Depois da Terra

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(After Earth, 2013 – Dir. M. Night Shyamalan)

Antes de tudo a boa notícia: Depois da Terra é o melhor filme de Shyamalan nos últimos oito anos.

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Mas pare e pense com o seu coraçãozinho: mesmo que o Shitchat esteja levemente decepcionado por Shyamalan não ter continuado a fazer um filme pior que o outro… tinha como ficar pior que O Último Mestre do Ar?

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Na verdade, tinha tudo pra ficar pior: Depois da Terra é uma ego trip de Will Smith e seu filho, disfarçado de um filme consciente pelo mal que os humanos fazem ao planeta. Mas a verdade inconveniente aqui é que Shyamalan há tempos desaprendeu a como contar uma história de forma coerente, e não precisa de nem 10 minutos aqui pra mostrar isso.

Sem brincadeira: o filme começa com um flash forward aleatório de uma situação de perigo (quando chegamos ao tal momento mais a frente na trama, percebemos que foi das situações menos tensas do filme), passa para um flashback que revela o que aconteceu com o planeta Terra (babaquice, ja que ficaria facilmente entendido no subtexto), apresenta o personagem do Will Smith de uma forma que… enfim, mais sobre isso depois, aí o de Jaden Smith que kkkkk… tá, calma.

respira fundo

respira fundo

A Terra ficou inabitável (zzz) os humanos acharam um novo lar (zzzzzz). Nesse novo lar, criaturas chamadas Ursas começaram a perseguir os humanos. As Ursas são cegas, mas detectam os humanos por feromônios, o ~cheiro do medo~ (kkkkkk, digo zzzzzzzz) e Will Smith é o cara que aprende a não ter mais medo e derrotar as Ursas.

vilões

vilões

Aí uns anos depois de derrotar as Ursas e estrelar uma sitcom, o Will Smith tem o filho Jaden tentando entrar para os rangers, mas o moleque é burro e fica reprovando direto. Ele acaba viajando com o pai pro espaço e, num acidente com meteoritos ou sei lá o que, eles acabam sendo os únicos sobreviventes na queda em um planeta misterioso (consultar nome do filme), junto com uma Ursa (kkkkk). Mas a Ursa foi parar na parte de trás da nave, junto com um troço que eles precisam, e o Will tá com a perna ferrada, aí o Jaden tem que ir sozinho, mas o Will fica vendo tudo, como se estivesse jogando Doom. Ah, e a Terra virou um lugar perigoso, em que todos os animais selvagens querem comer humanos.

Tudo isso, uma desculpa enorme para: Jaden Smith fazer umas cenas de ação e Will Smith passar 90% do filme sentado. Tá aí um cara que sabe ganhar dinheiro.

RECEBIDA

RECEBIDA

Há o discurso de ~aprender a superar o medo~, mas a mensagem vem embalada de forma meio torpe e o monólogo de Will Smith sobre o assunto no meio da história é claramente um discurso baseado na cientologia. Considerando que os roteiristas Shyamalan e Gary Whitta (de O Livro de Eli, outra maravilhaarrgh) trabalham com simbolismos cristãos, prepare-se para uma salada bizarra.

Shyamalan, aliás, tem o seu ~estilo~. mas como provou em seu filme anterior, ele definitivamente não serve para blockbusters. A cena do acidente da nave mostra de forma clara como o diretor simplesmente é incapaz de lidar de forma interessante com um visual mais complexo. Além disso, ele é sabotado por uma montagem desastrosa, que além de manter o ritmo do filme arrastado, cria pequenas elipses com efeitos cômicos: minha favorita é quando num plano Will Smith diz que vai dormir e, menos de um segundo depois, o diretor corta para outro plano em que ele já está dormindo.

fedelho do caralho

fedelho do caralho

Se o filme tem alguma qualidade, é a fotografia de Peter Suschitzky, parceiro habitual de David Cronenberg, mas ao mesmo tempo em que o visual do filme é interessante, especialmente também a direção de arte, os figurinos não convencem. São… ridículos e alguns efeitos especiais são extremamente infelizes (se você riu dos macacos do último Indiana Jones, espere pra ver os desse aqui).

