Os 10 melhores filmes de 2012

Chegamos à última lista de fim de ano do Shitchat. Sim, podem comemorar, acabou a palhaçada. Dessa vez, os funcionários da empresa se juntaram e votaram em seus 10 filmes favoritos de 2012. Obviamente que muita merda apareceu na lista inicial (Frankenweenie? WTF gente, tenhamos critérios por favor), mas no fim o bem venceu o mal e a lista final ficou um pão.

Antes, porém, tu não tá fazendo porra nenhuma e não te custa nada ir lá ver a lista de séries e a de álbuns de 2012. A gente espera. Vamos ouvir um Audioslave manero enquanto isso. […] Pronto? OK, agora os filmes. Os comentários foram feitos por Tiago Lipka e Felipe Rocha, mas você pode ignorar eles se quiser.

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The Girl with the Dragon Tattoo, EUA
Dir. David Fincher

Os birutas que gostam mais do horrorouso original sueco pira, mas a versão de David Fincher entrou em nossos corações. Nada contra Noomi Rapace, única coisa boa da primeira versão, mas Rooney Mara estava linda em um filme melhor. (Tiago Lipka)

O filme é sensacional, mas podia ter sido uma bosta que estaria perdoado caso tivesse a deliciosa cena da vingança da piranha tatuada sobre o gordo escroto. De ridículo mesmo só o filme aparecendo apenas em décimo, mas democracia é essa merda aí que vocês tão vendo. (Also, “birutas”? af) (Felipe Rocha)

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Habemus Papam, Itália
Dir. Nanni Moretti

Um filme que tira sarro do Papa e do Vaticano em si já merece destaque, mas Nanni Moretti conseguiu fazer um filme simpático, respeitoso e repleto de momentos brilhantes com o grande Michel Piccoli. Um grande e inesquecível Piccoli. That’s what she said.  (Tiago Lipka)

Melhor parte o Papa dando chilique. Pior parte a interrupção do torneio de vôlei dos cardeais. A América do Sul tava na semifinal, porra. (Felipe Rocha)

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Hugo, EUA
Dir. Martin Scorsese 

Martin Scorsese mora em todo coração, no sorriso de todo bebê. A Invenção de Hugo Cabret pode estar longe de ser seu melhor filme, mas até um Scorsese filmando um documentário sobre pão de queijo é melhor que muita coisa por aí. Sinceras desculpas, Helvécio Ratton. E como cereja do bolo, talvez tenha sido um dos raríssimos filmes que valeram a pena assistir em 3D (junto com Pina). Mas nunca iremos admitir isso. #Fora3D #GloboMente (Tiago Lipka)

Falando em Globo, acho que o cara que edita as vinhetas dos filmes de lá ficou muito feliz com Scorsese pois dá pra fazer uns cinco minutos só de cenas de trapalhadas, confusões e cenas engraçadíssimas do Borat e sua turminha de coadjuvantes. Mas fora isso é um filme lindo. (Felipe Rocha)

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Holy Motors, França
Dir. Leos Carax

Para mostrar como somos phynos, rycos e melhores que todos vocês, incluímos um filme francês que não é Intocáveis nem Amelie Polãn. Holy Motors surpreendeu a todos com sua narrativa surreal e envolvente, que lembra muito o também maravilhouso Cidade dos Sonhos de David Lynch. Uma visão pessimista, mas também apaixonada e inspirada, do cinema atual. Leos Carax, volte sempre, cara. (Tiago Lipka)

Homossexuais, sosseguem a periquita porque era prótese. (Felipe Rocha)

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The Artist, França
Dir. Michel Hazanavicius

O “chupa meu cu” oficial dos cinéfilos para os James Camerons da vida, que querem fazer o povo engolir o 3D goela abaixo, foi a aclamação desse maravilhouso filme francês, mudo e preto e branco. Uggie, te amamos cara. (Tiago Lipka)

Já dizia Norma Desmond, pra que esses diálogos pedantes e expositivos se temos a cara da Berenice Bejo pra mostrar? O Artista ganhou o Oscar praticamente sem concorrência e seu astro, Uggie, ainda arrancou suspiros de amor de Zezinha, a yorkshire de estimação do Shitchat. (Felipe Rocha)

drive
Drive
, EUA
Dir. Nicolas Winding Refn

Não é difícil um filme com aura de “cool” chamar a atenção. O difícil é o filme não ser apenas isso – e no caso de Drive, fazer com que a sua estética faça sentido dentro da narrativa. Trazendo belíssimas atuações de Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks, Bryan Cranston, Oscar Isaac e Ron Perlman (além de uma pequena ponta de Christina Hendricks), Drive fechou o ano como um dos maiores consensos dentro do Shitchat. (Tiago Lipka)

