Ladrões de Bicicleta

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(Ladri di biciclette, 1948. Dir. Vittorio de Sica)

Oláaaaaa você que é da nação Facebook/Twitter e adora esperar o domingo chegar só pra falar que depois será segunda-feira e você tem que trabalhar. Filho, agradeça ao papai do céu da boca da onça por você ter trabalho pra pagar as 12 prestações do seu iPhone, pois hoje vamos falar sobre o desemprego.

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Fila pra competir à vaga de estágio pro Blog do Shitchat.

Ladrões de Bicicleta é um dos filmes mais importantes do cinema por ser parte do movimento Neorrealista italiano, iniciado na década de 40. Vittorio de Sica narra uma Itália destruída após a Segunda Guerra, e as pessoas a tendo que sobreviver à crise que existia. Em meio a isso, o filme conta a história de Ricci que, para manter a sua esposa, Maria, e o seu filho, Bruno, sai em busca de trabalho. Dentre tantas buscas, ele encontra o emprego de colagem de cartazes; contudo, para que Ricci conquiste a vaga, ele precisa ter uma bicicleta. E consegue após sua mulher vender o enxoval de casamento para que o esposo compre o transporte. E em companhia de seu filho, Ricci inicia a sua jornada de trabalho.

O que desenrola a trama é o que o título nos apresenta: enquanto Ricci cola cartazes, a bicicleta é roubada. E se ele não tem mais bicicleta, não tem mais trabalho! Daí, em meio ao desespero do risco de voltar ao desemprego, Ricci parte com o filho em busca de seu transporte, ora contando com os amigos, ora (e na maior parte do tempo) sozinho com Bruno. A ansiedade se amplia a cada momento, a agonia tomando conta do homem que vê uma vida melhor escapando de suas mãos.

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Vittorio de Sica se mostra um formidável diretor por dois aspectos: primeiro, por transformar a felicidade de uma família, que está diante de uma mudança de vida por meio do emprego em desespero, o pessimismo diante de uma década marcada pela fome e ações para sobreviver num período pós-guerra. O semblante de sofrimento nos atores é explorado constantemente, e o trabalho com amadores (característica do movimento neorrealista e devido à curta verba para o filme) torna a atuação mais livre, pois os atores se entregavam ao sentimento de perda e angústia que os personagens viviam.

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O segundo aspecto é a situação vista sob o olhar do menino Bruno, que acompanhou o pai, mas demonstrava a característica egocêntrica típica da criança: ele sabe que o pai perdeu a bicicleta, mas ele está com fome, ele está cansado, ele quer ir pra casa. E um dos momentos mais emocionantes do filme é proporcionado pelo Bruno que observa o momento em que seu pai mais se humilha em prol de sua família. Assistimos à criança que vê a angústia e a tentativa desesperada do pai de encontrar a sua bicicleta.

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Enfim, passaria horas falando deste filme. É a reconstrução do momento histórico que a Europa vivenciou; neste período, estúdios acolhiam pessoas que perderam suas casas por conta da guerra. Vittorio de Sica se tornou responsável em recontar através do cinema a sua época: uma história sem rodeios, de uma sociedade marcada pela fome, desespero, marginalidade e esperanças roubadas.

NOTA ALEXANDRE ALVES: 10

Tiago Lipka: 10
Felipe Rocha: 10
Marcelle Machado: 10
Leandro Ferreira: 10
Wallysson (AF, PELO AMOR DE DEUS, TINHA QUE ESTRAGAR TUDO DE NOVO) Soares: 9,5
Ralzinho Carvalho: 10
Fael aos 45 do segundo tempo (estava atualizando Glee) Morenga: 10

MÉDIA CLAIRE DANES: 9,9 – CLAIRE DESFILANDO DE BURCA, PATROUA ORGULHOSA claire de burca

Homem de Ferro 3

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(Iron Man 3, 2013, Dir. Shane Black)

Terminando a #MaratonaMarvel, em que todas as funcionárias se submeteram a ver os filmes que compõem os Vingadores, Homem de Ferro 3 estreia com Shane Black (Beijos e Tiros) no comando, embora com Jon Favreau ainda envolvido na produção.