Mas chegamos ao que é realmente crocante em Depois da Terra: Jaden Smith em uma das atuações mais patéticas da história do cinema. Acreditem, não estou exagerando. O guri, que está passando por uma fase… aquela em que algumas coisas crescem, e a voz começa a dar uma mudada… além de não conseguir disfarçar isso (ainda bem – toda vez que tem uma cena dramática fica hilário), ainda consegue superar – com folga – a desgraça que foi aquela participação em O Dia em que a Terra Parou. Já Will Smith que desde os elogios por A Procura da Felicidade não deu uma dentro (errando até no que seria teoricamente fácil, Homens de Preto 3) atinge um novo nível de escrotice ao retratar a ausência de medo no seu personagem através de uma cara amarrada e um beicinho que deixaria Reneé Zellwegger orgulhosa.

kkkkkkkkk

kkkkkkkkk

Além disso, Will Smith nunca exagerou tanto no seu complexo de Messias, já exibido em Eu Sou a Lenda, Eu, Robô (quando conseguiu estragar um filme de Alex Proyas) e Sete Vidas. Mas exagera tanto, mas tanto que seu personagem não tenta ser apenas um deus ex machina, e sim… Deus sem o ex machina. Referências visuais para isso, não faltam. Tanto que boa parte do filme parece um clipe do Creed (quem já viu um clipe deles, entendeu). E pra encerrar com chave de bosta, o roteiro ainda inclui aquelas piadinhas ixpértas e marotas que a família Smith tanto adora.

Mas o ego de Shyamalan também aparece com auto referências deliciosas: Will Smith no já mencionado monólogo diz que venceu o medo quando estava na água – elemento sempre citado em seus filmes, e que parece fazer referência a Corpo Fechado aqui; quando Jaden chega perto de um vulcão ele sai de… um milharal… Sinais; e, meu favorito, Jaden correndo enquanto seu pai grita que ninguém está perseguindo ele: Fim dos Tempos s2.

MAS É MUITO AUTORAL ESSA GATA

MAS É MUITO AUTORAL ESSA GATA

E pra encerrar, só posso dizer que sai do cinema só admirando essa família pelo seu dom nos negócios – e com “dom” quero dizer, como sabem explorar bem seus filhos. E vale dizer que fazer isso, na minha opinião, é ridículo.

NOTA TIAGO LIPKA: 1

Felipe Rocha: 0

Média Claire Danes do Shitchat: 0,5 – CALMA CLAIRE, ACABOU MARATONA

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O Último Mestre do Ar

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(The Last Airbender, Dir. M. Night Shyamalan – 2010)

Eu assistia o desenho maneiro do Avatar na TV Globinho no tempo que não tinha aquele programa da Fátima Bernardes e pensava que seria massa ter uma trilogia daquilo no cinema. Então falaram que a adaptação ia finalmente sair e comemorei por cinco segundos enquanto o link que eu abri carregava.

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Nunca imaginei na vida que M. Night Shyamalan dirigiria uma adaptação de um cartoon e imediatamente me arrependi de desejar uma trilogia nos cinemas. Manojo tava vindo daquela bosta de Fim dos Tempos que prometia ser um terror foda, mas no final foi mais uma cagada do cara.

