Os 20 Melhores Filmes de 2013

Segue anexo o Top 20 (sim, 20 mesmo, foda-se) de filmes lançados no Brasil no ano 2013. No geral, o Blog considera que está uma lista satisfatória, apesar de umas posições meio erradas. Se você discorda de alguma coisa, fique sabendo que o Blog ele está pronto para ouvir suas reclamações. Mentira. O Blog está cagando. Taí a lista:

20. Os Suspeitos

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Do mesmo diretor de Incêndios (filme favorito de Chá de Beterraba, vulgo Leandro Ferreira), Os Suspeitos é um suspense adulto e surpreendente. Não porque é cheio de reviravoltas (embora elas estejam lá), mas principalmente pelo roteiro bem construído. Hugh Jackman tem sido o destaque na maioria dos textos, porém perdão – o filme é de Jake Gyllenhaal, que certamente está de parabey. (Tiago Lipka)

19. Depois de Lúcia

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Depois de Lúcia do diretor Michel Franco (o Haneke do México kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) é uma puta porrada no teu estômago. A gatinha se muda com seu pai e resolve dar a prexeca e filmar e quando os coleguinhas do colégio descobrem é aquele inferno. Humilhada de todas e das piores formas possíveis, testemunhamos tal jornada degradante de Alejandra até o seu desfecho, que pra alguns soa inverossímil e outros acham justos e sincero. A verdade é que é um filme pra levar no cuore e ver só uma vez porque tem que ter cu. (Leandro Ferreira)

18. Capitão Philips

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De primeira pode até dar preguiça: um navio americano é sequestrado por piratas da Somália e Tom Hanks precisa salvar a tripulação e o navio e zzzzzzz. Justo você pensar isso. Pena que esse é um filme do Paul Greengrass, então mais fácil a Carla Perez aparecer salvando criancinhas e passarinhos no sertão baiano do que acontecer algo zzzzzzzzz. Greengrass faz diversos paralelos entre o Capitão Richard Phillips e o piratinha-líder, transformando o que seria aquela descrição preguiçosa que mencionei em um treco grandioso. Fora isso, o ato final é do caralho OMG!!! (Felipe Rocha)

17. Amor Bandido

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Só por ser um filme no qual a Reese Witherspoon não está irritante e a gente não passa o tempo inteiro querendo que a personagem dela morra, Amor Bandido já merece palmas. O filme, no entanto, mistura elementos de suspense, drama, romance, daddy issues e, alavancado pela performance do Matthew McConaughey (esse é o mesmo maluco que fez Amistad e Como Perder um Homem em 10 Dias? Pois não creio), Amor Bandido é o filme que coloca de vez o nome do Jeff Nichols na listinha de diretores obrigatórios. E agora a Record vai ter que trocar o nome da sua próxima novela pra não parecer cópia, né? (Felipe Rocha)

16. Sete Psicopatas e um Shih Tzu

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É engraçado que um filme que só existe por causa da influência de Pulp Fiction seja exatamente o que se espera de um filme do Tarantino e desde o próprio Pulp Fiction o cara não consegue entregar. Metalinguístico, desenvolvimento de personagens, não-linearidade da narrativa, diálogos inteligentes e – principalmente – ritmo decente são as principais características de Sete Psicopatas. O Shih Tzu eu não sei o que faz no título. (Felipe Rocha)

15. Tabu

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Foi na segunda parte de Tabu que o filme me conquistou de verdade. Não havia nenhum diálogo. Apenas o narrador, os demais sons e a música, se unindo para contar a história do casal, que consegue se resumir perfeitamente em “Be My Baby” e a tragédia acaba virando um troço  realmente lindo. (Rafael Moreira)

14. A Caça

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(Leia aqui a crítica)

“Fofoca é uma coisa muito feia”, disse a tia Carmen da primeira série quando pegou você espalhando pra turma inteira que a Renatinha dormia na casa do cachorro porque a cama dela foi levada pela enchente. Pois A Caça, do Vintemborga, é o que tia Carmen devia ter te mostrado pra tu pensar que as merdas que você fala têm consequências. E o mais importante sobre o filme é que o Vint não se limita a seguir somente o Mads Mikkelsen, acusado injustamente de pedofilia por uma criança desgraçada. À nós é possível acompanhar a difícil ~jornada pela qual passam também os pais da menina, a família do Mads e, quando você percebe, você também tá mais arrasada com os acontecimentos do que quando o Trakinas anunciou que ia mudar a fórmula e enfiar farinha integral nela 😦 (Felipe Rocha)

13. Além das Montanhas

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(Leia aqui a crítica)

Além das Montanhas foi uma filha da puta escrota que acabou comigo mais do que qualquer comentário sobre meu estado emocional ou aparência. Só aos poucos você vai sacando porque é tão forte a relação das duas, porque nenhuma consegue abandonar a vida atual e nem abandonar uma à outra depois de se reencontrarem. E o final… porra, o final 😥 (Rafael Moreira)

12. Killer Joe – Assassino de Aluguel

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(Leia aqui a crítica)