A boa notícia (acho) é que o resultado é melhor que o do antecessor – o que não é difícil, vamo falar a verdade né? Porém, perde para o primeiro em narrativa, ainda que este terceiro filme da série tenha seus muitos problemas em fechar a trama (erros que são cometidos nos dois filmes seguintes, af). O filme vai tão bem no começo que estava desejando com todas as forças que não fizessem as mesmas merdas, pois o personagem merece ser mais explorado e aqui ele até tem vários problemas de ansiedade e estresse abordados. Problema é que: tem uma hora que tá tudo fora de controle o que nos leva a um final bagunçado. Ou seja, fizeram merda de novo.

Guy Pearce sofre do mal de Bridges e Rourke nos filmes passados: exagera. Mas a culpa não é do ator, os roteiristas ainda fazem questão de inserir uma ~jogada preguiçosa disfarçada de sacada inteligente~ pra cima de Ben Kingsley e desperdiçam um bom vilão pra dar espaço a um cara que brilha, literalmente. É a coisa mais covarde do mundo, mas se falo mais é spoiler então sossegando a periquita.

dracarys rsrsrs

dracarys rsrsrs

O Mandarin funciona até destruírem o personagem e desperdiçarem um Ben Kingsley assustador. Temos também um tempo precioso perdido em plots terríveis. O pior deles é o de Pepper. Ninguém ali tem uma atuação ruim, mas a maioria sofre com a má-construção de seus respectivos personagens. E Pepper é exemplo claro. O mais à vontade continua sendo Robert Downey Jr. Pelo menos dele não reclamo, nem de Don Cheadle que aparece pouco, mas não faz feio. 

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Quase que todo momento o filme se segura no humor, e assim as duas horas não são tão cansativas e nisso Shane Black ganha pontos. Incomoda você pensar que vai ser surpreendido já que o trailer fez o papel dele direitinho de criar falsas expectativas. A surpresa até acontece, mas é bem desagradável e representa um dos dois maiores problemas do filme. E o elenco continua com nomes fodas: Ben Kingsley, Guy Pearce e Rebecca Hall se juntam ao time. E os personagens novos ao menos não passam a sensação e ficar ali só por ficar.

Há um momento muito bacana em Homem de Ferro 3 que fica apenas no começo, não sobrevive muito tempo: a ~relação simbiótica~ de Tony com as armaduras. Ele não consegue dormir, e por isso vai trabalhar mais, obcecado com a segurança de Pepper e com crises de ansiedade a partir dos eventos em NY em Os Vingadores. Que, aliás oferece bem mais à trama do que Homem de Ferro 2.

A sequência de ação final que começou a sessão interminável de rolleyes. Você entenderá. Enquanto isso, aqui Max para descrever o sentimento:

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O filme vale a pena também pelos detalhes, como Max de Happy Endings está lá fazendo uma ponta sensacional. Also, Joan Rivers sendo foda em 5 segundos e Downton Abbey sendo zuada. O resultado é satisfatório, engraçado e até empolgante antes do chute no saco. A relação que Tony cria com uma criança é talvez a melhor coisa do filme. A pior são aqueles capangas de fogo. As cenas de ação são bem realizadas, ainda que não possa servir de defesa às razões que fizeram todo mundo chegar lá. Apesar de tudo, não consegui sentir raiva pelo filme, porque Homem de Ferro 3 é uma boa comédia.

Aviso: tem uma cena após os créditos, é óbvio!!!! Dica: não esperem a cena.

NOTA RAFAEL MOREIRA: 7,0

Média Claire Danes do ShitChat: Claire resume a Maratona Marvel com apenas uma palavra:

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Os Vingadores

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(The Avengers, 2012, Dir. Joss Whedon)

Quando foi decidido fazer a Maratona Marvel, me voluntariei prontamente para escrever sobre Os Vingadores, pois de Avengers eu entendo:

mim add e manda isos

mim add e manda isos

E Joss Whedon é o deus da minha religião:

melhores séries, as do jossinho <3

melhores séries, as do jossinho ❤

Além disso, pelo bullying feito na planilha de notas, eu já imaginava que se outra pessoa escrevesse sobre Avengers, o filme não teria a resenha que merece.

