A Dama na Água

LWC-0438r_v3(Lady in the Water, Dir. M. Night Shyamalan – 2006)

A Dama na Água. Que alegria. O que falar sobre este filme que conhecemos há tão pouco tempo, porém já consideramos pakas? Este filme que desde sua tosca aberturinha em animação abriu a porta de nossos corações e se trancou lá dentro? Este filme que foi capaz de revolucionar o cinema ao nos apresentar criaturas mais maravilhosas que qualquer Star Wars/Lord of the Rings jamais conseguiu, como os edificantes SCRUNTS?

quase um Pokémon da 28ª geração de tão tosco <3

quase um Pokémon da 28ª geração de tão tosco ❤

Do início: uma ninfeta (irmã de Rebel Alley) aparece na piscina de um condomínio habitado por uma diversidade de pessoas tão grande que parecia mais propaganda eleitoral ou a escola de Glee. Aí o Paul Giamatti vai investigar e descobre que ela vem de outro mundo e tem que voltar e é uma rainha ou um caralho desses aí sem sentido. E resolve ajudar ela porque… vish, também não sei. Aí ele faz umas pesquisas sobre o mundo sobrenatural com a Wikipedia do condomínio: uma oriental vaquíssima que curte umas bizarrice, tipo velho que finge ser criança (imagine Paul Giamatti de fralda – tente tirar essa imagem da cabeça agora), que é traduzida por sua filha – uma mulher dessas que chupa Bubbaloo com a boca aberta em novela da Globo. BTW, o Giamatti é gago e eu só conseguia pensar em uma coisinha:

A ideia do filme (eu acho) é levar para adultos uma historinha dessas que se conta pras crianças pra botar medo nas putas e evitar que elas enfiem o dedo na tomada ou aceitem 7Belos de estranhos. Mas é meio complicado (pra adultos e crianças) levar a sério, por exemplo, o Paul Giamatti descobrindo uma caverna embaixo da piscina e entrando nela através de um ralinho 15×15 e kibando o Sonic em fase da água pra respirar.

sonicAlso, eu preciso perguntar: que essas pessoas têm na cabeça pra dizer sim pra uma palhaçada dessas? Tipo, é compreensível que o Arlo de 24 Horas antes de ter sido o Arlo de 24 Horas parasse e pensasse “nossa, talvez se eu aceitar ser o Drogado #2 num filme do Shyacu eu consiga virar o Arlo de 24 Horas”. Mas o que será leva um Paul Giamatti ou um Jeffrey Wright a concordar com isso? E Bryce Dallas Howard, que mesmo não sendo lá grandes coisa, disse sim pro Shyamalan. Duas vezes. Seguidas.

será que comeste merda, minha filha?

será que comeste merda, minha filha?

Eu ia citar muitas outras babaquices do filme, mas percebi que só ia terminar de escrever quando Shyamale estivesse recebendo seu Razzie pela adaptação cinematográfica da novela Amor Eterno Amor. Então vou focar em apenas uma dela: as personagens. Ainda assim, vou me restringir um pouco e deixar de fora as figurantes das festas na casa da Ugly Betty, o pentelho de Heroes sendo quase a Sybill Trelawney ao brincar de LER O FUTURO EM CAIXAS DE CEREAL e o Freddy Rodríguez punheteiro.

"sou destro né"

“sou destro né”

Shyamala é uma gata traiçoeira. Putíssima com as opiniões dos críticos sobre seus filmes anteriores (especialmente A Vala), ele colocou Bob Balabanian pra ser justamente um crítico de cinema tosco, mal educado, arrogante e presunçoso. A sutileza utilizada pra matar o pobre Bob é algo que me impressiona até hoje. A outra babaquice é… ELE PRÓPRIO. Ele (que sempre dá um jeito de atuar em seus filmes porque sim) se dá um personagem que é um escritor – ATENÇÃO – ~~cujas palavras aparentemente sem muita importância são geniais e influenciarão presidentes e mudarão o mundo~. Humilde.

"eu posso né querida, sou du piru"

(•_•)
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/ \  “eu posso né querida, sou du piru igual Spilba”

Lembra da felicidade que foi quando o final de A Dama na Água foi se aproximando e você ia pensando “caraia, mais uns minutinhos e estarei livre dessa merda pra sempre!!!”. Então, é assim que estou me sentindo agora com esse texto. Obrigada e adeus.