Gracinha de filme. Um thriller cuja burrice dos envolvidos é fundamental para a trama – afinal ela é proporcional a falta de caráter, excesso de tesão e ambição de todos ali. Matthew McConaughey FINALMENTE diz a que veio nesse mundo, enquanto William Friedkin segue firme depois do renascimento com o também excelente Bug. (Tiago Lipka)

11. Dentro da Casa

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(Leia aqui a crítica)

Dentro da Casa trata de um assunto delicado mas com humor sutil nos diálogos, deixando o clima menos pesado. O aluno que começa a escrever redações sobre a família do colega de classe a partir de suas visitas à casa passa a ser interesse do professor que incentiva-o: é o início de uma relação de troca simbiótica entre os dois, que se desenvolve por todo o filme. A estrutura narrativa utilizada por François Ozon garante que o espectador vai ficar parado na frente da tela até o filme acabar, mesmo que precise desesperadamente sair para mijar.

10. Antes da Meia-Noite

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Saindo totalmente do óbvio, Richard Linklater aqui faz uma desconstrução do que havíamos visto nos filmes anteriores e nos entrega uma pequena obra-prima extremamente agridoce: ao mesmo tempo em que nós estamos felizes ao rever o casal, nos sentimos desconfortáveis ao vislumbrar o futuro totalmente diferente do que imaginávamos. Em Antes da Meia-Noite reside uma beleza que raramente vemos em outros casais do cinema: a possibilidade de um amor superar o desgaste emocional sem perder o encanto. (Ralzinho Carvalho)

9. Upstream Color

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Shane Carruth deixou meio mundo confuso com Primer. Quase dez anos depois, a gente tá começando a entender aquele filme, ele lançou um novo que é bem mais fácil de entender, mas que ao mesmo tempo é infinitamente mais complexo em sua temática. Mas ~entender não é o importante. Em comum com um certo David Lynch, Carruth tem o dom de criar verdadeiras experiências. (Tiago Lipka)

8. Amor

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(Leia aqui a crítica)

Conhecido pelos seus filmes de temáticas pesadas e sempre explorando as relações humanas, Michael Haneke dessa vez nos joga a uma realidade retratada da forma mais dura, pessimista e extremamente honesta acerca da velhice. Amor começa como numa espécie de continuação: o ponto de partida é exatamente o fim, o pós final feliz. O filme às vezes soa como uma antítese do próprio título – não que em nenhum momento seja mostrado ódio –, mas é difícil assistir o filme sem uma sensação amarga diante de uma situação tão perturbadora. Seu maior trunfo, porém, é não precisar de nenhuma declaração apaixonada e cenas melosas para mostrar o sentimento daqueles personagens no momento mais difícil de suas vidas.
(Ralzinho Carvalho)

7. A Hora Mais Escura

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(Leia aqui a crítica)

Fato: Kathryn Bigelow tem mais colhões do que todos os homens desse blog juntos. E isso reflete em todas as escolhas feitas para A Hora mais Escura. Desde a escolha da atriz, a perfumadíssima Jessica Chastain (uma mulher liderando a caça ao terrorista mais procurado do mundo, agradecemos às lutas feministas que nos livraram de ver a cara do Tom Cruise ou outro random qualquer), passando por elementos como direção e roteiro, que seriam um episódio de Scandal nas mãos erradas. Entretanto, Bigelow e o roteirista Mark Boal entregam-nos esta obra-prima. Fora isso, a parte técnica e o clímax são irretocáveis, a cena final é devastadora e há boatos que eu tô chorando até agora. (Ralzinho Carvalho)

6. Heróis de Ressaca

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Edgar Wright, Simon Pegg e Nick Frost finalmente fecham a trilogia Cornetto – que começou em Todo Mundo Quase Morto e continuou com Chumbo Grosso – e, de quebra, fazem o melhor dos três. O que não é pouco. The World’s End (o Blog se recusa a escrever o título brasileiro de novo) é uma obra-prima da comédia e vale fazer um destaque: o mundo costuma esquecer das atuações em comédia, o que é uma besteira, como prova aqui Simon Pegg – que merecia ser indicado em toda e qualquer premiação pelo seu trabalho absolutamente perfeito. (Tiago Lipka)

5. O Lugar Onde Tudo Termina

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(Leia aqui a crítica)

Para alguns, passou batido, para outros, foi fonte pra virar hater. Ainda vai ser lembrado como o grande injustiçado de 2013. Filme de narrativa ousada e surpreendente, e trazendo nada mais nada menos que Ryan Gosling, Eva Mendes e Bradley Cooper em seus melhores trabalhos. (Tiago Lipka)

4. O Som ao Redor

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(Leia aqui a crítica)

O filme nacional que mais repercutiu lá fora (e que mais repercutiu o Blog) é um retrato de uma classe média presa pelos seus medos, preconceitos, tradições culturais e segregação de classes. O Som ao Redor pode até parecer uma caricatura nos primeiros minutos, até se revelar uma cópia fiel de uma sociedade onde a maior preocupação é a sua Veja fora do plástico (melhor quote). A cena da reunião de condomínio é uma das sacadas mais acertadas por Kleber Mendonça Filho.