todos compreensivos com as notas dos outros

todos compreensivos com as notas dos outros

Depois de dois filmes sobre Homem de Ferro e com Hulk, Capitão América e Thor já apresentados, não faltava mais nada para o filme que juntaria todos os personagens e apresentaria como a Iniciativa Vingadores foi iniciada. Mas, quem seria capaz de criar um roteiro que unisse todos esses personagens sem que tudo ficasse aleatório nem forçado? Zak Penn, responsável pelo roteiro de Hulk, foi considerado, Jon Favreau, diretor de Homem de Ferro, esteve envolvido, mas quem acabou com a direção e o roteiro de Os Vingadores foi Joss Whedon, criador, diretor e roteirista de séries conhecidas do público como Buffy e Firefly. E em 2012, o filme foi lançado.

nerds feat camisa do black sabbath

nerds feat camisa do black sabbath

Seguindo a trama de Capitão América, o filme começa com o Tesseract sendo roubado por Loki, vilão de Thor, que pretende utilizar o cubo para permitir a entrada de uma raça alienígena que dominará a Terra, e assim, o semi-deus terá um planeta para chamar de seu. Para localizar o Tesseract e encontrar Loki, são convocados Tony Stark e Bruce Banner, este recrutado pela Viúva Negra. Além deles, há Nick Fury, diretor da S.H.I.E.L.D., Maria Hill, tenente da S.H.I.E.L.D., e Gavião Arqueiro, à princípio, manipulado por Loki. E para impedir Loki e resgatar o Gavião Arqueiro, a Iniciativa Vingadores é retirada do papel.

O roteiro de Whedon faz um bom trabalho em juntar todos os heróis, e de certa forma, apresentá-los ao público que porventura não tenha visto algum dos filmes anteriores. Os primeiros quarenta minutos mostram a arrogância de Thor, o sarcasmo de Tony Stark, o heroísmo de Steve Rogers, a insegurança e o isolamento de Bruce Banner, o profissionalismo da Viúva Negra e do Gavião Arqueiro. Fica evidente que o foco do roteiro não é exclusivamente juntar os heróis para explodir tudo. Há desenvolvimento das personalidades, e conflitos causados por essas diferenças.

As pessoas mais amargas do ShitChat criticam o roteiro alegando que é uma versão de filmes do Mortal Kombat com dinheiro, pois Os Vingadores segue a mesma premissa: heróis diferentes tem que lutar juntos, brigam por causa das diferenças, e depois percebem que juntos ficam mais fortes e assim salvam o dia. Acho que minhas colegas estão deixando muita coisa de lado, como o fato de nada dos conflitos entre os personagens ser gratuitos. Há uma função na trama para Thor e o Homem de Ferro brigarem, e disso sai desenvolvimento dos personagens. Não tem nada de errado com clichês quando eles não são usados à toa.

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Outro mérito de Joss Whedon é que todos os heróis tem um arco dramático no filme. A Viúva Negra tem que caçar o colega que a salvou da prisão, o Capitão América descobre verdades sobre o exército norte-americano, Thor tem que lidar com o trabalho em equipe, o Homem de Ferro tem que lidar com a S.H.I.E.L.D., até mesmo Loki tem seu momento de protagonismo no filme. Também é sempre bom apreciar o humor de Whedon e os diálogos que ele consegue criar, especialmente um entre a Viúva Negra e Loki. Considerando que Whedon teve que lidar com exigências do estúdio, como o fato de Loki ser o vilão e a batalha final, ele fez um bom trabalho com o roteiro.

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Tecnicamente, o filme também tem seus méritos. Whedon também acerta na direção, e no tom dos personagens. Não há estranhamento no que os atores entregam se comparados aos filmes solo de cada um. Um dos pontos altos é a mixagem de som, bem detalhado, sendo possível ouvir o ruído da flecha do Gavião Arqueiro, por exemplo. A inserção do Hulk nas cenas também é bem feita, sem parecer gritante que é efeito especial.