Só pra contradizer o comentário acima, não sou desses que fica lambendo o saco de Drive e considerando o filme a maior obra-prima do cinema mundial desde Cinderela Baiana. Na verdade nem votei no filme. No entanto, vamos admitir que, visualmente, o longa é sensacional e vem apoiado em boas atuações, especialmente do Ryan Gosling, roubadíssimo em premiações. (Felipe Rocha)

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Moonrise Kingdom, EUA
Dir. Wes Anderson

As recalcadas vão chamar de “filme para hipsters pedófilos”. Embora nós concordemos com as recalcadas, o mais recente Wes Anderson é inspiradíssimo e está entre seus melhores trabalhos. (Tiago Lipka)

Só de o Wes Anderson ter feito um filme sem o Owen Wilson já merecia estar nesse Top 10. Aí vem neguinho e diz assim “ai, mas não é assim um Tenenbaum”. Queridos, diferente do Gene Hackman, Moonrise Kingdom não é e nunca quis ser um Tenenbaum. Aproveita o filme e cala a boca. (Felipe Rocha)

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Take Shelter, EUA
Dir. Jeff Nichols

Passou batido por muitos, mas não pelos seletos integrantes do Shitchat. Uma história simples, mas profunda, bem conduzida e especialmente bem interpretada: Michael Shannon está em uma atuação hipnótica, e muitíssimo bem acompanhado pela onipresente Jessica Chastain. (Tiago Lipka)

Vou ser sincero que, como dizia o poeta Peter Henry, “me senti traído” com aquele final. Mas vamos dar um desconto pois estamos falando dos últimos segundos do filme e tudo que vem antes disso é simplesmente lindo. Michael Shannon tem uma cara de psicopata que me assusta às vezes, mas funciona que é uma beleza e Jessiquinha Chastain apenas a próxima Meryl Streep, pode anotar aí na sua cadernetinha Tilibra. (Felipe Rocha)

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A Separation, Irã
Dir. Asghar Farhadi

Dizem as más línguas que Felipe Rocha Noventa e Oito chorou quando, na votação, A Separação caiu para o segundo lugar. Mas as boas línguas sabem que quem não chorou no final deste filme fabuloso NÃO É HUMANO, como diria o grande filósofo Maurício Saldanha. (Tiago Lipka)

As más línguas estão corretíssimas, pois todos sabem que A Separação é o melhor filme do ano e infelizmente foi prejudicado por um sistema de votação elitista que favorece os ricos e norte-americanos. Mas enfim, é lindo como o Asghar Farhadi não te deixa escolher um vilão ou um mocinho e reforça constantemente o fato de que ninguém é bonzinho ou malvado. Também, assim como Procurando Elly, outro filme dele, é uma boa visão da sociedade iraniana atual e do papel da mulher nela. Mais pontos positivos: uma adolescente de filme cujos pais estão se separando e que não é irritante, um velho com Alzheimer porém safadíssimo, uma cuidadora cachorra que tortura velhos e uma professora quenga que mente no tribunal, intimida crianças e muda depoimentos. Ponto negativo: o juiz não ter dado um soco na cara de cada um 😦 (Felipe Rocha)

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Shame, Reino Unido
Dir. Steve McQueen

Foi mais ou menos uma surpresa quando vimos Shame no topo, mas se pensarmos bem, não devia. Essa segunda parceria entre Steve McQueen e Michael Fassbender trouxe algumas das cenas mais memoráveis do ano (especialmente Carey Mulligan numa versão sublime de New York, New York) em um filme difícil e complexo, mas envolvente e surpreendente como poucos. (Tiago Lipka)

Quase todos os leitores do Shitchat não valem o Bubbaloo que colam no banco do ônibus e só viram Shame por um motivo específico (eles sabem do que eu to falando). São ridículos porque isso seria ignorar toda a complexidade da história contada por Steve McQueen. E, sim, Carey Mulligan melhor pessoa (o primeiro que chamar ela de “Audrey Hepburn do Século XXI” leva um soco). (Felipe Rocha)