3. O Mestre

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(Leia aqui a crítica)

O departamento de marketing otário vendeu como ~filme sobre cientologia~. Não deu certo, e também não era verdade. O Mestre é um estudo de personagens, e sobre a relação mestre-seguidor – porque uns precisam serem seguidos, e outros precisam seguir alguém, e até que ponto isso pode ser um treco meio doente. Phillip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix fizeram o casal mais fofo do ano. (Tiago Lipka)

2. Gravidade

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Não é só que Gravidade é visualmente uma das melhores coisas feitas no cinema desde, sei lá, sempre. Mais do que isso, é um filme sobre pessoas. No caso, pessoa. No caso, a Sandra Bullock. É uma metáfora atrás da outra e se você perde tempo ~analisando a verossimilhança do negócio~, pode deixar passar. E isso é um crime.

OBS.: referências a “2001 – Uma Odisseia no Espaço” aparecendo mais que Mulher-fruta perto de ~repórter~ do Ego. (Felipe Rocha)

1. Azul é a Cor Mais Quente

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Vocês lembram da Maratona Caney aqui no blog, né? Não? Af. Enfim. Foi ali que conheci o trabalho de Abdellatif Kechiche com seu Venus Negra. Azul é a Cor Mais Quente consegue ser ainda mais pesado por ser tão verdadeiro com você; e aqueles que dizem que as cenas extensas de sexo são manipulativas estão tão enganados ou inventando defeitos. Mano, impossível não se ver em alguma hora da sua vida em pelo menos uma das cenas entre Adèle e Emma. A atração, a entrega, a convivência, a insegurança, a separação, o reencontro e a despedida em cenas que te dão um chute na cara, mas que você se levanta, com dificuldade, ou pelo menos tenta e segue em frente. (Rafael Moreira)

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QUASE entraram nesse top 20:

  • Ferrugem e Osso
  • É o Fim
  • Elena
  • Evil Dead – A Morte do Demônio
  • Reality – A Grande Ilusão

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E toma aí as listas dos 20 (ou 25, ou 19, depende de qual você clicar) filmes favoritos do ano de cada um dos cornos daqui. Brigada.
Alexandre | Felipe | Leandro Chá | Rafael | Ralzinho | Tiago

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OBS: O Blog está ciente de que Upstream Color não estreou no Brasil em 2013 e, portanto, seria inelegível. Todavia, foi levado em consideração o fato de que Primer, filme anterior do Shane Carruth, é de 2004 (DOIS. MIL. E. QUATRO.) e até hoje não chegou aqui, então abrimos uma exceção pois vai tomar no cu essa porra.

Jules e Jim – Uma Mulher para Dois

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(Jules et Jim, Dir. François Truffaut – 1962)

OLAAAAAAAAAAAAAAAAR DOCE CASAL QUE DIANTE DA CONSTRUÇÃO LINDA DO SEU AMOR, CERTAMENTE ESTARÁ PENSANDO QUE ESTE FILME É SAFADEZA E INSPIRAÇÃO PRA COLOCAR MAIS UM PERSONAGEM NA RELAÇÃO PRA APIMENTAR, NEAH? *joga o megafone fora*

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Calma, mulher, sem polêmicas. É quase isso, mas com um toque de glamour típico da Novelle Vague. Truffaut quer ser ousado, quer ser polêmico, quer causar. E faz isso ao produzir um filme que aborda amizade e as peripécias de um triângulo amoroso.

Em Jules e Jim o diretor narra a história de dois amigos inseparáveis, Jules e Jim (claro). O primeiro é gentil, quieto, tímido e romântico; o segundo, extrovertido e adora uma mulher. Em suas andanças pela cidade francesa, eles conhecem Catherine, uma garota que – a princípio – se apresentava com certo ar de pedância, mas com o tempo ela continua pedante só que loka.

#SimSouDoida rs

#SimSouDoida rs

Essa característica da Catherine é o que atiça o fogo no piru dos dois amigos. Jules se apaixona de cara e já avisa Jim sobre sua paixão pela moça. Entretanto, isto não impede o segundo de se apaixonar pela moussa, o que cria um elo entre os dois e forma, então, uma relação de amor e amizade entre o trio.

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Truffaut aborda este tema de uma maneira entre um leve toque cômico e o drama voltado aos sentimentos. Jules se apaixona pela garota e, consequentemente, casam-se. Jim mantém o seu amor por Catherine mas, em consideração pelo amigo, guarda consigo este sentimento. Já Catherine possui uma profunda maneira de ver a vida de forma livre e se vê, ao mesmo tempo, à vontade com Jim e entediada com o pensamento machista de Jules. Truffaut consegue desenvolver uma criatividade no filme ao inserir a voz off em respeito ao fato de este ser um trabalho baseado num romance biográfico de Henri-Pierre Roché, o qual retrata lembranças de sua juventude.

