Um Homem que Grita

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(Un homme qui crie, 2010 – Dir. Mahamat-Saleh Haroun)

Olá, querido amigo comentarista super atualizado de blogues que reclama que todos os filmes daqui são antigos ou mainstream, eis mais um especialmente pra você. No caso, dando continuidade à #MaratonaCannes, temos Um Homem que Grita, co-produção Francesa, Belga e da República do Chade, local onde o filme se passa.

Adam, o protagonista, também conhecido como Champion, um senhor tranquilo, amoroso, de família, típico negão boa praça que é apaixonado pelo seu trabalho, o de limpador de piscina de um hotel. Chade, o país onde vive, passa por uma guerra civil (interessante a escolha de não definir época no filme, evidenciando que a situação do país continua é do jeito que estamos assistindo), e o exército necessita de recrutas (voluntários ou não) pra lutar pelo seu país. A opção mais “viável” da casa de Champ é mandar Abdel, seu filho.

Mahamat Saleh-Haroun é um diretor maravilhosíssimo, a eficiência em que ele filma e roteiriza que a guerra em que vivem é algo absolutamente inútil é de deixar Kubrickinho orgulhoso. A atmosfera de felicidade completa no início do filme é o que há de mais interessante, o que torna todo o segundo ato ainda melhor (que possui uma fotografia maravilhosa), sem citar o bacana uso de humor quase pastelão ao mostrar as dificuldades que Champion tem em encarar mudanças bruscas.

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Outra coisa maravilhosa de Mahamat Saleh-Haroun é que além de criar um personagem principal de muito carisma, é a liberdade de deixar seus atores trabalharem, a naturalidade de todos eles é o que mais encanta. Djénéba Koné (será o nome de minha filha, com licença) é de fazer chorar em certas cenas, especificamente a em que ela ouve a fita, literalmente faz chorar. Diocounda Koma (tentem falar este nome em voz alta, faz bem pra vocês, cantores, que precisam trabalhar o diafragma) é bem satisfatória. Youssouf Djaoro (HAUISHAUIHSAUISHAUISHASUI melhor nome) é absurdo, como citei, a mudança de atos que especificam bem o céu e o inferno de Champ (ou de Chade) é acompanhada perfeitamente por ele, sereno e pesado, sem nunca entrar em clichê e o turning point do filme (ou do personagem, como preferir) é um close up tão gostoso que Norma ficaria putíssima que não é dela.

quem esta puta pensa que é

quem esta puta pensa que é

Um Homem que Grita é um filme sobre o amor (óun) e sobre com quanta força alguém pode lutar por aquilo que ama ou acredita. Trocando em miúdos Um Homem que Grita é um filme extraordinário que você merece assistir.

NOTA LEANDRO FERREIRA: 10

Alexandre Alves: 9
Felipe Rocha: 8
Tiago Lipka: 9

Média Claire Danes do Shitchat: 9,0

claire de burca

5 respostas em “Um Homem que Grita

  1. gente que vadia o velho!!!! mó filho da puta ele

    um homem chiliquento tem umas sacada manera – a do terceiro andar do hotel então, nossssssss (piada 3,5 estrelas de 5) mas eu demorei a ~~~entrar no filme~~. mas quando eu ~entrei~ ficou foda.

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