***

Também tiveram boa votação: Essential Killing, Polônia, Dir.  Jerzy Skolimowski (18pts); Precisamos Falar Sobre o Kevin, Reino Unido, Dir. Lynne Ramsay (18pts); O Espião que Sabia Demais, Reino Unido, Dir. Tomas Alfredson (18pts); Jovens Adultos, EUA, Dir. Jason Reitman (14pts); Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, Brasil, Dir. Beto Brant (14pts); As Vantagens de Ser Invisível, EUA, Dir. Stephen Chbosky (14pts); Argo, EUA, Dir. Ben Affleck (12pts); Perfect Sense, Reino Unido, Dir. David Mackenzie (12pts)

20 Músicas de 2012

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Como já perceberam, o mal resolveu se unir e eu resolvi abandonar o maravilhoso Chá de Beterraba, que más línguas diziam ser o melhor blog do século XXI, e vir publicar aqui no ShitChat (e caso qualquer um de vocês sejam convidados, não aceitem, pagam extremamente mal). Mas o que importa é que minha lista de melhores músicas do ano foi transferida pra esta zona deste blog, então vamos a ela:

20° Laura Mvula – She – A descoberta de Laura Mvula foi de repente e foi paixão imediata pela linda She,com uma voz única e uma letra levemente feminista e uma melodia viciante.

19° Jessie Ware – Wildest Moments – Jessie Ware é mais uma das lindas descobertas femininas feita no ano. Wildest Moments é um música sobre o relacionamento e suas dificuldades sem citar um início ou um fim, apenas sua estabilidade e uma batida de dar vício.

18° First Aid Kit – King of the World  Mais uma das inúmeras viciantes músicas do top, First Aid Kit é uma dupla sueca cujo álbum baixei na pura intuição. Surpresa boa, na melhor música do disco, ela convidou Conor Oberst (o cara que descobriu a dupla e vocalista do Bright Eyes) pra fazer uma participação e foi feita uma das músicas mais harmoniosas do ano, onde o tal King of the World pode ser qualquer um, até nós membros do shitchat.

17° Azelia Banks – Jumanji  Azealia Banks é a Lana Del Rey do rap. Criada pela internet e lançada no meio do nada, tomou uma força extraordinária e lançou um EP por semana. Conquistou com a sensacional Jumanji, com o clima selva e sample composto por elefantes que levanta a bandeira do feminismo com a  frase “Rule Bitch All Day Uptown Broadway”

16° Alicia Keys – Brand New Me  Após o pavoroso Element of Freedom, Alicia Keys voltou com Girl on Fire e o nome do álbum faz jus à fase da cantora. Novamente temos um incrível exemplo de feminismo nas alturas, e Brand New Me é ainda mais evidente que no exemplo anterior, uma música onde tudo funciona perfeitamente, linda até não poder mais.

15° M.I.A – Bad Girls  E o feminismo simplesmente não para. M.I.A, uma das maiores defensoras da causa do showbiz atual, faz sua melhor música com a extraordinária Bad Girls e com um videoclipe que você precisa ver.

14° Sharon Van Etten – Give Out  Das mais dolorosas músicas e artistas do ano, Sharon Van Etten vem pra dividir todas suas mágoas no maravilhoso Tramp. Diferente de todas as feministas acima, ela dá um passo atrás, como covardia ou apenas uma pessoa seriamente ferida? Não sabemos, só sei que essa música é linda e merece estar no top 20.

13° Jack White – Love Interruption  E, sim, temos homens nessa lista. Pra começar, Jack White, o gênio por trás de White Stripes, The Racounters e o sensacional Blunderbuss (e provavelmente mais alguma coisa que eu esqueci). “I won´t let love disrupt, corrupt, interrupt me anymore” Karen Elson, doeu em mim.

12° Santigold – The Riot´s Gone  No belíssimo The Master of My Make Believe, Santigold se sobressai ainda mais que em seu disco de estreia. chama atenção com a linda The Riot’s Gone, e nada melhor pra explicar o perdão dessa tal revolta com o refrão quase redentor.

11° Metric – The Wanderlust  Aí você pensa, Metric não tem pra onde melhorar, Emily Haines é perfeita, porém, essa gata resolve convidar Lou Reed pra cantar com ela numa das faixas de Synthetica, que por incrível que pareça consegue ser o melhor disco da banda, e ouvimos a perfeição e a sensação de liberdade que a música deixa é extraordinária, negócio de bater palma.