Robert Downey Jr. e Tom Hiddleston roubam as cenas. O Tony Stark de Downey Jr seduz ao dizer verdades disfarçadas de tiradas sarcásticas, o megalomaníaco e ressentido Loki de Hiddleton diverte. Os demais atores aproveitam bem os bons momentos que o roteiro oferece a cada, mas sem atuações que sejam realmente memoráveis. É engraçado reconhecer atores de outras séries do Whedon no filme, e falando em atores de série, agora imagino que além de ser Robin Sparkles, Robin Scherbatsky foi da S.H.I.E.L.D. antes de ser amiga de Ted Mosby.

dosi atores de Dollhouse e Alexis Denisof irreconhecível

dois atores de Dollhouse e Alexis Denisof irreconhecível

O resultado final de Os Vingadores é bem positivo. Náo há um herói sem um objetivo ou função na trama, que é bem construída, sem forçadas de barra como em outros filmes da Marvel. Joss Whedon foi a escolha certeira para tirar do papel a história que reuniria todos os heróis da Iniciativa Vingadores, e mal posso esperar pela sequência.

NOTA MARCELLE MACHADO: 9,0

Alexandre 2Broke Alves: 4,0
Felipe and a Half Rocha: 3,5
Leandro Ferreira: 7,0
Fael Morenga: 8,0
Tiago Bazinga Lipka: 3,5
Wallyson Soares: 8,0

Média Claire Danes do ShitChat: 6,1 claire

Thor

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(Thor, Dir. Kenneth Branagh – 2011)

Dando continuidade à periclitante porém trabalhosa (de se assistir) Maratona Marvel, chegamos a Thor. Thor, filho de Odin, é um moço mimado e prepotente que apronta altas confusões com seus amigos Power Rangers. Tem um irmão recalcado e também futuro rei, fica louca quando os Gigantes de Gelo vão invadir sua terra mãe Asgard e vai se vingar na terra dos Mestre dos Desejos e é aí que o querido é expulso de Asgard por seu pai.

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mete o pé de Asgard, viado

É sempre bom falar do trabalho minucioso dos figurinistas que fazem o possível pra não enviadar Loki, Thor e a galerinha de Asgard e os efeitos especiais caprichadíssimos, porém, a parte dos elogios fica por aqui. Kenneth Branagh assume a direção e não impressiona, e tô tentando entender até agora qual é dessa tara de câmera levemente inclinada para a esquerda, mas isso é o de menos. O que mais incomoda é a forçada de barra dos roteiristas ao mostrar como Thor acaba se tornando uma pessoa melhor. Poderia ser muito mais sutil.

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Falar em atuações… bem, este é um quesito muito diversificado neste filme. São muitos atores muito bons fazendo absolutamente nada, começando por Adriana Barraza, que você não viu no filme pois o gostoso do editor resolveu excluí-la. Temos Idris Elba vestido de carro alegórico da Imperatriz Leopoldinense, temos também Anthony Hopkins, o Nicolas Cage da 3° idade e, pra terminar, cameo da Rene Russo. RENE RUSSO.

R.E.N.E R.U.S.S.O

R.E.N.E R.U.S.S.O

E não acaba por aí. Temos Kat Dennings sempre entregando bem o que lhe é dado (mesmo que seja basicamente porra nenhuma), Stellan Skarsgard não sendo um vilão, e o uso inapropriado de Natalie Portman e Chris Hemsworth. Enquanto um tenta, o outro consegue com facilidade. Acho impossível não ter outro loiro gostoso no mundo com o tantinho de carisma que Hemsworth não possui, o que era a única coisa que faltava para o personagem funcionar. Por outro lado, Tom Hiddleston esbanja carisma e uma atuação muitíssimo boa, ou seja:

carisma é a alma do negócio.

carisma é a alma do negócio.

Thor é apenas mais um filme de super herói que peca por forçar a barra em coisas simples, que poderiam ter sido trabalhadas de um jeito bem melhor. E, ainda por cima, tem um ator principal não muito satisfatório.

Serve pra distração? Mas é claro que sim, como não? Porém, nada muito além disso.

NOTA LEANDRO FERREIRA : 4.5

Felipe Rocha: 4,0
Marcelle Machado: 2,0
Rafael Moreira: 5,0
Tiago Lipka: 5,0
Wallysson Soares: 6.5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 4,5 – Tá possessa ela com esse Thor.

