Homem de Ferro 3

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(Iron Man 3, 2013, Dir. Shane Black)

Terminando a #MaratonaMarvel, em que todas as funcionárias se submeteram a ver os filmes que compõem os Vingadores, Homem de Ferro 3 estreia com Shane Black (Beijos e Tiros) no comando, embora com Jon Favreau ainda envolvido na produção.

A boa notícia (acho) é que o resultado é melhor que o do antecessor – o que não é difícil, vamo falar a verdade né? Porém, perde para o primeiro em narrativa, ainda que este terceiro filme da série tenha seus muitos problemas em fechar a trama (erros que são cometidos nos dois filmes seguintes, af). O filme vai tão bem no começo que estava desejando com todas as forças que não fizessem as mesmas merdas, pois o personagem merece ser mais explorado e aqui ele até tem vários problemas de ansiedade e estresse abordados. Problema é que: tem uma hora que tá tudo fora de controle o que nos leva a um final bagunçado. Ou seja, fizeram merda de novo.

Guy Pearce sofre do mal de Bridges e Rourke nos filmes passados: exagera. Mas a culpa não é do ator, os roteiristas ainda fazem questão de inserir uma ~jogada preguiçosa disfarçada de sacada inteligente~ pra cima de Ben Kingsley e desperdiçam um bom vilão pra dar espaço a um cara que brilha, literalmente. É a coisa mais covarde do mundo, mas se falo mais é spoiler então sossegando a periquita.

dracarys rsrsrs

dracarys rsrsrs

O Mandarin funciona até destruírem o personagem e desperdiçarem um Ben Kingsley assustador. Temos também um tempo precioso perdido em plots terríveis. O pior deles é o de Pepper. Ninguém ali tem uma atuação ruim, mas a maioria sofre com a má-construção de seus respectivos personagens. E Pepper é exemplo claro. O mais à vontade continua sendo Robert Downey Jr. Pelo menos dele não reclamo, nem de Don Cheadle que aparece pouco, mas não faz feio. 

Mama

katniss potts

Quase que todo momento o filme se segura no humor, e assim as duas horas não são tão cansativas e nisso Shane Black ganha pontos. Incomoda você pensar que vai ser surpreendido já que o trailer fez o papel dele direitinho de criar falsas expectativas. A surpresa até acontece, mas é bem desagradável e representa um dos dois maiores problemas do filme. E o elenco continua com nomes fodas: Ben Kingsley, Guy Pearce e Rebecca Hall se juntam ao time. E os personagens novos ao menos não passam a sensação e ficar ali só por ficar.

Há um momento muito bacana em Homem de Ferro 3 que fica apenas no começo, não sobrevive muito tempo: a ~relação simbiótica~ de Tony com as armaduras. Ele não consegue dormir, e por isso vai trabalhar mais, obcecado com a segurança de Pepper e com crises de ansiedade a partir dos eventos em NY em Os Vingadores. Que, aliás oferece bem mais à trama do que Homem de Ferro 2.

A sequência de ação final que começou a sessão interminável de rolleyes. Você entenderá. Enquanto isso, aqui Max para descrever o sentimento:

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O filme vale a pena também pelos detalhes, como Max de Happy Endings está lá fazendo uma ponta sensacional. Also, Joan Rivers sendo foda em 5 segundos e Downton Abbey sendo zuada. O resultado é satisfatório, engraçado e até empolgante antes do chute no saco. A relação que Tony cria com uma criança é talvez a melhor coisa do filme. A pior são aqueles capangas de fogo. As cenas de ação são bem realizadas, ainda que não possa servir de defesa às razões que fizeram todo mundo chegar lá. Apesar de tudo, não consegui sentir raiva pelo filme, porque Homem de Ferro 3 é uma boa comédia.

Aviso: tem uma cena após os créditos, é óbvio!!!! Dica: não esperem a cena.

NOTA RAFAEL MOREIRA: 7,0

Média Claire Danes do ShitChat: Claire resume a Maratona Marvel com apenas uma palavra:

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Homem de Ferro

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“I’d be out of a job with peace.”