Jeanne Moreau é maravilhoooooooooooooorrrsa ao interpretar Catherine, tomando para si todas as atenções do filme com essa personagem diva/mulher/sedutora/amada/samba na cara das francesas/destruidora de corações *aqueles gifs biográficos*. A sua passagem pelo trabalho do Truffaut leva a sua personagem a ser uma das mais importantes das era da Novelle Vague e se torna inspiração para construção de outras personagens femininas posteriormente.

af, quero aprontar. Já sei!

af, quero aprontar. Já sei!

E como com vocês qualquer coisa é nooooooooossa, certamente vão dizer “ai, muita safadeza esse negócio de triângulo amoroso”. Com toda a sua ousadia, Jules e Jim é um filme que samba no recalque da moral e bons costumes da época, onde o tradicionalismo preserva o amor vestido com a opressão machista e a mulher como serva fiel e máquina de gerar filhos. Jules, Jim e Catherine foram a criação de Truffaut para celebrar a vida, a amizade e o amor e se tornaram um dos trios mais cativantes e lembrados na história do cinema.

O filme é ardente, brutal é gozai-vos!  Risos.

NOTA ALEXANDRE ALVES: 10

Felipe Rocha: 10
Tiago Lipka: 10
Rafael Moreira: 10
Marcelle Machado: 9,5

MÉDIA CLAIRE DANES: 9,9: Adorando a ideia de algo a três (#hojetemdeburca)

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Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

vlcsnap-2013-06-30-21h10m15s85(Annie Hall, Dir. Woody Allen – 1977)

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa parece ser uma desculpa de Woody Allen para ter uma DR com Diane Keaton e amaciar um pouco seu ego. Considerando que o filme é baseado no relacionamento do diretor com a atriz protagonista do filme, cujo nome é a junção do apelido e do sobrenome verdadeiro de Keaton, aparentemente Allen fez um filme para evitar alguns anos de terapia. Não sei se o diretor superou sua fixação por Diane Keaton, mas pelo menos um bom filme ele fez, a ponto de ser lembrado como ShitClássico da vez.

O filme é sobre o começo, desenvolvimento e fim do relacionamento entre Annie Hall e Alvy Singer. As cenas são apenas diálogos entre, principalmente, os personagens de Woddy Allen e Diane Keaton e nada mais, resultando num retrato eficiente não apenas da relação, mas dos personagens. De cara, o espectador é apresentado a Alvy e seus grandes medos. Fica evidente suas neuroses e, se não há identificação por ele não ter as mesmas preocupações que um ~cara comum~, pelo menos há empatia, pois as motivações do personagem estão claras. Além do mais, como não se identificar com um cara que acabou de levar um fora? Sim, o filme começa deixando claro que os protagonistas não ficam juntos no final, algo que certamente foi inspiração para uns 500 filmes aí.

perdão pela falta de sutileza

perdão pela falta de sutileza

Após apresentar Alvy, a trama volta para quando o personagem de Allen encontra-se com Annie. Apenas pelas roupas fica evidente que Annie não é uma ~mulher comum~, mas em momento algum o filme apresenta a personagem de Keaton como um floco de inverno único e original, nem como uma personagem rasa. Annie é tratada de forma honesta pelo roteiro, sem idealizações. O sucesso da personagem foi enorme a ponto de mais filmes focados em personagens femininas fossem lançados nos anos seguintes, bem como ter influenciado no guarda-roupa e vocabulário de várias mulheres.

Além da ótima caracterização dos personagens, a forma não-linear em retratar a trama se mostrou um grande acerto, pois não é utilizada de forma gratuita e nem tenta ser o grande marco do filme. A influência de diretores clássicos do cinema europeu é evidente, mas a utilização em Annie Hall certamente inspirou as mentes com lembranças de diversos roteiristas

cade a minha sutileza??

cade a minha sutileza??

Annie Hall mereceria todos os elogios apenas pelos fatores já mencionados, mas Woody Allen ainda tira da manga truques como a inserção de animação no meio do filme, e em certa cena, ele apresenta o pensamento dos personagens, mostrando suas inseguranças ao se conhecerem. Porém, uma das idéias mais interessantes é a quebra da quarta parede, com Alvy interagindo com o espectador, com figurantes em cena, e o roteiro se aproveita disso não só para evidenciar traços da personalidade de Alvy como para criticar a sociedade americana, como na famosa cena da fila para assistir um filme.

spotted: bergnamzim

spotted: bergmamzim

Além de ser um filme de personagens, Annie Hall é um filme sobre filmes e cultura em geral. Os personagens leem, vão para o cinema, assistem televisão e conversam entre si sobre suas experiências culturais, um reflexo de como esses elementos culturais influenciam as vidas de todos – não é à toa que a animação inserida é Branca de Neve e os Sete Anões. E sem assumir ares pedantes, saber da opinião dos personagens sobre livros e filmes cria camadas a eles. Fica claro a obsessão de Alvy com a morte e a inclinação feminista de Annie.

Allen também acerta em como retrata Nova York e Los Angeles, utilizando tons azulados e cinzas para retratar NY, enquanto usa cores vibrantes quando os personagens estão em LA. É dessa forma que Allen convence o espectador que o lugar de Alvy é em Nova Iorque, talvez por retratar a cidade de forma tão caótica quanto o protagonista; e que o lugar de Annie é em Los Angeles, deixando claro que o que separou os dois foram diferenças tão grandes quanto a distância entre as cidades.