Capitão América: O Primeiro Vingador

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(Captain America: The First Avenger, Dir. Joe Johnston – 2011)

Imagina o Malafaia. Agora imagina a Myrian Rios. Agora imagina essas duas, hm, pessoas tendo um filho. Agora imagina que este filho, mesmo bebê, consegue ser trinta mil vezes mais babaca que os pais e fica na creche falando merda sobre gays, negros, mulheres, judeus e canhotos e coletando o dinheiro da merenda dos amiguinhos dizendo que é pra pagar a entrada deles no céu. Aí ele tem uma diarreia. Então, a merda do filho imaginário homofóbico, racista, machista, antissemita e hater de canhoto da Myrian Rios com o Malafaia é mais agradável que este Capitão América.

graciosa e melhor que o Capitão América

graciosa e melhor que o Capitão América

Capitão América: O Primeiro Vingador, como o próprio nome já tá dizendo, tem como único propósito introduzir a personagem como preparação para Os Vingadores, que seria lançado no ano seguinte. E basicamente segue a mesma fórmula sem graça e babaquinha de todo filme da Marvel, que invariavelmente tem um cara lutando para controlar e dominar seus poderes recém-adquiridos para no final se superar e salvar a vida de todos e no meio disso tem uma mulher aleatória fazendo sabe-se lá o que.

Sendo fiel à história da origem da personagem, o filme se passa no início dos anos 40, exatamente no meio da Segunda Guerra Mundial. Recuso-me a falar sobre “patriotismo”, “americanismo” e outras dessas palhaçadas que a galera usa pra falar mal do filme porque a) é babaca; b) 99% dos filmes americanos, em maior ou menor escala, são assim e c) a HQ serviu como propaganda para o exército e a personagem faz o mesmo no filme, então ao menos há coerência.

Para mim especificamente, o problema é ter todo esse trabalho para contextualizar o surgimento do Capitão América, montá-lo como a grande máquina que salvará a galera boazinha dos nazistas e acabará com Hitler e seus amiguinhos escrotos pra no final… o inimigo dele ser um cara com cabeça de pênis.

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sério

Tudo o que envolve o Red Skull, desde a caracterização ridícula até a atuação tosca de vilão de novela do Hugo Weaving é errado e talvez seja a pior coisa do filme. Mas não é a única ruim. No meio desta palhaçada temos oficiais gostosas do exército usando vestidos vermelhos no meio de uma zona de guerra, tecnologia que seria considerada avançada hoje sendo utilizada na WWII e o Tommy Lee Jones com aquela mesma interpretação de velho-amargo-porém-com-bom-coração que vimos nos últimos 44 filmes com ele.

Para os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely, desenvolvimento de personagem é colocar o Chris Evans magrelo num efeito meio estranho e depois transformar ele num armário musculoso. Eles ignoram o ponto que poderia ser a base para um clímax interessante – o fato de que o Capitão América e o Red Skull vieram do mesmo lugar – e preferem investir num romance absurdo e completamente inverossímil entre o Chris Evans e a tal da Peggy (que, aliás, só serve pra isso).

exalando personalidade

exalando personalidade

O diretor Joe Johnston, que eu até não odeio (às vezes uns filminhos bobos tipo Querida Encolhi as Crianças, Jumanji e Jurassic Park III são o suficiente), parece que faz de propósito e abusa, por exemplo, de seus ângulos baixos pra aumentar a vilanice dos vilões – se bem que neste caso até dá pra argumentar que tudo é válido pra tentar deixar o Red Skull um pouco mais assustador ou perigoso e não só babaca. Pena que não funciona, como todo o resto do filme. Mas, sério:

EVERY

EVERY.

SINGLE

SINGLE.

TIME

TIME.

CARAIAA!!!!!!!!!

CARAIAA!!!!!!!!!

E então, depois que a gente aguenta todas as 18 horas de duração deste longa, o Capitão América vai lá e se mata e salva a todos porém ele não morre e fica só congelado até ser encontrado dia desses pra poder lutar junto com os Avengers. Disseram que faz sentido. Ta.

NOTA FELIPE ROCHA: 1.5

Leandro Ferreira: 2
Marcelle Machado: 4.5
Rafael Moreira: 3
Tiago Lipka: 3
Wallyson Soares: 4

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 3

Homem de Ferro 2

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(Iron Man 2 – Dir. Jon Favreau, 2010)

Boa tarde, meu caro pai de família, que acorda cedo pra trabalhar na construção civil, para construir apartamentos luxuosos e você fica apenas a deus dará, esperando o dia de ganhar naquela suada mega sena e ter um desses… apenas digo algo: Vá fazendo sua aposta, pois o próximo milionário pode ser VOCÊ!!