10° Paul McCartney – My Valentine  Que Paul McCartney é o melhor velho isso todos nós sabemos, mas depois muitos anos, esta porra de velho resolve gravar My Valentine. Eu realmente pensava que ele já tinha chegado ao seu limite de genialidade, mas não, ele não havia. My Valentine é uma canção de amor simples e por conta dessa simplicidade que ela é tão linda e POR FAVOR VEJAM O ESTE VIDEOCLIPE, VEJAM.

Bobby Womack – Please,Forgive My Heart  Já que estou falando de velhos maravilhosos, nada mais justo que Bobby Womack aparecer nessa lista. Please, Forgive My Heart é perfeita, enquanto acima alguém perdoa,aqui imploram pelo perdão e admitindo abertamente os erros, tudo numa dinâmica fora do comum para os padrões de Bobby, porém, funciona perfeitamente.

Matt Corby – Brother  E vocês aí falando que de Reality Show musical não pode sair nada bom. Matt é ex-participante do Australian Idol, e Brother é uma das mais poderosas e viciantes músicas do ano.

Alabama Shakes – On Your Way  On Your Way do Alabama Shakes é curtinha, simplezinha, mas a vontade que dá de pular loucamente e sair esbarrando em meio mundo e pouco se fodendo que a pessoa esbarrada pode dar na tua cara é inevitável, sem citar o clima de liberdade e a vontade de gritar junto com a maravilhosa Brittany Howard sempre que escuto a música.

Rufus Wainwright – Montauk  Montauk cita a morte na maior da naturalidade, com simplicidade e com uma poderosa letra sem em momento algum ser apelativa. Dinâmica e belíssima.

Solange – Losing You  Como muitos devem saber, Beyoncé é uma das minhas cantoras favoritas, mas sua irmã mais nova resolveu fazer uma música que consegue ser melhor que 95% de toda sua discografia. Losing You é viciante até não poder mais, sincera, direta e Solange finalmente consegue a visibilidade que merecia.

Miike Snow – Devil´s Work  Donos de um dos melhores discos do ano, Miike Snow chega ao auge numa das primeiras faixas. Devil´s Work é a perfeição em forma de música, mais uma das músicas onde se faz ir longe com o ritmo empolgante e a letra abrangente e que funciona em qualquer situação. Miike Snow (que tive o prazer de conhecer apenas esse ano) é a grande surpresa do ano.

Roberta Sá – Altos e Baixos  Altos e Baixos devia ser música obrigatória em todo o mundo, em todos os colégios. É o auge da crise de identidade, e por esse motivo ser uma das músicas mais significativas do ano. É impossível não se identificar com o refrão  “eu tô botando dúvida, eu tô botando defeito, não tô prestando pra nada, tô ficando obsoleto de mim, ficando absolutamente não afim” em algum momento da sua vida.

Frank Ocean – Thinkin Bout You  Mais acima citei diversas revelações do ano, mas nenhuma é tão imbatível quanto Frank Ocean, o rapper que ficou famoso por assumir a bissexualidade, e mesmo que se Thinkin Bout You fosse de uma mulher, a música não seria menos extraordinária.

Fiona Apple – Hot Knife  Após 7 anos com o maravilhoso Extraordinary Machine, Fiona Apple volta e volta com o seu melhor. The Idler Wheeler é fenomenal e Hot Knife é a melhor música do ano sem nem precisar pensar duas vezes. Numa harmonia extraordinária, Fiona canta um casal onde nasceu pra ficar junto, não importa a dificuldade do convívio, mas o casal é apenas feito um ao outro,se completam numa certa peculiaridade e um toque de violência e obssessão.

E aí estão as escolhas do Top, se acham que existe algum equívoco, o problema é seu, guarde seus problemas pra você, não sou obrigado

Os 10 melhores álbuns de 2012

Bom dia, faces. Então, música é uma coisa muito louca. Por exemplo, tem quem goste de Arcade Fire. Tem quem goste de Muse. Tem quem goste até de Lana Del Rola. E aí as listas de fim de ano vão surgindo e nós do Shitchat nos revoltamos com a ausência de certo álbum na grande maioria delas e fizemos esta lista basicamente pra poder reparar a injustiça (inclusive tal álbum é o nosso #1, obrigado). Antes, porém, se você ainda não viu a lista das 10 melhores séries de 2012, por favor não faça cerimônias. Sinta-se em casa e clique aqui. (atendendo a pedidos de nosso amado fã, a princeza “hush hush”, link abrindo em outra aba)

Agora sim. Os comentários dos álbuns foram carinhosamente feitos por Leandro Ferreira, Wallyson Soares, Marcelle Machado e Felipe Rocha e devidamente cagados e editados pelo Bozo.