Avatar é um cartoon atemporal da Nickelodeon. Tinha uma galera que dominava os elementos (água, terra, fogo e ar), traduzido no filme como Mestres e no desenho como Dobradores. Só uma pessoa no mundo todo dominava todos ao mesmo tempo e esse era chamado de Avatar, que, quando morria, reencarnava em outra pessoa. O mundo vive uma guerra iniciada pela Nação do Fogo e o Avatar, sumido por 100 anos, é encontrado por dois irmãos congelado num iceberg.

kkkkkk

kkkkkk

Se o Manojo não estivesse por trás do roteiro também podia até sair algo menos ruim ali. Porque se tem uma coisa que enche o saco é aquele roteiro (e a direção e as atuações e o conjunto). Shy transformou a Nação do Fogo na Índia. Tinha um recurso “Marcellus Wallace que mostra o rosto só num momento chave” no desenho que deixava fixado naquilo e o Senhor do Fogo dava medo nos caras tudo. No filme isso é destruído e o Senhor do Fogo é um banana; o verdadeiro vilão do filme, na verdade, é o chefe do Peter Parker de Homem-aranha 2.

detidaa

detidaa

O Último Mestre do Ar está entupido de explicações desnecessárias e os diálogos são horrorosos <3. É mais ou menos tudo assim:

Int. – Mesa de Bar – Noite
PRÍNCIPE BANIDO PELO PAI COM HISTÓRIA TRISTE:
Ei, garoto aleatório, vem aqui falar minha história pra quem tá vendo o filme sentir pena de mim.

(Corte para)

Int. – Lugar Sagrado – Noite
Tio do príncipe banido pelo pai com história triste cria fogo do nada

SOLDADO 1:
Ele criou fogo do nada!

Isso não é uma ou duas vezes, é o tempo inteiro. Ou seja, é uma tortura assistir o filme e deve ser pior para quem nunca viu o cartoon. Engraçado é que no final ele deixa um gancho para um segundo filme e aquilo é terrível. Nem acabar direito o filme consegue.

kkkkkk

kkkkkk

A deficiência das atuações também não ajuda. Todos acomodados, ativaram o foda-se, talvez cientes de que se meteram numa cilada, Bino. Nada, absolutamente nada, se salva. Sinceramente não dá pra sacar por que um diretor tão promissor tenha entregado ultimamente seguidos fracassos que ele chama de filme. Foi do Oscar ao Framboesa. Senhora Shyamalan, para de dizer que os últimos filmes do seu filho são bons. Faz ele parar. Obrigada.

NOTA RAFAEL MOREIRA: ZERO

Alexandre Alves: 0
Felipe Rocha: 0
Tiago Lipka: 0
Wallysson Soares: 5 (kkkkk)

Média Claire Danes do Shitchat: 1 – Vencedora porque aguentou o filme até o finalclair aliviaaada

Fim dos Tempos

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(The Happening, Dir. M. Night Shyamalan – 2008)

Não existe atualmente no cinema um diretor em tamanha queda livre quanto M. Night. Shyamalan. A equação é simples: em cada filme que ele dirige, atua e roteiriza  parece ser pior que o seu antecessor (embora eu considere A Vila o seu melhor filme, mil perdões) e Fim dos Tempos é a prova em que ele precisa urgentemente se reinventar. Ou abandonar a carreira mesmo.

E não é difícil elencar todos os erros do filme. Parece que Shymalária tenta se superar em sua mediocridade e falha miseravelmente em todos os aspectos possíveis. Ao iniciar o filme com uma cena em que mostra pessoas numa manhã aparentemente normal no Central Park cometendo suicídio de repente, ele até sugere que estamos diante de algo que pode ser bom, mas a embalagem é bonita demais para o conteúdo e estamos, na verdade, prestes a ver torturantes 90 minutos.

#medo do que vem por aí

#medo do que vem por aí

Evocando o cenário apocalíptico já utilizado anteriormente em Sinais, Shyzão parece ter esquecido como é que se faz o negócio e a partir desse prólogo com os suicídios em massa começa o desastre total que vemos a seguir. Atrelado ao suspense de como essa onda de suicídios surgiu, acompanhamos Mark Wahlberg como um professor de ciências casado com a personagem da Zooey Deschanel, que diante do fim iminente parece mais preocupada em esconder as ligações de um certo Joey. E não é um total espanto deparar com atuações tão ruins e risíveis quanto a dos dois em um filme como esse, embora seja triste vê-los em papeis tão insossos e desinteressantes. Além dos dois, acompanhamos por um breve momento o personagem do John Leguizamo, que também tem cenas tão constrangedoras quanto os outros personagens, principalmente a que ele tenta acalmar uma garota no carro dando uma equação para ela resolver.