Mas o assunto não é exatamente esse, dessa vez, é um homem milionário que acha que o mundo precisa de seu dinheiro torrado pra produção de tecnologia avançada para o #bem.

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Eu?

Ah, mas é claro que não! Estou falando dele:

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Obrigada

Ok, Tony.

Sim, o playboyzinho mais amado nos últimos tempos retorna para mais uma continuação da #saga Homem de Ferro, com o propósito de trazer paz ao mundo e tentar corrigir alguns reparos que a sua empresa fez à sociedade.

Após analisarem os momentos de ação do Homem de Ferro no filme anterior, as forças armadas dos Estados Unidos nutrem um grande interesse pela armadura do Tony, com a finalidade de utilizá-la em guerra (não, como animador de festa da sua irmã). Além das forças armadas, a sua armadura também é muito cobiçada por Justin Hammer, o antagonista desta continuação. Além disso, ainda aparece Ivan Stanko, o filho de um conhedido do Stark, que nutre um desejo de vingança pelo herói. Ou seja: fudeu, flor.

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O filme é mesclado com doses de humor – aquelas piadas do Tony Stark e o seu explosivo egocentrismo voltado ao fato de ser milionário, que deixaria Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Rosa Luxemburgo e toda Liga Comunista espumando de raiva -, cenas de luta e caprichados efeitos especiais, o que é bem característico aos filmes do gênero (claro, porque uma coisa tem que agradar quem leu o HQ de cabo a rabo e assiste ao filme apenas pra comparar, mas, cara, é só um filme!). Quanto às piadas, é bom ter momentos de #rysos, mas parece que derramaram uma carreta de piadas à la facebook neste filme que lhe deixa com essa cara de brisa (pelo menos a minha).

Momento macho do filme: Scarlett Johansson. Altamente sexy sem ser vulgar, deixando a personagem da Gwyneth Paltrow pra trás. E, sim, se tem a participação da Viuva negra, da S.H.I.E.L.D, desde o início da década passada é dada a ideia de que Os Vingadores iria existir no #futuro (dã).

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Mirando na Giuelt Patrol hihihi (Como é mesmo que escreve, Tony?)

É apenas o que tenho a dizer: Depois das produções mornas de Homem de Ferro 1 e 2… O que esperar desse 3, pela misericórdia do Senhor Jesus que morreu para nos salvar do pecado original? Atire a primeira pedra quem der um 10.

NOTA ALEXANDRE ALVES: 4,0

Filips: 3,0
Chá: 4,0
Marcelha: 5,0
Fael Morenga: 4,0
Thiago Lhipka: 7,0
Wallita: 7,5

Média Claire Danes do ShitChat: 4,92 – Chatiada com o sistema neoliberal onde tem gente passando fome, enquanto Tony Stark gasta dinheiro com cosplay. claire 3 a 5

O Incrível Hulk

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(The Incredible Hulk – Dir. Louis Leterrier, 2008)

Os grandes acertos de Homem de Ferro foram o seu tom descontraído e o ritmo de ação decente que Jon Favreau deu ao filme, somado ao fato de que Robert Downey Jr foi a escolha perfeita para viver Tony Stark. Em seu segundo filme, a Marvel resolveu caprichar de novo: chamou um bom diretor de ação, Louis Leterrier, que vinha dos dois primeiros Carga Explosiva e Cão de Briga (três filmes que se salvam pela direção), e um grande ator: Edward Norton.

Mas Edward Norton não é um ator qualquer, é daqueles que se envolve 100%, dando pitacos no roteiro (sempre sem ser creditado), e graças a ele, Zak Penn e Leterrier, O Incrível Hulk ganhou substância e ousadia – duas coisas que aparentemente apavoraram a Marvel, já que lembravam levemente aquela versão mal sucedida do herói dirigida por Ang Lee.

Enfim, não à toa, #deu #merda: brigas na pós produção, Edward Norton sendo substituído por Mark Ruffalo na sequência da ~saga marvel~, e o resultado, ainda assim, é surpreendentemente positivo.

