderando a caça ao terrorista mais procurado do mundo, agradecemos às lutas feministas que nos livraram de ver a cara do Tom Cruise ou outro random qualquer), passando por elementos como direção e roteiro, que seriam um episódio de Scandal nas mãos erradas. Entretanto, Bigelow e o roteirista Mark Boal entregam-nos esta obra-prima. Fora isso, a parte técnica e o clímax são irretocáveis, a cena final é devastadora e há boatos que eu tô chorando até agora. (Ralzinho Carvalho)

6. Heróis de Ressaca

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Edgar Wright, Simon Pegg e Nick Frost finalmente fecham a trilogia Cornetto – que começou em Todo Mundo Quase Morto e continuou com Chumbo Grosso – e, de quebra, fazem o melhor dos três. O que não é pouco. The World’s End (o Blog se recusa a escrever o título brasileiro de novo) é uma obra-prima da comédia e vale fazer um destaque: o mundo costuma esquecer das atuações em comédia, o que é uma besteira, como prova aqui Simon Pegg – que merecia ser indicado em toda e qualquer premiação pelo seu trabalho absolutamente perfeito. (Tiago Lipka)

5. O Lugar Onde Tudo Termina

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(Leia aqui a crítica)

Para alguns, passou batido, para outros, foi fonte pra virar hater. Ainda vai ser lembrado como o grande injustiçado de 2013. Filme de narrativa ousada e surpreendente, e trazendo nada mais nada menos que Ryan Gosling, Eva Mendes e Bradley Cooper em seus melhores trabalhos. (Tiago Lipka)

4. O Som ao Redor

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(Leia aqui a crítica)

O filme nacional que mais repercutiu lá fora (e que mais repercutiu o Blog) é um retrato de uma classe média presa pelos seus medos, preconceitos, tradições culturais e segregação de classes. O Som ao Redor pode até parecer uma caricatura nos primeiros minutos, até se revelar uma cópia fiel de uma sociedade onde a maior preocupação é a sua Veja fora do plástico (melhor quote). A cena da reunião de condomínio é uma das sacadas mais acertadas por Kleber Mendonça Filho.

3. O Mestre

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(Leia aqui a crítica)

O departamento de marketing otário vendeu como ~filme sobre cientologia~. Não deu certo, e também não era verdade. O Mestre é um estudo de personagens, e sobre a relação mestre-seguidor – porque uns precisam serem seguidos, e outros precisam seguir alguém, e até que ponto isso pode ser um treco meio doente. Phillip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix fizeram o casal mais fofo do ano. (Tiago Lipka)

2. Gravidade

gravidade

Não é só que Gravidade é visualmente uma das melhores coisas feitas no cinema desde, sei lá, sempre. Mais do que isso, é um filme sobre pessoas. No caso, pessoa. No caso, a Sandra Bullock. É uma metáfora atrás da outra e se você perde tempo ~analisando a verossimilhança do negócio~, pode deixar passar. E isso é um crime.

OBS.: referências a “2001 – Uma Odisseia no Espaço” aparecendo mais que Mulher-fruta perto de ~repórter~ do Ego. (Felipe Rocha)

1. Azul é a Cor Mais Quente

azuleacormaisquente

Vocês lembram da Maratona Caney aqui no blog, né? Não? Af. Enfim. Foi ali que conheci o trabalho de Abdellatif Kechiche com seu Venus Negra. Azul é a Cor Mais Quente consegue ser ainda mais pesado por ser tão verdadeiro com você; e aqueles que dizem que as cenas extensas de sexo são manipulativas estão tão enganados ou inventando defeitos. Mano, impossível não se ver em alguma hora da sua vida em pelo menos uma das cenas entre Adèle e Emma. A atração, a entrega, a convivência, a insegurança, a separação, o reencontro e a despedida em cenas que te dão um chute na cara, mas que você se levanta, com dificuldade, ou pelo menos tenta e segue em frente. (Rafael Moreira)

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QUASE entraram nesse top 20:

  • Ferrugem e Osso
  • É o Fim
  • Elena
  • Evil Dead – A Morte do Demônio
  • Reality – A Grande Ilusão

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E toma aí as listas dos 20 (ou 25, ou 19, depende de qual você clicar) filmes favoritos do ano de cada um dos cornos daqui. Brigada.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Ralzinho | Tiago

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OBS: O Blog está ciente de que Upstream Color não estreou no Brasil em 2013 e, portanto, seria inelegível. Todavia, foi levado em consideração o fato de que Primer, filme anterior do Shane Carruth, é de 2004 (DOIS. MIL. E. QUATRO.) e até hoje não chegou aqui, então abrimos uma exceção pois vai tomar no cu essa porra.