E eu nem culpo plenamente o roteiro do filme porque a única coisa que o Shyamalan fazia de bom parece ter se esgotado aqui. Se mesmo em filmes que eu não considero bons, como Corpo Fechado e Sinais, era visível que a direção se sobrepunha ao roteiro inconsistente, aqui isso não acontece. A câmera é preguiçosa, o texto é risível e tudo resulta em uma trama que em nenhum momento nos remete a cena inicial até promissora: a cada momento as coisas vão se tornando cada vez mais constrangedoras e as situações beirando ao ridículo.

AHHH VEM GENTE, VEM GENTE  /xuxa

AHHH VEM GENTE, VEM GENTE /xuxa

Com a possibilidade de migrar para um local onde a tal onda de suicídios – até então com a explicação de que possivelmente seria terrorismo – não chegaram ainda, os personagens vão caminhando a esmo para algum lugar seguro, mas é aí que em uma determinada cena o personagem do Mark vai juntando uma informação já dita anteriormente por um personagem aleatório (“Eu sei o que está causando isso. são as plantas”) com o que ele observa – o filme se passa basicamente numa zona rural no meio do nada – é que damos conta que o estrago já está feito. Não que a ideia seja um erro completo, até que a possibilidade da natureza se voltar contra os humanos é algo que reflete e assusta, mas a execução é um horror. A partir daí vamos ver as mais variadas situações, desde personagens correndo do vento em meio a milharais passando pela maravilhosíssima cena do Mark falando com uma planta. De plástico.

não fica nervosa com esse filme horroroso não, tá????

não fica nervosa com esse filme horroroso não, tá????

E na tentativa de amenizar o estrago ele nos brinda com uma sequência numa casa modelo no meio do nada que eu de coração espero que tenha sido uma referência a ❤ Arrested Development <3.

fugindo das planta

fugindo das planta

E nem adianta pensar que o fim vai ser satisfatório e que irá compensar tudo. Porque nem para causar mistério o filme serve: tudo é explicado, ou melhor, jogado na nossa cara muito cedo, não causa nenhuma tensão, você não sente empatia pelos personagens, não torce pelo seu destino e no final das contas você apenas quer que as plantas destruam a porra toda para você não ter que aguentar mais tanta bizarrice sem propósito. Se a tentativa do Shyamalan era nos contar uma parábola sobre a extinção humana e atrelar isso a uma moral do tipo “um dia a mãe natureza se voltará contra nós e nada poderemos fazer”, ele falhou. E muito. Como vem falhado já há uns bons anos.

NOTA RALZINHO CARVALHO: Zeríssimo

Alexandre Alves: 0
Felipe Rocha: 0
Rafael Moreira: 0
Tiago Lipka: 0
Wallysson Soares: 6 (wtf)

Média Claire Danes do Shithat: 1

respirando fundo pra terminar de assistir essa bomba

respirando fundo pra terminar de assistir essa bomba

A Dama na Água

LWC-0438r_v3(Lady in the Water, Dir. M. Night Shyamalan – 2006)

A Dama na Água. Que alegria. O que falar sobre este filme que conhecemos há tão pouco tempo, porém já consideramos pakas? Este filme que desde sua tosca aberturinha em animação abriu a porta de nossos corações e se trancou lá dentro? Este filme que foi capaz de revolucionar o cinema ao nos apresentar criaturas mais maravilhosas que qualquer Star Wars/Lord of the Rings jamais conseguiu, como os edificantes SCRUNTS?