CALMA CARALHO

CALMA CARALHO

O que saiu:

Em tom, é uma adaptação fiel da série de TV protagonizada por Lou Ferrigno (que ganha uma homenagem bacana aqui – e ainda melhor em Eu te Amo, Cara). Combina ação e melancolia a todo momento (reparem na trilha sonora, belíssima). Visualmente é mais sombrio e deprimente que a maioria dos ~filmes de super-herói~. O problema é que a Marvel faz o filme para pessoas com déficit de atenção, O Médico e o Monstro com esteróides: tudo acontece rápido demais, sem o devido preparo. A odisséia do protagonista do Brasil até os EUA acontece num piscar de olhos, e a ação do exército na frente à universidade surge tão de repente, que a sensação é que um baita trecho da trama foi cortado.

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Os efeitos especiais são fabulosos, e a fotografia é belíssima. Leterrier acerta a mão especialmente nas cenas de ação, que impressionam pela escala grandiosa, especificamente no combate entre o Hulk e o Abominável que não é Homem das Neves. O começo no Rio de Janeiro é bizarro pelo sotaque dos atores, mas a perseguição no meio da Rocinha compensa tudo. Há ainda um plano sequência inspiradíssimo, logo na primeira aparição do Abominável com seu visual completo, que comprova o talento do diretor.

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Edward Norton faz mais um belo trabalho, e sua atenção aos detalhes voltam a impressionar: reparem como dentre todos os atores que interpretaram Bruce Banner, Norton é o único que apresenta trejeitos de cientista, frequentemente fechando os olhos com a expressão de quem está fazendo cálculos complexos para tomar qualquer decisão trivial. Liv Tyler e Willian Hurt estão ok, a primeira tem alguns momentos mais inspirados, mas os dois meio que passam batido. Já Tim Roth e Tim Blake Nelson se divertem tanto em cena, que é impossível não curtir.

O que poderia ter sido:

Duas cenas que foram cortadas me chamam muito a atenção. A primeira é a que seria a abertura original do filme, mostrando o Hulk derrubando uma geleira tentando cometer suicídio. Pesado, sim, mas fecharia uma rima visual maravilhosa, quando Banner pula do avião para enfrentar o Abominável: ele pula para a morte, sem ter certeza de que irá se transformar. Há vários vestígios que mostram um tom mais sombrio do protagonista durante o filme, mas está sem fundamento, fica como um elemento estranho ali no meio que o público não sabe direito como lidar.

A outra cena era inclusive apresentada nos trailers: o namorado da dra. Ross fazia uma sessão de terapia com Banner. Talvez o maior problema do filme seja como o casal retoma o relacionamento de uma hora pra outra, e o psicólogo seja deixado de lado rapidamente (retorna para uma cena bobinha com William Hurt).

Ou seja: tudo que dava uma profundidade à história, que contribuía para a dramaturgia, foi cortado. A questão não era ~estamos tentando fazer um filme legal~. Ora, justamente o que falta em O Incrível Hulk são pausas, um tempo para o espectador curtir aquele universo. Tentaram acertar essa questão de ritmo em Capitão América e Thor – e erraram feio. Aliás, para vocês verem como essa coisa com os cortes nesse filme foram fundamentais para entender a cabeça do pessoal da Marvel, pensem na queda visível de qualidade dos filmes em seguida.

E não estou apenas incluindo Vingadores – estou dizendo PRINCIPALMENTE Vingadores, esse filminho sem vergonha que é basicamente um roteiro no estilo dos filmes de Street Fighter e Mortal Kombat com efeitos especiais bacanas e atores mais conhecidos. E só.

E é bom que a coisa melhore daqui pra frente: o pessoal da Marvel não vai gostar do Shitchat quando ele ficar nervousa.

PS: Pra quem não curtiu o filme, fica o consolo de que, pelo menos, serviu pra aproximar Edward Norton e Tim Blake Nelson para eles fazerem aquela maravilha que é Irmãos de Sangue (Leaves of Grass). 

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NOTA TIAGO LIPKA: 8,5

Felipe Rocha: 4
Leandro Ferreira: 5
Rafael Moreira: 6
Wallysson Soares: 7

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 6,1 – E CLAIRE É OUTRA QUE VOCÊ NÃO QUER VER PUTA DA CARA NÃO

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