Paul McCartney – Out There!

As funcionárias do Blog conferiram Paul McCartney no Brasil, e contam como foi a apresentação do ex-Beatle…

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EM BELO HORIZONTE

Em 2011, quando Paul McCartney veio ao Rio, eu ainda não era funcionária deste humilde blog, e tive que deixar a oportunidade passar. Porém, quando foi anunciado que Paul viria ao Brasil, o que veio na minha mente foi que não importasse onde, eu tinha que ir. E quando definiu o show em Belo Horizonte, a vontade virou certeza. Ingresso e passagem na mão, saí do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, cidade que nunca havia visitado. Claro que rola uma insegurança, chegar no aeroporto e ir pro estádio, mas foi tudo tranquilo. Não vi engarrafamento, o acesso ao estádio foi sem nenhum problema. Fui até à fila, e não é que achei a leitora e fã Dani @dannamagno agradecendo o blog?

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Então começa a espera. Uma longa espera. E eu estava morrendo de sede, mas não havia um ambulante nas proximidades (obgta, Aécio). A entrada era liberada de acordo com os setores, e a ansiedade aumentava à medida que ficava na fila. Mas, mesmo com a ansiedade coletiva, não houve caos na fila. Todos se espeitaram, nada de empurra-empurra, nem quando foi liberado a entrada. A revista foi correta, inclusive vi muita gente facilitando e abrindo bolsas, só que nada disso importava porque eu estava dentro. Se a vistoria era parte do treinamento para a Copa, a do Mineirão está #aprovada.

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Aí vem a segunda espera, a mais lenta de todas: aguardar em pé o show começar. Houve uns empurrões, gente querendo ir pra frente, mas no geral, o público de Belo Horizonte confirmava a boa impressão. Pra esperar não parecer tão longa, o DJ sobe ao palco, o telão mostra cenas da vida e carreira de Paul McCartney, até que uns quinze minutos antes do previsto, o palco fica azul, e eis que Paul entra.

Impressionado com os aplausos e o público que gritava o seu nome, Paul McCartney apenas observa por uns momentos antes de começar Eight Days a Week, seguida de Junior’s Farm. O ex-Beatle só iria interagir com a platéia ao final da segunda música, agradecendo e falando algumas palavras em um esforçado português. Paul nem precisava disso pra conseguir meu respeito, bastava ele ficar cantando, e é o que ele faz em seguida, mas não foi qualquer música, foi All My Loving, e eu, que estava calma até então, não aguentei e comecei a chorar com os primeiros versos. E aí não sabia se parava de chorar, se olhava o telão ao fundo do palco – sério, as imagens eram lindas -, se focava em Paul no palco. Na dúvida, tentava fazer tudo ao mesmo tempo.

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Em seguida, Paul começa Listen to What the Man Said, e, confesso que não sou fã louca que decora informações de setlist, mas foi legal ver que era a primeira vez que a música era cantada em shows solo. Essa não foi a única surpresa do setlist. Também houve Your Mother Should Know, All Together Now, Being for the Benefit of Mr. Kite, Lovely Rita, músicas dos Beatles que, assim como Hi Hi Hi, música dos Wings, foram cantadas ao vivo pela primeira vez. É interessante observar que mesmo com a imensa quantidade de grandes hits, o bastante para fazer 3 setlists diferentes no Brasil, Paul McCartney se esforça em surpreender e homenagear o passado, cantando músicas que ninguém esperaria ouvir. É o caso, inclusive, da minha música favorita de toda a carreira de Paul McCartney, Another Day. Quando a música começou, não fazia idéia que o momento mais emocionante do show, para mim, era inesperado, pois a música não era cantada ao vivo desde 1993.

Falando em momentos emocionantes, não é o que falta no show. Desde a homenagem às esposas Nancy, com My Valentine e rosas atiradas ao palco, e Linda, com Maybe I’m Amazed – fazendo todos ao meu redor chorar, homens, mulheres, jovens, velhos, eu -, passando pelas homenagens aos ex-colegas de Beatles George Harrison, com Something cantada com ukulele, e John Lennon, com Here Today, e finalizando com a forma singela como Paul canta Yesterday e Blackbird, parece que o objetivo do ex-beatle é fazer todos chorarem.

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Mas não é apenas de emocionar que Paul entende. O ex-beatle não esquece o público, e muito menos em qual cidade do Brail está. Sim, Paul falou uai, eita trem bão, quase um mineiro (inclusive, estava liberado ficar). Cantou os grandes sucessos da sua carreira solo, do Wings e dos Beatles, como Hope of Deliverance, Let Me Roll It, Band On the Run, Hey Jude e Eleanor Rigby. Fogos iluminaram o palco e o céu em Live And Let Die, e é difícil se concentrar em uma coisa só. O público agradece a dedicação de Paul com cartazes, e iluminando o Mineirão em Let it Be, mas Paul também tem seus agradecimentos a fazer, e chama ao palco as responsáveis pela campanha “Paul Vem Falar Uai”, que o trouxe a BH. Com uns cinquenta anos de carreira, Sir Paul McCartney sabe como ser um cavalheiro com seu público, e o fim do show, ao som de The End, é com a esperança de que o retorno do britânico ao Brasil não demore (por favor!).
(Marcelle Machado)

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EM FORTALEZA

Foi muita incerteza até ser confirmada a inclusão de Fortaleza na nova turnê do Paul McCartney. Mas a campanha #PaulNoCastelão conseguiu que o velho viesse bater na capital cearense. “Finalmente Paul veio ao Castelão”, disse Paul para mais 50 mil pessoas explodindo aos gritos e começou Let Me Roll It. Mas o público já chorava com o clipe de meia-hora da trajetória do Beatle.

Antes do show, porém, a desorganização feat. má educação foi grande. Às 13 horas a fila era grande, mas não havia grade nenhuma para separá-las, isso só veio depois, mas não adiantou quando resolveram furar a fila e transformar tudo num aglomerado de gente na frente do portão de baixo de sol fortalezense das três da tarde. Daí atrasa hotsound, atrasa abertura dos portões, lentidão para liberar da revista (aliás, muita gente entrou sem ser revistado). