Além da Escuridão – Star Trek

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(Star Trek Into Darkness, 2013 – Dir. J.J. Abrams)

Ele começou como roteirista e produtor nos anos 90, se destacando inicialmente ao criar a série Felicity. Depois de um tempo, revolucionou a TV com a série Lost, além de ter ressucitado as franquias Missão: Impossível, Star Trek e, em breve, Star Wars, além de participar de filmes elogiados e de grande sucesso de público, como Cloverfield – Monstro e Super 8, tendo sido indicado a 22 prêmios e vencido sete.

Senhoras e senhores, um homem que dispensa apresentações…

Doh’

J.J. Abrams fazendo... EITA

J.J. Abrams fazendo… EITA

Lançado em 2009, o Star Trek de Abrams foi uma volta perfeita da franquia, obedecendo ao humor, visual e tom político da série ao mesmo tempo em que renovava com enorme sucesso a sua tripulação, arrancando performances sensacionais principalmente de Zachary Quinto, Chris Pine e Karl Urban.

Mas se naquele filme sobrava cores, flares e otimismo (apesar de ser um grande filme), Além da Escuridão: Star Trek é mais sombrio, complexo e tenso – e quase consegue ser superior ao antecessor não fosse por bobagens que só podem ser explicadas pois Abrams resolveu chamar um velho amigo pra roteirizar.

Damon Lindelof e... NOSSA, MAS SÓ DÁ SAFADA?

Damon Lindelof e… NOSSA, MAS SÓ DÁ SAFADA?

Sim, Damon Lindelof, autor do final genial (cof, cof) de Lost, Prometheus (coooooooooooof cof cof) e Cowboys vs. Alienígenas (cataploft). Inserindo personagens sem a menor função na trama, como a de Alice Eve, que rendeu até um pedido de desculpas, afinal só serviu pra mostrar o (baita) corpo de Alice Eve, que atravessa a trama sendo um ~mistério~, que quando finalmente parece ter algo a fazer na trama……… enfim.

kkkk cena mais gratuita <3

kkkk cena mais gratuita ❤

Sorte que Roberto Orci e Alex Kurtzman (que escreveram o anterior) estavam juntos aqui.

Dito isso: relaxem porque o filme é sensacional. Abrams tem um senso espetacular de como conduzir um filme de ação sem deixá-lo insípido, e boa parte da graça está em como a diversão e a adrenalina estão sempre atreladas a discussões políticas interessantes – e considerando como as conversas envolvendo ataques “preventivos” e o uso de drones pela atual administração americana estão em voga, o filme não poderia ter estreado em momento melhor.

estamos mais sérias

estamos mais sérias

Um tal John Harrison, agente da ~Federação~, resolve se voltar contra a instituição através de vários atentados terroristas. Depois de um violento ataque contra os principais capitães da frota, Kirk recebe a missão de ir atrás dele, que se escondeu no único lugar que eles não tem autorização de visitar: o território klingon. Dividido entre o desejo de vingança e a racionalidade de Spock, que enxerga a perseguição com pessimismo (algo reforçado pelas estranhas exigências da Federação de enviarem um tipo específico de míssies), a Enterprise vai (de novo) até onde nenhum homem jamais esteve.

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Não há muito mais do que falar sobre o trio principal: se Chris Pine faz um Kirk divertido e surpreende em momentos mais dramáticos, Zachary Quinto e Karl Urban seguem parecendo sósias assustadores dos personagens originais – e a química entre os três é fundamental para boa parte do sucesso do filme. E se Bruce Greenwood e Peter Weller conferem seriedade a seus papéis, Simon Pegg se equilibra melhor aqui, sendo mais do que apenas um alívio cômico.

Mas, o que todos já devem saber, o filme é de Benedict Cumberbatch. Dono de uma presença em cena impressionante, além de uma voz extremamente marcante, o ator já surge em cena de forma icônica, e rouba para si o filme toda vez que aparece. Aliás, como a maioria das pessoas lembram dele apenas por Sherlock, será interessante ver a reação ao seu trabalho, já que ao mesmo tempo em que sua figura é fortíssima, como na série, sua interpretação é completamente diferente (e recomendo que todos assistam a Terceira Estrela, um minúsculo filme britânico com outra grande atuação do ator).

Obrigada

Obrigada

Contando com um clímax impressionante não só em ritmo, mas principalmente em escala, Além da Escuridão – Star Trek é mais um capítulo excelente de uma franquia que ao contrário da grande rival, ficou melhor ainda ao ser ressuscitada.

E não é nada a toa que a tal grande rival já foi atrás de J.J. Abrams.

NOTA TIAGO LIPKA: 9

Média Claire Danes do Shitchat:

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Elas Trek ou Wars, Claire. Às vezes Craft e raramente Dust. 😦

2 respostas em “Além da Escuridão – Star Trek

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