As 10 Melhores Séries de 2013

Olá, leitorxs. Esta aqui é a nossa listinha de melhores seriados exibidos durante o ano 2013. Foi compilada após muita deliberação e discussão e porrada. Inclusive certo otário que votou em The Walking Dead e Homeland seu paradeiro é desconhecido até hoje. Que pena.

10. House of Cards

houseofcards

Veio cheio de expectativa – afinal, primeira série original da Netflix, cheio de gente bacanuda e já rompendo a quarta parede desde os trailers. A ousadia se pagou bem e o visual impressionante, o texto esperto e as atuações inspiradas fizeram de House of Cards um dos destaques do ano. (Tiago Lipka)

9. Game of Thrones

gameofthrones

George RR Martin é um grandiosíssimo filho da puta. Nessa terceira temporada de Game of Thrones foi uma ansiedade caralhuda por causa de The Rains of Castamere, episódio que ficou mais pesado que o que se imagina pelo livro de 38 mil páginas. Mesmo adiantando ou atrasando tramas e alterando personagens adoidado, David Benioff e D.B. Weiss sabem bem o que estão fazendo e tão se garantindo porque: tá gata. (Rafael Moreira)

8. Rectify

rectify

Rectify é aquela série que você mal conhece e já considera pacas. Vem daquele canal soturno que ninguém assiste, com aqueles atores que você só vê fazendo ponta. Porém tem ~pedigree~ de produtores de Breaking Bad e os bons ventos vieram junto, POIS ÊTA SÉRIE DO CARALHO. Trata de uma cara que foi preso, aí confirmaram que a porra num era dele e ele foi solto e a adaptação dele fora da cadeia é o resto da série. Uma premissa simples, porém um drama nada fácil, porrada atrás de porrada, enquadramentos lindos, atuações de cair o cu da bunda e o benefício da dúvida fazem de Rectify das melhores estreias de 2013. (Leandro Ferreira)

7. Mad Men

madmen

Beleza que não foi nenhuma quinta temporada, mas esse ano essa série delícia teve mais uma temporada foda por vários motivos que tentarei numerar com calma: 1) talvez a temporada com os melhores momentos do Pete ❤ 2) todo mundo locaço no escritório. 3) Sally Draper 4) chega, porque aqui não é buzzfeed ne, caralho? Como penúltima temporada, o finale In Care of já deixou o clima que tudo tá acabando realmente 😥 com Jon Hamm entregando a atuação mais marcante até aqui no seu monólogo na conta da Hershey’s. (Rafael Moreira)

6. The Good Wife

thegoodwife

Tipo que The Good Wife sabe que a primeira metade da quarta temporada foi uma bosta horrorosa e irritante. Para se desculpar, ela deu pra gente “Red Team/Blue Team” e os episódios finais da s04. E, para compensar, fez a primeira metade da quinta temporada, que é tão perfeita que você se pergunta: a) Como pode ser TV aberta?, b) Como tem gente que não vê isso?, c) Meu coração aguenta esperar mais uma semana pelo próximo episódio? (Felipe Rocha)

5. Veep

veep

O salto na qualidade em relação à primeira temporada é notório e, embora eu tenha morrido de rir com essa crocância desde o piloto, o segundo ano foi muito melhor. E não foi só o roteiro, as situações e as piadas que se tornaram mais engraçadas. O Emmy da Julia Louis-Dreyfus não foi à toa: ela realmente é foda. E é claro que o elenco de apoio continua insano (até a filha dela é engraçada) e pra mim o momento mais hilário do ano foi a Selina atravessando a porta de vidro. (Ralzinho Carvalho)

4. Boardwalk Empire

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Depois de ter Gyp Rosetti detonando Atlantic City na temporada passada, a falta que o cara ia fazer era evidente. O negócio massa nessa temporada de Boardwalk Empire foi o destaque maior dado ao Chalky, já que ele agora ganhou um antagonista direto, Dr. (DOCTOR!!!) Narcisse. Destaque para a direção de Erlkönig, o roteiro de White Horse Pike e tudo naquele season finale que já dá a ideia que a quinta temporada vai ser do Al Capone. (Rafael Moreira)