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miikesnow
Destaques: “Devil’s Work” e “Archipelago”.

Em seu segundo trabalho, que quase ninguém ouviu, o Miike Snow consegue ser ainda mais bem sucedido que seu anterior, que menos gente ainda ouviu. Em Happy to You, na mesma proporção em que as músicas são agitadas, são sufocantes e com letras carregadas de amargura. Um álbum pesado que se esconde perfeitamente num clima alegre. (Leandro Ferreira)

E *BANG* na cara de quem achava que Miike Snow era um cara só. (Felipe Rocha)

monsterandmen
Destaques: “Little Talks” e “Love Love Love

Desde Damião Arroz e Lisa Hannigan um duo de vocal masculino e feminino não agradava tanto. Of Monsters & Men tem um som folk e melodias agradáveis que disfarçam a tristeza de algumas letras. Certamente é um dos shows que o Shitchat irá conferir no Lollapalooza. (Marcelle Machado)

maccabees
Destaques: “Forever I’ve Known” e “Feel to Follow

Os senhores Maccabees já tinham dois álbuns e boas referências, mas foi só com Given to the Wild que conseguiram a visibilidade merecida. Um trabalho muito mais sério e grandioso que os anteriores, o novo disco explora novos sons e entrega canções pulsantes e atmosféricas que remetem a Foals, com pitadas do experimentalismo de Sigur Rós e do rock operático de U2. Uma mesclagem perigosa que dá origem a um dos álbuns mais impressionantes do ano, com direito a canções emocionantes como “Forever I’ve Known” e “Feel to Follow” – certamente entre as melhores do repertório da banda. (Wallyson Soares)

Gozai-vos. (Felipe Rocha)

greenday
Destaques: “Oh Love“, “Let Yourself Go” e “Stay the Night

A ópera rock ficou para trás e agora a ambição do Dia Verde chega em forma de trilogia. ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré! são trabalhos bem distintos, mas todos são híbridos dos discos anteriores dos caras. ¡Uno! traz consigo a canção mais pop da banda – a cintilante e pomposa “Kill the DJ” – em meio a músicas que vão da ternura gostosa de “Sweet 16” ao punk rock tradicional de “Let Yourself Go”. É um álbum conciso que abre caminho para outros dois trabalhos tão bons quanto. (Wallyson Soares)

Esse álbum teve de tudo, desde mashup de músicas antigas (“Before the Lobotomy” + “Scattered” + “86” = “Rusty James”) a referências ao The Who e porradas estilo Dookie. Você que não gosta do Green Day pode fazer o favor de segurar no meu pênis. Obrigado. (Felipe Rocha)

metric
Destaques: “Wanderlust” e “Lost Kitten

“I’m fucked up as they say”. Um álbum que começa dessa forma está fadado ao sucesso, dizem os boatos. O Metric chega ao auge da carreira com o impecável Synthetica, que vai do início ao fim mantendo o clima depressivo de suas letras, só que sem ser escroto tipo essas bandas emo que os jovens de hoje em dia escutam. Sem pensar duas vezes merece estar no top 10 do ano. (Leandro Ferreira).

“Sem pensar duas vezes merece estar no top 10 do ano”. NA SUA OPINIÃO NÉ, GATA, AF (Felipe Rocha)

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Destaques: “Hang Loose” e “Be Mine

Após a partida de Amy, os hipsters e indies ficaram órfãos de uma voz feminina poderosa e com uma sonoridade vintage. Alabama Shakes chegou para tapar esse buraco com o álbum Boys & Girls e os vocais de Brittany Howard. Nós do Shitchat torcemos para que a banda mantenha o bom trabalho do álbum de estreia, e que os hipsters não abandonem a banda após ficar mainstream demais. E que o show do Lollapalooza seja muito bom. (Marcelle Machado)

A gente pede pra pessoa escolher duas músicas de destaque do álbum e ela deixa “Hold On”, “I Found You” e “I Ain’t the Same” de fora. Pedimos perdão aos leitores. (Felipe Rocha)