quase um Pokémon da 28ª geração de tão tosco <3

quase um Pokémon da 28ª geração de tão tosco ❤

Do início: uma ninfeta (irmã de Rebel Alley) aparece na piscina de um condomínio habitado por uma diversidade de pessoas tão grande que parecia mais propaganda eleitoral ou a escola de Glee. Aí o Paul Giamatti vai investigar e descobre que ela vem de outro mundo e tem que voltar e é uma rainha ou um caralho desses aí sem sentido. E resolve ajudar ela porque… vish, também não sei. Aí ele faz umas pesquisas sobre o mundo sobrenatural com a Wikipedia do condomínio: uma oriental vaquíssima que curte umas bizarrice, tipo velho que finge ser criança (imagine Paul Giamatti de fralda – tente tirar essa imagem da cabeça agora), que é traduzida por sua filha – uma mulher dessas que chupa Bubbaloo com a boca aberta em novela da Globo. BTW, o Giamatti é gago e eu só conseguia pensar em uma coisinha:

A ideia do filme (eu acho) é levar para adultos uma historinha dessas que se conta pras crianças pra botar medo nas putas e evitar que elas enfiem o dedo na tomada ou aceitem 7Belos de estranhos. Mas é meio complicado (pra adultos e crianças) levar a sério, por exemplo, o Paul Giamatti descobrindo uma caverna embaixo da piscina e entrando nela através de um ralinho 15×15 e kibando o Sonic em fase da água pra respirar.

sonicAlso, eu preciso perguntar: que essas pessoas têm na cabeça pra dizer sim pra uma palhaçada dessas? Tipo, é compreensível que o Arlo de 24 Horas antes de ter sido o Arlo de 24 Horas parasse e pensasse “nossa, talvez se eu aceitar ser o Drogado #2 num filme do Shyacu eu consiga virar o Arlo de 24 Horas”. Mas o que será leva um Paul Giamatti ou um Jeffrey Wright a concordar com isso? E Bryce Dallas Howard, que mesmo não sendo lá grandes coisa, disse sim pro Shyamalan. Duas vezes. Seguidas.

será que comeste merda, minha filha?

será que comeste merda, minha filha?

Eu ia citar muitas outras babaquices do filme, mas percebi que só ia terminar de escrever quando Shyamale estivesse recebendo seu Razzie pela adaptação cinematográfica da novela Amor Eterno Amor. Então vou focar em apenas uma dela: as personagens. Ainda assim, vou me restringir um pouco e deixar de fora as figurantes das festas na casa da Ugly Betty, o pentelho de Heroes sendo quase a Sybill Trelawney ao brincar de LER O FUTURO EM CAIXAS DE CEREAL e o Freddy Rodríguez punheteiro.

"sou destro né"

“sou destro né”

Shyamala é uma gata traiçoeira. Putíssima com as opiniões dos críticos sobre seus filmes anteriores (especialmente A Vala), ele colocou Bob Balabanian pra ser justamente um crítico de cinema tosco, mal educado, arrogante e presunçoso. A sutileza utilizada pra matar o pobre Bob é algo que me impressiona até hoje. A outra babaquice é… ELE PRÓPRIO. Ele (que sempre dá um jeito de atuar em seus filmes porque sim) se dá um personagem que é um escritor – ATENÇÃO – ~~cujas palavras aparentemente sem muita importância são geniais e influenciarão presidentes e mudarão o mundo~. Humilde.

"eu posso né querida, sou du piru"

(•_•)
<) )
/ \  “eu posso né querida, sou du piru igual Spilba”

Lembra da felicidade que foi quando o final de A Dama na Água foi se aproximando e você ia pensando “caraia, mais uns minutinhos e estarei livre dessa merda pra sempre!!!”. Então, é assim que estou me sentindo agora com esse texto. Obrigada e adeus.

