Ginger e Rosa

BOMB by Sally Potter(Ginger and Rosa, 2012, Dir. Sally Potter)

Lá em 1945, com a Alemanha querendo explodir tudo e tomando no toba, nascia Ginger e Rosa, filhas de Natalie e Anoushka, respectivamente. Elas crescem juntas e se tornaram melhores amigas, mas ao crescerem e suas personalidades se formarem, as coisas mudam. Ginger é gata, inteligente e simpática, se fosse participante de America´s Next Top Model seria rotulada como Bubbly Personality. Rosa é aquela sua prima da Universal que quer ser porra louca, mas acredita na palavra do senhor jesus cristo todo poderoso. Porém, União Soviética tá pra explodir o mundo, e está preparado o terreno pra um filme odiável pra cacete.

gignererosaSomos apresentados à íntima relação das duas (que são sexy sem ser vulgar em momento algum), e às suas relações familiares. O pai de Rosa abandonou a mãe quando a filha era pequena, e a mãe caga e anda pra ela. Nat, a mãe de Ginger se preocupa com a filha e a influência de Rosa na vida dela, enquanto o pai é apenas o maior desgraçado e é a típica puta fiel, pega todas na rua mas no fim das contas volta pra vagina de casa. O roteiro até começa a desenvolver bem as relações entre essas pessoas, e também a frustração de Nat sobre a vida, a de Rosa com a ausência dos pais e o interesse de Ginger em seguir os passos do pai vagabundo. Porém, pelo meado das coisas, Sally Potter não segura o tranco e o filme fica chato, muito chato.

bem assim

bem assim

Falando de Elle Fanning, é impressionante como essa querida não deixa o segundo ato do filme ser uma completa desgraça. Sua Ginger é confusa, e ela mostra isso em cena como se fosse tão fácil quando fazer quadradinho de 8 (pois é, facílimo, experimentem). Christina Hendricks também impressiona, especialmente na cena do jantar onde ela mostra mais uma vez que é uma das melhores atrizes da atualidade, mas quando se trata de atuações boas fica só aí mesmo. Alessandro Nivola é péssimo e Alice Englert também e é sempre bom ressaltar a ponta (P.O.N.T.A) que Annette Benning faz.

Ginger and Rosa 04Por fim e não menos importante, o ato final grotesco, não posso comentar nada menos do que isso, onde só tá ali pra mostrar o quão reaça é o filme, vide liçãozinha pau no cu. Ginger e Rosa fecha o caixão com gosto amargo para o filme e pra quem assiste.

NOTA LEANDRO FERREIRA: 2,0

Felipe Rocha: 5,0

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: 3,5 porque pra tudo existe paciência e da Claire é curtinha claire 3 a 5

Pusher III

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(Pusher III: I’m the Angel of Death – Dir. Nicolas Winding Refn, 2005)

Um dos grandes acertos dos dois filmes anteriores da trilogia de Nicolas Winding Refn era o caráter podre dos seus personagens. O que nos traz a maravilhosa conclusão da maravilhosa trilogia, protagonizada por Milo, o russo safado que sacaneou meio mundo nos dois filmes anteriores, e logo depois, sacaneou o John Cusack no fim do mundo de 2012.

2012

Tentando largar as drogas, e sofrendo das mazelas comuns a velhice, Milo é colocado em seu limite: enganado por dois fornecedores e um traficante, é obrigado a lidar sozinho com a situação depois que todos os seus capangas ficam com caganeira depois de uma refeição servida pelo russo – e ao mesmo tempo, tem que se preocupar com o jantar de noivado de sua filha . E o fato de descobrir que seu futuro genro também está envolvido com drogas, e com um concorrente, não ajuda muito na saúde do tio Milo.

nervouso

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De longe, Pusher 3 é o mais experimental da trilogia. O ritmo é bem mais lento que os dois anteriores no início, mas Nicolas Winding Refn aos poucos vai colocando tudo aos moldes da trilogia: seja no uso de sons distorcidos para demonstrar o crescente nervosismo do protagonista e na montagem que vai ficando cada vez mais frenética a partir do terceiro ato.

A genialidade do roteiro está em como ele se diferencia dos outros dois: o filme realmente nos coloca ao lado de Milo, vemos ele lidando com sua família, seu problema com as drogas, o desrespeito das novas gerações… como em muitos filmes do gênero, torcemos pelo vilão. Aliás, como acabou acontecendo nos outros dois.

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Mas aí chega o final, e Pusher 3 manda um soco no meio do estômago do espectador. E aí o subtítulo surge apropriadíssimo. Atravessando a narrativa como um verdadeiro “anjo da morte”, Milo é capaz de espalhar apenas desgraças, mesmo quando está apenas querendo ajudar, seja na comida que serve aos capangas, ou ao ajudar a imigrante sem dar o passaporte a ela, ou, talvez o pior, ao acabar envolvendo sua própria filha nos negócios. Se Milo se mostra diferente de Frank e Tony, e qualquer outro personagem da trilogia, é na frieza e no tédio que apresenta na conclusão da trama.

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Com a trilogia Pusher, Nicolas Winding Refn fez um retrato cru e violento do sub mundo dinamarquês, mas também o mais próximo que algum cineasta chegou de fazer um novo Caminhos Perigosos de Scorsese. Uma narrativa sobre os rejeitados, os esquecidos por Deus, que sobreviverão destruindo tudo que for de Sua criação, seja por vontade ou por karma. Não importa na verdade.

E se você assistiu Drive, Bronson e O Guerreiro Silencioso, tome vergonha na cara, e descubra que Nicolau Ventando é ainda mais foda do que você pensava.

Nicolau Ventando, o Blog te ama <3

Nicolau Ventando, o Blog te ama ❤

NOTA TIAGO LIPKA: 10

Felipe Rocha: 10
Marcelle Machado: 10

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: DEEEEEEEEEEZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ ❤

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