NOTA FELIPE ROCHA: 0

Alexandre Alves: 0
Tiago Lipka: 1
Wallyson Soares: 7 (ah, vá cagar né, maluco)

Média Claire Danes do Shitchat: 2

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O Sexto Sentido

6thsense(The Sixth Sense, 1999, Dir. M. Night Shyamalan)

O Sexto Sentido é aquele filme lá de 1999 que alguns acham que é o debut de M.Night Shyamalan, porém não é. Aparece lá o irmão do Mark Whalberg loucaço na casa do John McClane e da Adele DeWitt. Na cena seguinte, temos John McClane observando o Haley Joel Osment (não tenho outro personagem pra me fazer referencia, perdão), que vê gente morta. Haley, filho da Toni Collete, recebe ajuda num tipo de sessão de terapia constante com John McClane.

Esse filme não é spoiler pra ninguém, então vou poupar a imagem do nosso maravilhoso Andre Braugher. Mas fique avisado que continuar lendo é decisão todinha sua ok, amigo leitor? Quando revisto, esse filme é ainda melhor que na primeira vez. É impressionante como M.Night Shyamalan deixa tudo muito vago em sua primeira cena pra nos preservar do BANG do final, sendo que me senti muito otário por ter me deixado enganar por algo tão óbvio.

suas hotaria

suas hotária

Mas uma coisa positivíssima da direção do M.Naite Chaiamalan é a sua facilidade de criar tensão. Algumas cenas são de te fazer cagar pra saber o que acontece depois. Detalhe: o mesmo dom que ele tem de te fazer tomar um susto gostoso, tem de te fazer chorar, especificamente em duas cenas perto do fim. Outro pró é a precisão em conduzir cenas, particularmente a que Toni Collete entra na cozinha e todas as portas e gavetas estão abertas. Já o clímax é apenas sensacional.

A esperteza do roteiro chega a dar nojo ao lembrar que saiu da mesma cabeça do roteirista de Fim dos Tempos. Não há furos, é tudo redondinho, nos conformes. John McClane vê seu paciente antigo se matar e através de seu novo paciente, tenta salvar ambos. Temos a depressão de Adele DeWitt, que não consegue superar a morte de seu marido; temos Toni Collete, a personagem mais ~humana~ de todo filme, tentando provar que é uma boa mãe (pra todos e pra si) e que se esforça pra acreditar que seu filho não está mentindo; e a habilidade do roteiro em entregar todas essas histórias sem deixar nada insatisfatório ou fora de tom é incrível. E eu me pergunto, o que aconteceu, M.Night Shyamalan?

eu era sexy, mas resolvi ser vulgar

eu era sexy, mas resolvi ser vulgar

A cameo de Greg Wood é de muito respeito (e mais uma cena em que M.Night Shyamalan se mostra um puta diretor). Já Bruce Willis tem a melhor atuação de sua carreira, até mesmo porque pra nos fazer acreditar que ele tá vivo, mas na verdade tá morto (hã) é de se respeitar. Toni Collete é de cair o cu da bunda. Durante todo filme me perguntava “tá, ela é boa, mas porque indicação ao Oscar?”, aí chega a cena do carro e não entendo porque assisti ao filme seis vezes e justo na sétima eu chorei feito uma cachorra. E pra terminar, temos aquele que foi a sensação naquele ano, Haley Joel Osment. É absurdo, a criança é a própria tensão, consegue carregar um personagem difícil. A cena do I See Dead People é apenas o ápice da carreira (sic) do ator.  Temos também Trevor Morgan, que no filme tenta a vida como ator e

to tentano ainda gent

to tentano ainda gent

O Sexto Sentido é a prova definitiva de que odeio muito M. Night Shyamalan, pois não dá pra compreender como um diretor tão promissor, que mostra tanta malemolência (eu só queria usar essa palavra, perdão gente) ao dirigir e ao roteirizar ter feito merdas tão catastróficas como algumas que vocês verão seguidamente aqui neste blogue.

OBS: Faltou mencionar John McClane só mais uma vez pra linkar todos os Duros de Matar aqui, então agora já foi. Obrigada.

NOTA LEANDRO FERREIRA: 10

Alexandre Alves: 10
Dierli Santos: 9,0
Felipe Rocha: 9,0
Marcelle Machado: 9.5
Tiago Lipka: 10
Wallysson Soares: 9,5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 9,5 Claire correndo dos fantasma claire de burca