3. Arrested Development

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Todo mundo passou seis anos de ~zuera na internet~ escrevendo “bring back Arrested Development” sempre que era possível e até quando não era, tipo nos emails pro chefe e no depô de aniversário pra sua mãe. Aí em 2011 anunciaram que a série ia voltar mesmo. Todo mundo pirando, todo mundo com as periquita solta, até que a gata Netflix lançou os episódios e… continua uma das melhores séries já feitas. Devido à agenda dos atores, Mitchell Hurwitz mudou completamente a estrutura narrativa dos episódios e não só funcionou como ainda conseguiu adicionar novos elementos e fornecer novas piadas pra abastecer a internet por mais alguns anos (vai achando que 04 de maio vai ficar tudo normal por aqui, vai…). (Felipe Rocha)

2. Enlightened

enlightened

A primeira temporada já tinha sido bem legal, mas o segundo ano de Enlightened foi uma benção, uma dádiva de uma entidade superior dada a todos aqueles 50 habitantes da Terra que assistiam ao seriado. A estratégia de dedicar episódios inteiros aos coadjuvantes – que já tinha sido usada no brilhante “Consider Helen” da s01 -, foi a responsável pelo melhor episódio do ano de qualquer coisa: The Ghost Is Seen (perdão, Ozymandias, te amo também). (Felipe Rocha)

1. Breaking Bad

breakingbad

E enfim…. acabou. E quando todo mundo temia pelo desfecho da série, veio uma pequena obra-prima chamada Ozymandias que, assim que terminou, fez metade do mundo ficar andando de um lado para o outro da sala gritando PUTA QUE O PARIU! PUTA QUE O PARIU! Depois disso, duas coisas eram certeza: 1) o final certamente estava em boas mãos e 2) o que vamos fazer da vida depois do último episódio?

E para essa última pergunta… olha… ainda não sei a resposta… (Tiago Lipka)

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QUASE entraram no Top 10:

  • Southland
  • Derek
  • Justified
  • Eastbound & Down
  • Orange Is the New Black

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E aqui as listas de cada um dos putos que votaram nisso aqui pra vc analisar bem o gosto desses cavalos.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Ralzinho | Tiago

Os 10 Melhores Álbuns de 2013

Este é um texto de introdução ao post de melhores álbuns lançados durante o ano de 2013. Na verdade, ninguém vai ler isso, pois todos vão pular direto para a lista, porém a gente ta escrevendo isso aqui assim mesmo só pra ficar bonitinho. No entanto, precisamos enrolar, então aí vai uma receita de miojo. Zuera. Foda-se. Vai ver o ranking. Xingar tá permitido.

10. The National – Trouble Will Find Me

10

Trouble Will Find Me é um negócio muito massa dessa banda manera chamada The National. Três anos depois do lançamento do High Violet, o único CD deles que considero perfeito, o sexto álbum dos caras tem um resultado bonito e longe de decepcionar. Quem já acompanha a trajetória da banda certamente curtiu bastante. Trouble Will Find Me traz as faixas pra te fazer se sentir um bostão (Fireproof, Heavenfaced e I Need My Girl) e aquelas pra te fazer se sentir menos bostão (Graceless e Don’t Swallow The Cap) também tão lá. (Rafael Moreira)

Destaques: Graceless, Don’t Swallow The Cap e I Need My Girl

9. David Bowie – The Next Day

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David Bowie pegou a capa de “Heroes” riscou o nome, jogou um quadrado branco no rosto e pronto TEJE FEITA CAPA DO MEU NOVO CD! Gosto bastante dessa galera velha que não para de fazer coisa boa e esse The Next Day foi uma surpresa pra todo mundo que pensava que o Bowie tinha se aposentado depois de 10 anos sem gravar porra nenhuma. No seu aniversário, ele liberou Where Are You Now? e o troço é maravilhoso. Álbum lançado e Bowie ainda faz um clipe The Stars (Are Out Tonight) com Tilda Swinton. The Next Day é Bowie dizendo sem sutileza que tá de volta. (Rafael Moreira)

Destaques: Valentine’s Day, The Next Day, The Stars (Are Out Tonight) e If You Can See Me.