Allen tem a habilidade de usar toda essa mistura de elementos e fazer de Annie Hall um filme coerente, sem que nenhum dos artifícios utilizados desvirtue o foco do filme: o retrato da sociedade americana culturalizada, tomando como base o relacionamento entre os protagonistas. Annie Hall foi um filme inovador, para o público geral da época, provando que é possível desenvolver temáticas com profundidade em uma trama tão simples quanto o dia a dia de um casal do começo até antes do amanhecer do término.

não, sutileza não é meu forte.

não, sutileza não é meu forte

NOTA MARCELLE MACHADO: 10

Alexandre Alves: 10
Dierli Santos: 10
Felipe Rocha: 9
Leandro Ferreira: 9
Fael Moreira: 10
Tiago Lipka: 10
Wallyson Soares: 9

Média Claire Danes do ShitCat: 9,625 claire de burca

Adeus, Minha Rainha

adeusminharainha1(La adieux à la Reine, Dir: Benoît Jacquot – 2012)

Lá no início do ano passado, quando saiu a seleção do Festival de Berlim, fiquei animado com Adeus, Minha Rainha, pois eram Lea Seydoux, Diane Kruger e Virginie Ledoyen num clima meio bate xota e isso é coisa pra animar qualquer um. Porém, Adeus, Minha Rainha é um grande af.

Mas o filme é assim: Luís XVI anda fazendo umas merda lá com a galera da França e com isso sua digníssima esposa Maria Antonieta perde toda a popularidade. Ninguém aguentava mais ela com seu all stare ouvindo seus Strokes, Phoenix e Bow Wow (COPPOLA VIAJA GENTE AHSUIAHISUAIHSUIAHSAI) e resolveram dizer “foda-se vamos por pra baixo essa bastilha” e assim, a cabeça de Toninha foi pedida. Falei isso tudo mas esqueci de dizer sobre o que o filme é na verdade, o relacionamento de Mariazinha com sua leitora oficial Madame Laborde, é o plot principal do filme, mas não parece.

to aqui cara

to aqui cara

A falta de foco do filme é um problema, fica tentando atirar pra todos os lados, mas não consegue acertar ninguém. Tem a relação da Rainha com Laborde, a da Rainha com Duquesa de Polignac, tem os fatos ocorridos durante a tal Queda da Bastilha e tem o Paolo que eu não sei o que caralhos ele faz nesse filme. Inclusive, a desconstrução de personagens é algo também prejudicial para o andamento do filme. Começamos achando que Laborde era uma mulher com um comportamento um tanto dúbio, só que na verdade era só era uma troxona que fazia tudo pela sua Rainha. O mesmo acontece com Paolo, em sua primeira cena é de se imaginar que o personagem tem um papel importante dentro da história do filme, mas não, ele tá ali só pra ser deixado de pau duro num quartinho.

meiga e abusada

meiga e abusada

Mas o filme não é completa desgraça. A fotografia caprichadíssima capta perfeitamente bem as locações deslumbrantes. O clima de tensão criado pelo diretor pode ser considerado impecável, e com a ajuda da trilha sonora, tudo se torna melhor, como por exemplo, a cena em que Toto (Maria Antonieta pros íntimos) se encontra com Gabrielle de Polignac, é o tudo o que há de melhor no filme, o conjunto (e a reação das pessoas em ver o carinho que a Rainha Fancha tem com a Duquesa gostosinha).

julgando as lesbiquisse

julgando as lesbiquisse

O filme tem um elenco muito bom, mas infelizmente parte dele é usado de forma inadequada. Xavier Beauvois faz ponta e isso eu não admito, Noémie Lvovsky parece que tá fazendo um favor pra um brother e isso também é inadmissível, Virginie Ledoyen serve apenas pra ser gostosa, e nisso ela funciona muito bem, mas, sei lá, ao menos se esforçar pra atuar. E aí que tem as duas protagonistas. Como sabemos, pra Lea Seydoux, missão dada é missão cumprida e ela não dá ponto sem nó, mesmo o personagem sendo sem graça, a gata tira o leite de pedra e entrega uma atuação bastante competente. Diane Kruger pode ser considerada uma das coadjuvantes mais interessantes do ano, a atuação podia muito bem cair no overacting, mas em momento nenhum deixa acontecer, a firmeza e a fragilidade que a atriz deposita em sua personagem é exata, e, definitivamente, Diane Kruger não é só um rostinho bonito.

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brigadã

Adeus, Minha Rainha é daqueles filme que você vê uma cena e aí você pensa ~eita nós,agora vai~ mas infelizmente ele nunca vai, terminando de forma duvidosa e definitivamente insatisfatória.