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Destaques
: “Lover of the Light” e “Hopeless Wanderer

Quem diria que o delicioso Sign No More – debut do Mumford & Filhos lançado há três anos – seria apenas o petisco para a obra-prima chamada Babel. Um épico charmosíssimo e todo trabalhado na grandiosidade (de melodias marcantes, refrões grudentos e uma orquestra afetuosa de instrumentos variados), é álbum para escutar de início ao fim sem pular faixas e repetir a dose ad infinitum. Impossível parar para escutar faixas isoladas do disco, mas certamente a bela “Lover of the Light” e a contundente “Hopeless Wanderer” são destaques. Notem também as referências, que vão de Bob Dylan a Simon & Garfunkel (com direito a cover de “The Boxer” com participação do Paul Simon). (Wallyson Soares)

Sei lá, ainda nem ouvi este álbum, mas se tem “uma orquestra afetuosa de instrumentos variados” já to achando meio gay, sei lá. (Felipe Rocha)

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Destaques
: “Yet Again” e “Speak in Rounds

O Shitchat é descolado demais para ser hipster, mas é impossível ignorar Grizzly Bear e sua combinação única de diferentes instrumentos. A banda acerta na harmonia entre guitarras e acústicos como poucas bandas conseguiram. Um disco para se ouvir diversas vezes e ainda assim encontrar algo novo. (Marcelle Machado)

Fun Fact que eu dormi com todos os álbuns do Grizzly Bear menos com esse Shields, então com certeza é um bom álbum sim. Parabéns, Grizzly Bear. (Felipe Rocha)

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Destaques: “Bad Religion” e “Thinkin’ Bout You

É raro, mas vez ou outra surge um rapper que de fato tem algo a dizer – e com Frank Oceano o som refrescante chegou de forma libertadora, em meio a declaração saindo do armário que mudou um pouco como escutar seu primeiro álbum de estúdio, Channel Orange. Não se ouve a perfeita “Bad Religion” ou a extasiante “Thinkin Bout You” da mesma maneira. A verdade é que, com ou sem declaração, Frank trouxe algo novo ao pop e ao rap em geral, com canções crocantíssimas – fugindo da inércia na qual o rap americano se encontrava. Mais do que um músico admirável, porém, Frank se revelou um letrista genial, com letras importantes que se unem às melodias deliciosas para criar um “crack rock” que não sai da sua cabeça. (Wallyson Soares)

Esquece tudo que todo mundo falou sobre todas as músicas do disco. Vai ouvir “Super Rich Kids”. De nada. (Felipe Rocha)

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Destaques: “Every Single Night” e “Hot Knife

Foram precisos sete longos anos para Fiona Maçã nos brindar com álbum inédito – e nada poderia ser mais prazerosamente idiossincrático como esse The Idler Wheel… (como só ela sabe fazer). Dos berros contagiantes em “Every Single Night” ao desfecho peculiar de “Hot Knife”, é um disco experimental vibrante. Toda faixa carregada de sentimentos efusivos e poesia desconcertante, Fiona ousa mais do que nunca e liga o foda-se para arranjos certinhos e refrões contagiantes. Ela brinca com letra e melodia, desconstruindo as regras de se compor. Alguns classificam essa nova onda de Fiona como “pop barroco”. Não é uma definição muito longe do real, mas é melhor deixar esse trabalho singular sem etiquetas. (Wallyson Soares)

Só sei que a cachorra da Fiona ainda não morreu e dava pra ela ter vindo fazer o show no Brasil tranquilo e voltado. Af. Mas sim, maravilhouso The Idler Wheel blablablablabal balbalablabalbalalbalbalshdai usldjk2rnsd. (Felipe Rocha)

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Também tiveram boa votação: ¡Tré! – Green Day (14pts), Segunda Pele – Roberta Sá (14pts), Electra Heart – Marina and the Diamonds (12pts), Coexist – The xx (12pts), What We Saw from the Cheap Seats – Regina Spektor (10pts)

As 10 melhores séries de 2012

Esqueça todas as listas de fim de ano que você leu até agora pois as mais importantes – as nossas – estão chegando. Primeiro, as dez melhores séries de TV de 2012 de acordo com os integrantes deste website, que votaram após calorosa e violenta discussão.

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 Vamos à delícia.