NOTA FELIPE ROCHA: 0

Alexandre Alves: 0
Tiago Lipka: 1
Wallyson Soares: 7 (ah, vá cagar né, maluco)

Média Claire Danes do Shitchat: 2

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Sinais

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(Signs, 2002. Dir. M. Night Shyamalan)

Náite Xaimalan é um homem sem limites. Ele não para com o seu plano maligno de destruir a sua mente e sua força de vontade de assistir a um filme dele. E, além disso, ele possui a capacidade de lhe fazer assistir a seu filme todo pelo simples fato de falar mal, e com razão. E isso vai se prolongando ao longo de seu trabalho. Talvez por isso ele seja esse cara com um famoso temperamento arrogante como todo mundo diz.

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Sentindo cheiro das inimigas.

Bom, mas a intenção não é falar sobre Chia-malan, mas sobre mais um de seus filmes e vamos falar sobre Sinais. Produzido em 2002, este filme vem tratar de assuntos que atrairia a atenção de uma certa dupla tão conhecida.

Em Sinais temos  Mel Gibson e Joaquin Phoenix no elenco. Mel Gibson faz o papel do personagem Graham, um reverendo que abandona essa função, por perder a sua esposa, vítima de um acidente de carro onde acabou morrendo. Vive com seus filhos, a menina Bo, interpretada pela Abigail Breslin… A Pequena Miss Sunshine, minha gente, que sofre de TOC (não consegue beber água sem sentir gosto ruim ou encontrar coisas na mesma), Morgan (interpretado por um dos irmãos do aloprado Macaulay Culkin), um menino que possui uma fria relação com o pai após a morte da sua mãe, e seu irmão demente Merrill (este é o papel dado ao Joaquin). Ambos vivem numa fazenda, e é lá onde os principais eventos ocorrem.

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Logo no início Graham é acordado com os gritos de Bo e Morgan, vindos da plantação de milho do reverendo. Ao encontrá-los, Morgan revela ao seu pai o porquê de estarem ali, apontando para o que poderia ser, segundo o garoto, uma ação divina. Imaginando ser alguma ação das inimigas, e com a ajuda da polícia, o reverendo passa a investigar o que ocorreu com a sua propriedade, e Merrill tem um plano maravilhoso pra espantar “alguém” que estava no telhado. Entretanto, os mesmos sinais não aconteciam apenas na fazenda mas em outras partes do mundo. Logo, eles descobriram que não se tratava de uma ação humana, mas que algo bem mais misterioso estava acontecendo.

AF ESSA PORRA DA TIM QUE NÃO PEGA!!!!11!1

AF ESSA PORRA DA TIM QUE NÃO PEGA!!!!11!1

A onda de eventos alucinógenos, digo… Estranhos nada mais é que uma invasão alienígena pensada, sonhada e viajada pela mente rica do Shyamalan, que cria este universo para construir personagens que vivem na mesma casa, mas que se encontram isolados após a morte de alguém. O filme peca tanto na atuação (exceto Mel Gibson) e na desconexão de diálogos, como por exemplo no momento em que Graham pede à policial para que pare de lhe chamar de padre, ela pergunta o por quê e ele responde “Eu não ouço os meus filhos”

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HEIN?!

Entretanto, há pontos positivos pra este filme, como os elementos de suspense na medida em que a invasão se aproxima; a maneira em que a câmera é trabalhada durante as filmagens para pegar a amplitude da fazenda, o semblante inexpressivo dos personagens e a sensação de claustrofobia quando todos se refugiam no porão tendo ali um dos acertos do filme, pois Sinais não se trata apenas da presença de seres extraterrestres na Terra, mas da reaproximação de uma família que se encontrava destruída na sua essência após a morte da mulher e mãe, morta por um otário que adivinha quem foooi?

Por fim, Sinais é um filme que foi um alarde no ano em que fora lançado, o assunto ETS estava no auge e, talvez por isso, tenha sido a razão para ter se tornado um sucesso de bilheteria na época (não encontro outra explicação). Também é um filme que passando por uma peneira você consegue perceber coisa boa.

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Se Sinais aponta pequenos milagres na vida das pessoas dentro de eventos incomuns, este foi um dos poucos no trabalho do Shay.