NOTA LEANDRO FERREIRA: 4,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT : Claire corre pois se dá conta que não é errado ser gay.anigif_enhanced-buzz-4829-1366223251-11

Cinzas e Sangue

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(Cendres et Sang, 2009 – Dir. Fanny Ardant)

Um homem e três crianças estão à beira mar, curtindo – digamos – uma tarde, empinando pipa e etc, e, de repente, ele é surpreendido por um carro que o persegue. Amedrontado, pede para que as crianças fujam (seriam seus filhos?), mas são cercados por alguns caras. O cara é alvejado, morto em seguida. As crianças presenciam a morte daquele que seria o pai, e o vermelho forte do sangue entra em contraste com a tonalidade cinza da cena. Esta imagem, que dá forma física ao título do filme, é a ponta solta pra desenrolar a história (ao menos era essa a proposta).

Longe do que é esperado, não é a história dessas crianças, que ao presenciar a morte do pai crescem com sede de vingança, e se tornam jovens arquitetores da morte dos assassinos a grande temática do filme. Cinzas e Sangue é a inauguração de Fanny Ardant como diretora, e inclusive parou no Festival de Cannes de 2009.

“NOOOOOSSA, MAIS UM FILME SOBRE VINGANÇA, NOOOOOOOSSA ESSE POVO GOSTA DE UM FILME DE VENDETTA NOOORRRSSAA…” É um filme sobre vingança? Sim, mas esta é  incorporada na história de vida das famílias tradicionais que o filme, com o decorrer de seu desenvolvimento, apresenta. Narra a história do que restou da família de Valdo após seu assassinato: a viúva Judith, e os seus filhos, atualmente jovens. Para poupar os filhos da sua própria família e da tradição da mesma, Judith se muda com seus filhos para bem longe da corja. Tudo estava numa boa, até que eles são convidados para o casamento de seu sobrinho. Depois de muito “Não vou, não vou, ai não vou”, ela diz:

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VAMOORRRSS

A ida deles para o país natal faz com que os filhos de Judith conheçam suas raízes, assim como os segredos que as famílias escondem. E a presença deles despertam aquelas picuinhas típicas de famílias poderousas e rivais. Ao chegarem, são recepcionados pela estação por um de seus parentes, que recusa o beijo de cumprimento da Judith; no meio da estrada, os filhos da viúva, junto com o tio que acabara de conhecer, tem contato com membros de uma família rival; ao chegarem à mansão são friamente recebidos pela avó… af, um povo muito sem amor no cuore.

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Retire o que disse, sua lambisgoia!

O que se torna presente no filme é a justificativa da festa de casamento para despertar algumas mágoas e intrigas que cercam três famílias, assim como a proteção de uma mãe que não dá certo. Entretanto, o que era para ser um filme bem estruturado dentro do tema, e o que parecia ser diferente de outras produções sobre a mesma temática pois, pior que ser morto por vingança é conviver em torno daqueles que são declarados seus inimigos e estão à espreita esperando por um pouquinho assim pra atacar. Porém, a diretora peca em muito ao não dominar o roteiro e fazer do mesmo um novelão, muitas vezes sem sentido. O filme possui grandes qualidades no que se refere à estética (locações e fotografias awesomes!), mas no que se trata dos segredos revelados, que eram pra ser importantes, e alem disso, os personagens são tão mal explorados, que parecia estar assistindo a qualquer novela de época da G… do SBT.

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Larguei as dorgas, agora sou uma Stark rs

Fanny Ardant estréia como diretora produzindo este filme e, como todo pequeno gafanhoto, tem muito caminho para #trilhar. Quero falar mais não.

NOTA ALEXANDRE ALVES: 5,0

Média Claire Danes: … Hum, ta.

claire

Rede de Intrigas

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“I’m as mad as hell, and I’m not going to take this anymore”

(Network, Dir. Sidney Lumet – 1976)

Este é o mantra que leva o Shitclássico da vez pra frente. Rede de Intrigas funciona assim: temos Howard Beale, âncora durante muitos anos no telejornal mais importante do canal UBS. Após seu programa começar a perder audiência, a morte recente da esposa, o uso excessivo de álcool por consequência disso e, como a ponta do iceberg nessa maré do demônio, a UBS resolve demití-lo. Quem lhe dá a notícia é Max Schumacher, seu melhor amigo. Mas aí o Beale começa a literalmente enlouquecer, sendo o primeiro sinal disso seu anúncio de suicídio no ar. Em seguida, o homem resolve profetizar sobre o mundo e, aproveitando o atual estado deplorável do âncora, dois produtores, Diane Christensen e Frank Hackett, resolvem demitir apenas Max, que é contrário ao ar sensacionalista que o programa assume e permanecer com Beale na grade.

tô loca!

tô loca!