ImagemPouca gente vê a Puta do 23, o que é um grande erro. São tantos ensinamentos e palavras de sabedoria e pensamentos tão lifechanging vindo da deusa Chloe (e até da June, quem diria?) que consideramos a baixa audiência da Puta do 23 uma das grandes provas da falta de caráter da humanidade, juntamente com o contador de visualizações dos vídeos do Latino no Youtube e os leitores da Veja.

ImagemEm Veep, Selina Meyer, vice-presidente dos Estados Unidos, está cercada por idiotas que só fazem cagada o tempo inteiro e gasta seus dias tentando passar uma boa imagem para o público. Basicamente a mesma relação que eu tenho com o Shitchat.

ImagemPor mais que Survivor: One World tenha sido legal e tenha tido um gay racista, um velho louco e Alicia, o grande momento do reality no ano foi Survivor: Philipines, graças a Abi-Maria Gomes, a brasileira mais gratuitamente safada desde a Xuxa dos anos 80. Abi, o Shitchat te ama.

ImagemGirls foi comparada à exaustão com Sex and the City, foi chamada de racista e realmente irritou um monte de recalcado que só estava acostumado a ver mulheres magras peladas na TV. O fato é que, gostando da série ou não, todos em 2012 tiveram uma opinião sobre ela e sobre sua criadora, Lena Dunham. O Shitchat acredita que os que ficaram desconfortáveis assistindo à série são babacas, mas têm todo o direito de trocar pra novela e ver as velhas do Leblon falando sobre a Avon em vez de ver a Lena Dunham pelada acompanhar um debate relevante sobre o papel do jovem na sociedade atual.

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Não foi um ano lá muito bom pra Community, que foi ameaçada de cancelamento, perdeu o showrunner e criador, perdeu um ator (vai pela sombra, Chevy) e teve sua quarta temporada adiada pra 2013. Ainda assim, com somente 12 episódios exibidos em 2012, a série conseguiu o sexto lugar na lista graças a episódios perfumados tipo o “Pillows and Blankets” e o refrescante “Digital Estate Planning”, aquele do 8-bit com o Gus Fring.

ImagemNão dá pra dizer que Homeland foi uma unanimidade em 2012. Entretanto, mesmo (bastante) criticada em sua metade final, a coragem demonstrada pela série em seu início foi o suficiente para trazê-la até o quinto lugar da lista. Na verdade, o Shitchat coloca toda a culpa desta suposta queda de qualidade da série em apenas uma pessoa:

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Kim Bauer

Pelo lado bom, Claire. Danes. Chorando.

Imagem2012 foi o ano da consagração de Louis CK. Ídolo do Shitchat, o comediante elevou Louie a condição de obra-prima nesta terceira temporada, que teve desde esta cena de sexo meio estupro com Melissa Leo até um arco de três episódios do Louie tentando ser o substituto do Letterman. As experiências da personagem da temporada foram bem resumidas por Antonio Salieri em um dos episódios.

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Peitos, sangue, monstro da fumaça, zumbi, Arya, álcool, uns dragões, essa vadia, Cersei, o episódio do Blackwater, Ana Bolena e morte de criancinhas. Quer mais? <3333 Humilhações do King Joffrey <3333: um tapa, um remix de tapasmerda na cara… ah, um facepalm de bônus.

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Tinha tudo pra dar errado: uma temporada final dividida pela metade, sem Gus Fring, com Walter White vilãozinho e fazendo cosplay de Saul “The Bear” Berenson em flashforwards e a probabilidade de poucos cafés da manhã para Waltinho Jr. Mesmo assim, Breaking Bad ESTOUROU A BOCA DO BALÃO com oito episódios deliciosos que terminaram com um literal *CATAPLOFT*

ImagemMelhor que Breaking Bad mesmo, só esta coisa linda de Deus (escrita pelo demônio?) chamada Mad Men. Não só a série conseguiu manter o mesmo nível da borbulhante quarta temporada como ainda tocou Beatles. Teve a apimentada cena usada pelo Shitchat como inspiração para a expressão “fazer a Peggy” no cinema. E teve a Sally chocadíssima ao descobrir o que é um boquete. E a gente percebendo que a cidade é igual ao Shitchat.

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Também tiveram boa votação: Boardwalk Empire (15pts), Sherlock (14pts), 30 Rock (12pts), Last Resort (12pts), Parks and Recreation (12pts), Justified (12pts), Happy Endings (10pts), Cougar Town (10pts)