NOTA ALEXANDRE ALVES: 5,0

Dierli M.: 7,0
Felipe Rocha: 2,0
Marcelle Machado: 8,0
Tiago Lipka: 7,5
Wallysson Soares: 8,0

MEDIA CLAIRE DANES: 6,25

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O Sexto Sentido

6thsense(The Sixth Sense, 1999, Dir. M. Night Shyamalan)

O Sexto Sentido é aquele filme lá de 1999 que alguns acham que é o debut de M.Night Shyamalan, porém não é. Aparece lá o irmão do Mark Whalberg loucaço na casa do John McClane e da Adele DeWitt. Na cena seguinte, temos John McClane observando o Haley Joel Osment (não tenho outro personagem pra me fazer referencia, perdão), que vê gente morta. Haley, filho da Toni Collete, recebe ajuda num tipo de sessão de terapia constante com John McClane.

Esse filme não é spoiler pra ninguém, então vou poupar a imagem do nosso maravilhoso Andre Braugher. Mas fique avisado que continuar lendo é decisão todinha sua ok, amigo leitor? Quando revisto, esse filme é ainda melhor que na primeira vez. É impressionante como M.Night Shyamalan deixa tudo muito vago em sua primeira cena pra nos preservar do BANG do final, sendo que me senti muito otário por ter me deixado enganar por algo tão óbvio.

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Mas uma coisa positivíssima da direção do M.Naite Chaiamalan é a sua facilidade de criar tensão. Algumas cenas são de te fazer cagar pra saber o que acontece depois. Detalhe: o mesmo dom que ele tem de te fazer tomar um susto gostoso, tem de te fazer chorar, especificamente em duas cenas perto do fim. Outro pró é a precisão em conduzir cenas, particularmente a que Toni Collete entra na cozinha e todas as portas e gavetas estão abertas. Já o clímax é apenas sensacional.

A esperteza do roteiro chega a dar nojo ao lembrar que saiu da mesma cabeça do roteirista de Fim dos Tempos. Não há furos, é tudo redondinho, nos conformes. John McClane vê seu paciente antigo se matar e através de seu novo paciente, tenta salvar ambos. Temos a depressão de Adele DeWitt, que não consegue superar a morte de seu marido; temos Toni Collete, a personagem mais ~humana~ de todo filme, tentando provar que é uma boa mãe (pra todos e pra si) e que se esforça pra acreditar que seu filho não está mentindo; e a habilidade do roteiro em entregar todas essas histórias sem deixar nada insatisfatório ou fora de tom é incrível. E eu me pergunto, o que aconteceu, M.Night Shyamalan?

eu era sexy, mas resolvi ser vulgar

eu era sexy, mas resolvi ser vulgar

A cameo de Greg Wood é de muito respeito (e mais uma cena em que M.Night Shyamalan se mostra um puta diretor). Já Bruce Willis tem a melhor atuação de sua carreira, até mesmo porque pra nos fazer acreditar que ele tá vivo, mas na verdade tá morto (hã) é de se respeitar. Toni Collete é de cair o cu da bunda. Durante todo filme me perguntava “tá, ela é boa, mas porque indicação ao Oscar?”, aí chega a cena do carro e não entendo porque assisti ao filme seis vezes e justo na sétima eu chorei feito uma cachorra. E pra terminar, temos aquele que foi a sensação naquele ano, Haley Joel Osment. É absurdo, a criança é a própria tensão, consegue carregar um personagem difícil. A cena do I See Dead People é apenas o ápice da carreira (sic) do ator.  Temos também Trevor Morgan, que no filme tenta a vida como ator e

to tentano ainda gent

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O Sexto Sentido é a prova definitiva de que odeio muito M. Night Shyamalan, pois não dá pra compreender como um diretor tão promissor, que mostra tanta malemolência (eu só queria usar essa palavra, perdão gente) ao dirigir e ao roteirizar ter feito merdas tão catastróficas como algumas que vocês verão seguidamente aqui neste blogue.