Rede de Intrigas é um dos melhores filmes de todos os tempos por N motivos. O primeiro deles é o casamento Sidney Lumet e Paddy Chayefsky, que será comentado melhor depois. O tom profético do filme é absurdo (não é à toa que Howard se torna uma espécie de Messias): o filme prevê o dano que o jornalismo sensacionalista poderia causar às pessoas ao redor e infelizmente nos faz pensar que muitos assistiram ao filme e fizeram escola, da forma errada, claro. Há um cuidado do roteiro em citar e referenciar assuntos tão atuais, como, por exemplo, a cena em que Howard anuncia que irá se matar. Ela é uma referência ao real suicídio da âncora Christine Chubbuck (inclusive nessa cena é interessante ver o tamanho do descaso dos próprios diretores com Howard). O filme também se baseia no caso de Patricia Hearst, atriz e socialite da época que foi sequestrada pela Symbionese Liberation Army (aqui citada como Ecumenical Liberation Army). Curiosamente, a atriz que faz Mary Ann Gifford é Kathy Cronkite, filha de Walter Cronkite, que é citado por Beale e Schumacher com saudosismo na primeira cena do filme, sem contar Lauren Hobbs se parecendo mais com Angela Davis que a própria Angela Davis e diversos outros acertos no roteiro que nos faz crer que

comigo ninguém pode bee

comigo ninguém pode bee

O texto do filme é extraordinário. O cinismo de Diane é tão acentuado que chega a ser incômodo. A dureza nas palavras de Howard e a serenidade necessária de Max Schumacher são impressionantes e nos fazem duvidar se isso saiu de alguma pessoa normal, gente como a gente, sabe? Outro acerto do roteiro é nunca colocar Diane e Howard interagindo. Ele é o maior dos interesses dela, porém ela sequer se importa com a saúde mental dele ou com qualquer outra coisa que não seja o crescimento da audiência. Max é o único que parece se importar com Howard durante todo o filme e a cena inicial, que mostra uma conversa descontraída de Howard e Max, prevê todo o caos que viria no futuro, com Max contando uma história de suicídio (no caso, o dele). No entanto, o grande acerto do filme é a atemporalidade. As coisas proféticas ditas por Howard realmente eram proféticas, como, por exemplo, a tão famosa cena.

Se eu não soubesse que esta porra de texto era de 37 anos atrás, poderia achar que isso é de sei lá, ontem. A cena é o estopim em todo o filme, é o ápice da loucura de Howard e mostra o quanto a mídia sensacionalista e de pouco cuidado com apuração pode ser perigosa tanto pra quem assiste como pra quem faz, exibe e incentiva tal prática.

Que Sidneyzinho Lumet é um gênio, isso todo mundo sabe. Mas em Rede de Intrigas ele eleva isso em níveis ainda mais altos, como a já citada cena do maior surto de Howard Beale, na qual ele usa o completo silêncio pra evidenciar a atuação impressionante de Peter Finch, que torna toda a atmosfera da cena um tanto incômoda.Também temos a cena da conversa entre Max e sua esposa Louise e a cena da conversa de Max e Diane perto do final do filme (“I gave up comparing genitals back in the schoolyard <3333333333). Além disso, temos aquela que pode ser considerada a mais importante cena de todo o filme: a franca conversa entre Howard e Arthur Jensen, o presidente da UBS. A atmosfera da cena é sobrenatural, beirando ao assustador, a fotografia e a decisão de filmar a figura espantadora de Arthur de longe são geniais. Até que chegamos no momento crucial de todo o cinismo da indústria.

Arthur Jensen: You just might be right, Mr. Beale.

E isso aqui se chama

crocância

crocância

As atuações são de arrepiar, começando pela vencedora do Oscar, Beatrice Straight, que com apenas 5 minutos dá a atuação de sua carreira, mostrando sua Louise claramente cansada do descaso do marido com o seu longo casamento. As cameos chamam a atenção e a melhor de Rede de Intrigas é Ned Beatty. É assustador o quão compreensivo o personagem parece ser em seus primeiros momentos e quão nocivo e cruel ele pode ser em questão de minutos. Robert Duvall é um coadjuvante de luxo, muito luxo. Peter Finch é facilmente o mais impactante, papel que também o deu Oscar (póstumo). Suas cenas são impressionantes e é incrível como Finch consegue driblar o overacting que poderia ter sido encaixado sem soar estranho. E ai que chegamos a William Holden. Ele tá ali, onipresente, poucos prestam atenção nele, mas ele tá ali e é assim no estilo come quieto. Holden tem uma das melhores atuações do filme, a mais contida, que usa a firmeza necessária pra mostrar que alguém naquele lugar precisava de um pouco de sanidade. E, enfim, chegamos a Faye Dunaway.

SAI NA CAPOEIRA/PERIGOSA/MACUMBEIRA

SAI NA CAPOEIRA/PERIGOSA/MACUMBEIRA

Faye é um show à parte, o cinismo e a ambição da personagem é extraordinário, à margem do ofensivo. Dunaway encarna Diane como se ela fizesse tudo aquilo todo os dias da vida dela. É interessante prestar atenção que Diane não consegue parar de falar de trabalho até em seus momentos mais íntimos e Faye é uma metralhadora de palavras e comentários degradantes. A figura mais nociva de todo o filme, uma das melhores atuações da atriz e um dos Oscar mais bem recebidos de todos os tempos, Faye dá uma pequena aulinha de como se fazer gostoso.

Rede de Intrigas é perfeito tanto pra cinema com o intuito de descontrair quanto para cinema com o intuito de protesto, mostrando o quão podre e manipulativo pode ser aquele que devia lhe informar e o como é cruel usar a figura claramente prejudicada mentalmente apenas para ganhos individuais.