8. Black Sabbath – 13

8

Aí em pleno 2013 os velhos do Black Sabbath aparecem todos pomposos em suas fraldas geriátricas e com suas comadres a postos com o seu primeiro álbum de inéditas em 18 anos. E deve ser a melhor coisa deles desde Heaven and Hell, sei lá, não fiz as contas. Enfim, o maluco que não se apaixona por God Is Dead? merece os Avenged Sevenfold dos dias atuais. (Felipe Rocha)

Destaques: End of the Beginning, God Is Dead?, Zeitgeist

7. Laura Marling – Once I Was An Eagle

7

Laura Marling (Laurão pros mais íntimos) é aquela moça hipster sem ser vul… PERA, então, quando vazou Once I Was an Eagle, fiquei louca e tentei comprar, só que meu cartão não passou por motivos de excesso de crédito e tive que ficar só com o download mesmo. Mas a verdade é que tanto faz pois esta pequena obra prima é um puta abuso com nossa cara. Ele começa com o pot-pourri (sdds É o Tchan no Hawaii) de onde as gostosíssimas Take the Night Off e I Was an Eagle fazem parte, aí você passa por Devil’s Resting Place e Love Be Brave e, até o fim do disco, você ta todo gozado de lágrimas amargas pela qual Laurinha (ex-namorada do integrante da banda favorita dos membros demitidos) escreve, canta, dança e interpreta. (Leandro Ferreira)

Destaques: I Was an Eagle, Devil’s Resting Place e Love Be Brave

6. Bad Religion – True North

6

O Bad Religion NUNCA faz álbum ruim. Só que nos últimos anos também não vinha fazendo nada que fosse além de somente bom. Até chegar True North. True North é uma porrada do início ao fim e tem pelo menos umas cinco músicas que, se vivêssemos em um mundo decente, seriam cantadas por crianças nas escolas em vez do Hino Nacional. (Felipe Rocha)

Destaques: Past Is Dead, Land of Endless Greed, Dept. of False Hope.

5. Vampire Weekend – Modern Vampires of the City

5

Gente, vocês lembram como o Contra era awesome e legal e doente, porém meio pau no cu? Então, Modern Vampires of the City é exatamente o que foi o Contra, só que bem menos pau no cu. Unbelievers minha músicaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh. (Felipe Rocha)

Destaques: Unbelievers, Diane Young, Worship You.

4. Manic Street Preachers – Rewind the Film

4

Nos últimos 10 anos, o Manic Street Preachers só havia lançado um cd realmente bom – Send Away the Tigers, e com Rewind the Film voltou bem, voltou lindo e voltou cheio das graça. Em ritmo lento, cheio de baladas com cara de trilha pra bareco lá do País de Gales, é melancólico e festivo ao mesmo tempo. (Tiago Lipka)

Destaques: Show Me The Wonder, Rewind the Film, (I Miss The) Tokyo Skyline e Anthem For a Lost Cause.

3. Nick Cave and the Bad Seeds – Push the Sky Away

3

Nick Cave é desses que a gente nem precisa se perguntar se o cd vai ser bom ou não – sempre é maravilhoso. Mas desde a dobradinha Abbatoir Blues / The Lyre of Orpheus que o tiozão não mandava tão bem. Ficamos impressionadíssimas. (Tiago Lipka)

Destaques: Jubilee Street, Mermaids e Higgs Boson Blues.

2. Queens Of The Stone Age – …Like Clockwork

2

Esse álbum. Essa banda. Esse show. O massa desse último trabalho do Queens of The Stone Age foi o que veio antes do lançamento. O mais awesome foi um site que você colocava qualquer número pro boneco lá ligar te falando isso aqui no ouvidinho. Além disso, …Like Clockwork, teve um curta animado pra promover seu clima depressivo e mórbido. Começa com Keep Your Eyes Peeled que é bem drogada e o auge da depressão é lá no final com a música título, tendo pelo meio as gatas I Sat By The Ocean, My God is The Sun, Kalopsia e, claro, a delícia I Appear Missing. (Rafael Moreira)

Destaques: I Appear Missing, I Sat By The Ocean, My God Is The Sun e Kalopsia

1. Alice in Chains – The Devil Put Dinosaurs Here

1

Se Black Gives Way To Blue provou que havia sim vida pós-Layne Staley, The Devil Put Dinosaurs Here chega pra dar voadora em quem torcia para que a banda desistisse de tocar, pedindo desculpas por atrapalhar o silêncio da sua viagem. Pesado, melódico, e trazendo uma sonoridade nova – ao mesmo tempo em que se encaixa perfeitamente na discografia da banda. Um pequeno milagre sonoro que ainda tem duas das coisas mais legais do mundo em seu título: demônios e dinossauros. (Tiago Lipka)

Destaques: Stone, Voices, Low Ceiling e Choke

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QUASE entraram no Top 10:

  • Joan Jett & the Blackhearts – Unvarnished
  • Nine Inch Nails – Hesitation Marks
  • Paul McCartney – New
  •  Kanye West – Yeezus
  • Arctic Monkeys – AM

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A gente também vai publicar as listas individuais que é pra você saber certinho quem votou em quem e poder xingar com propriedade e segurança nos comentários.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Tiago