OBS: Faltou mencionar John McClane só mais uma vez pra linkar todos os Duros de Matar aqui, então agora já foi. Obrigada.

NOTA LEANDRO FERREIRA: 10

Alexandre Alves: 10
Dierli Santos: 9,0
Felipe Rocha: 9,0
Marcelle Machado: 9.5
Tiago Lipka: 10
Wallysson Soares: 9,5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 9,5 Claire correndo dos fantasma claire de burca

Olhos Abertos

wide2(Wide Awake, 1998, Dir. M. Night Shyamalan)

Quando fui assistir a Olhos Abertos pela primeira vez, já tinha visto todos os filmes que Shyamula fez depois, ou seja, já odiava até a prima da amiga da empregada dele. Então, sim, foi uma surpresa filha da puta quando estava chegando no final do longa e eu não sentia vontade de me jogar de um precipício to make the pain go away. Aí veio a última cena. E Shyamela cagou tudo. E o balanço do mundo foi reestabelecido.

Mas vamos começar do início. Olhos Abertos é um filme de 1998, mas foi filmado em 1995 e ficou um caraião de tempo pra ser lançado por motivos de sei lá, não quis pesquisar. É sobre uma criança que até não é tão pentelha (Joseph Cross, o doente de Correndo com Tesouras) e que resolve procurar Deus pra perguntar se o avô dele recém-presunto está sendo bem cuidado no paraíso ou porra assim.

Sempre um cara que aposta em twists, a da vez é que Shyamala mostra – wait for it – SENSIBILIDADE e conduz a parada de um jeito – wait for it – LEVE e – wait for it – ENGRAÇADO. Não acredito que tô escrevendo essas coisas do amiguinho M. Nighty.

hehe

hehe

Mas, claro, como estamos falando de Shalamonga, merdas acontecem. Então vamos a elas. Pra começar, é uma porra de uma criança de 10 anos demonstrando sabedoria e conhecimento EM UMA JORNADA ESPIRITUAL. Mas, ta. Algumas pessoas (para minha surpresa, eu entre elas) podem estar dispostas a ignorar isso.

Outra coisa que pode deixar a galera ~irritadiça~ é o sentimentalismo. Shyamenga abusa de sua própria capacidade de fazer o público inclinar a cabeça e dizer ‘awnn’ – capacidade que já não é assim uma coisa da qual ele possa se vangloriar. Se bem que ele não pode se vangloriar de muitas capacidades, então sei lá.

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Até aí, porém, eu, do fundo do meu coração, estava disposto a perdoar o filme e encerrá-lo com uma triunfante nota 8 antes de partir para o episódio de The Voice da semana, no qual com certeza latinas que gritam seriam louvadas por Shakira como Deus é louvado por velhas católicas, e randoms horrorosos seriam arrastados mais uma semana pelo cantor sodomita Usher. Mas aí veio a cena final. Spoilers ahead.

Porque, assim, até ali tínhamos um filme sobre uma criança procurando Deus, mas não necessariamente tínhamos algo de sobrenatural ou porras assim. Sem fornecer respostas mastigadinhas, Shyamunga se saía bem mostrando apenas a visão de uma criança em relação ao mundo em que ela vive. Aí aparece a porra de um anjo e diz ‘teu avô tá tranquilo lá vendo reprises de Married With Children’. Af.

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af

Mas não foram somente coisas ruins que aprendi com este filme. Por exemplo, descobri que a decepção com este final me fez perceber que o clipe da Katy Perry continua sendo o melhor Wide Awake da história (não vi).

e precisa ver pra saber que kkkkkkkkkkk s2 <3?????

e precisa ver pra saber que kkkkkkkkkkk s2 <3?????

OBS: Claro que o melhor Wide Awake é na verdade este, mas consideramos sacrilégio zoar coisas feitas por Deus Pai Todo-Poderoso.

NOTA FELIPE ROCHA: 6

Tiago Lipka: 7,0
Wallyson Soarey: 5,0

Média Claire Danes do Schitchat: 6,0