NOTA LEANDRO FERREIRA: DEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEZZZZZZZZZZZZRGH!

Alexandre Alves: 10
Felipe Rocha: 10
Marcelle Machado: 10
Rafael Morenga: 10
Tiago Lipka: 10

MÉDIA CLAIRE DANES : 10 e ela tá correndo assim pois está procurando uma janela mais próxima

claire de burca

Além da Escuridão – Star Trek

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(Star Trek Into Darkness, 2013 – Dir. J.J. Abrams)

Ele começou como roteirista e produtor nos anos 90, se destacando inicialmente ao criar a série Felicity. Depois de um tempo, revolucionou a TV com a série Lost, além de ter ressucitado as franquias Missão: Impossível, Star Trek e, em breve, Star Wars, além de participar de filmes elogiados e de grande sucesso de público, como Cloverfield – Monstro e Super 8, tendo sido indicado a 22 prêmios e vencido sete.

Senhoras e senhores, um homem que dispensa apresentações…

Doh’

J.J. Abrams fazendo... EITA

J.J. Abrams fazendo… EITA

Lançado em 2009, o Star Trek de Abrams foi uma volta perfeita da franquia, obedecendo ao humor, visual e tom político da série ao mesmo tempo em que renovava com enorme sucesso a sua tripulação, arrancando performances sensacionais principalmente de Zachary Quinto, Chris Pine e Karl Urban.

Mas se naquele filme sobrava cores, flares e otimismo (apesar de ser um grande filme), Além da Escuridão: Star Trek é mais sombrio, complexo e tenso – e quase consegue ser superior ao antecessor não fosse por bobagens que só podem ser explicadas pois Abrams resolveu chamar um velho amigo pra roteirizar.

Damon Lindelof e... NOSSA, MAS SÓ DÁ SAFADA?

Damon Lindelof e… NOSSA, MAS SÓ DÁ SAFADA?

Sim, Damon Lindelof, autor do final genial (cof, cof) de Lost, Prometheus (coooooooooooof cof cof) e Cowboys vs. Alienígenas (cataploft). Inserindo personagens sem a menor função na trama, como a de Alice Eve, que rendeu até um pedido de desculpas, afinal só serviu pra mostrar o (baita) corpo de Alice Eve, que atravessa a trama sendo um ~mistério~, que quando finalmente parece ter algo a fazer na trama……… enfim.

kkkk cena mais gratuita <3

kkkk cena mais gratuita ❤

Sorte que Roberto Orci e Alex Kurtzman (que escreveram o anterior) estavam juntos aqui.

Dito isso: relaxem porque o filme é sensacional. Abrams tem um senso espetacular de como conduzir um filme de ação sem deixá-lo insípido, e boa parte da graça está em como a diversão e a adrenalina estão sempre atreladas a discussões políticas interessantes – e considerando como as conversas envolvendo ataques “preventivos” e o uso de drones pela atual administração americana estão em voga, o filme não poderia ter estreado em momento melhor.

estamos mais sérias

estamos mais sérias

Um tal John Harrison, agente da ~Federação~, resolve se voltar contra a instituição através de vários atentados terroristas. Depois de um violento ataque contra os principais capitães da frota, Kirk recebe a missão de ir atrás dele, que se escondeu no único lugar que eles não tem autorização de visitar: o território klingon. Dividido entre o desejo de vingança e a racionalidade de Spock, que enxerga a perseguição com pessimismo (algo reforçado pelas estranhas exigências da Federação de enviarem um tipo específico de míssies), a Enterprise vai (de novo) até onde nenhum homem jamais esteve.

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Não há muito mais do que falar sobre o trio principal: se Chris Pine faz um Kirk divertido e surpreende em momentos mais dramáticos, Zachary Quinto e Karl Urban seguem parecendo sósias assustadores dos personagens originais – e a química entre os três é fundamental para boa parte do sucesso do filme. E se Bruce Greenwood e Peter Weller conferem seriedade a seus papéis, Simon Pegg se equilibra melhor aqui, sendo mais do que apenas um alívio cômico.

Mas, o que todos já devem saber, o filme é de Benedict Cumberbatch. Dono de uma presença em cena impressionante, além de uma voz extremamente marcante, o ator já surge em cena de forma icônica, e rouba para si o filme toda vez que aparece. Aliás, como a maioria das pessoas lembram dele apenas por Sherlock, será interessante ver a reação ao seu trabalho, já que ao mesmo tempo em que sua figura é fortíssima, como na série, sua interpretação é completamente diferente (e recomendo que todos assistam a Terceira Estrela, um minúsculo filme britânico com outra grande atuação do ator).

Obrigada

Obrigada

Contando com um clímax impressionante não só em ritmo, mas principalmente em escala, Além da Escuridão – Star Trek é mais um capítulo excelente de uma franquia que ao contrário da grande rival, ficou melhor ainda ao ser ressuscitada.

E não é nada a toa que a tal grande rival já foi atrás de J.J. Abrams.

NOTA TIAGO LIPKA: 9

Média Claire Danes do Shitchat:

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Elas Trek ou Wars, Claire. Às vezes Craft e raramente Dust. 😦