(Iron Man, 2008, Dir. Jon Favreau)

Esse fim de semana estreia o novo Iron Man, dirigido por Shane Black (do deliciouso Beijos e Tiros). Para ~comemorar~, nós aqui da redação Xitexáte S.A. faremos uma retrô Marvel. Mas sossega o rabo que não consideraremos todos, apenas os com selinho Marvel Studios. Ou seja, nada de Homem-Aranha ou X-Men.

chora não tobey, vemk <3

chora não tobey, vemk ❤

Basicamente fica pra retrospectiva apenas o pessoal da turma da Justiça dos Vingadores. Começando pelo Robb Tony Stark e seu Homem de Ferro de 2008. Dirigido pelo divertido Jon Favreau, o filme adota o estilo da trilogia Batman do Mr. Nolan para criar um mundo mais realista e pé no chão afim de introduzir seu super-herói sem que este soe “sobrenatural”. O que não é difícil. O personagem de Stark se encaixa perfeitamente na proposta belicista que muitos dos filmes seguintes da Marvel abraçam. A diferença é que o roteiro surpreendentemente decente distorce o conceito. Stark não esconde sua postura (“ficaria sem emprego com a paz”, ele diz), mas o resto é uma deliciosa ironia. Ou seja, o exato oposto do horroroso Capitão América.

Como o Steve Rogers, Tony Stark também é usado como a personificação dos Estados Unidos. A diferença é que no insosso filme com Chris Evans vemos a América patriótica e protetora dos fracos, com o tal discurso belicista inegável. No Homem de Ferro de Favreau, o sarcasmo quase niilista do Stark é apenas a ponta do iceberg. Seu personagem expõe o que há de mais errado no país e da melhor forma possível. E assisti-lo se tornando um exemplo de herói só torna tudo muito mais divertido.

What a feeling, being's believin'

“What a feeling, being’s believin'”

O combo de amor de Favreau é conseguir unir um roteiro esperto cheio de boas sacadas e diálogos divertidos com a presença do glorioso Robert Downey Jr., que almeja roubar todas as cenas. Na verdade, ele rouba o filme. Dane-se Favreau, o filme é do Downey Jr.. Seu Stark debochado é ao mesmo tempo irritante e carismático e ele acerta cada detalhe. Do timing cômico aos (poucos) momentos que exigem mais seriedade. Guerra, armamento e destruição em massa são alguns dos principais temas do filme, mas o clima predominante é de humor. Favreau pode até querer brincar de Nolan, mas é o mesmo cara de Zathura e Um Duende em Nova York. A leveza acaba se tornando um dos principais méritos do filme.

"Fuck Superman."

“Fuck Superman.”

O longa pode ser do Downey Jr., mas o elenco está de parabéns. Com destaque óbvio para Jeff Bridges como Obadiah Stane, um vilão que vale a pena. Talvez o único que consegue oferecer momentos tão valiosos quanto os do protagonista. Terrence Howard e Gwyneth Paltrow até tentam, mas não possuem muito espaço. Ainda assim, é válido notar a boa dosagem de romance empregada. Sutil e cheio de momentos genuínos, a parte romântica do filme fica no volume mínimo e não tira a atenção do que importa – mas é importante o suficiente para render algumas das melhores cenas e talvez a camada que faltava para deixar o Tony Stark do Downey Jr. ainda mais completo.

Como um filme big budget, não adianta nem elogiar muito os efeitos especiais sensacionais, mas podemos lamentar que não foram utilizados à máxima potência. Para um longa repleto de boas idéias, não tem como negar o rumo anti-climático da história. Favreau constrói a origem ideal para um personagem forte que habita uma realidade igualmente interessante. Porém, na hora do vamos ver a ação fica de segundo plano e o clímax deixa a desejar. É em síntese o contrário do que acontece na sequência (mas chegaremos lá).

Apesar de tudo, o filme se recupera maravilhosamente com seu desfecho crocantíssimo. Lembrando um dos melhores momentos envolvendo heróis da Marvel (sim, você mesmo Homem-Aranha 2), encerra com gostinho de quero mais.

NOTA WALLYSSON SOARES: 8,5

Felipe Amarga Rocha: 3,0
Leandro Ferreira: 7,0
Marcelle Machado: 7,0
Rafael Morenga: 7,0
Tiago Lipka: 8,5

Média Claire Danes do Shitchat: 6,8 (insatisfeita com o processo democrático de votação do blog)

"adorei o filme, mas sou obrigada a fazer essa cara"

“adorei o filme, mas sou obrigada a fazer essa cara”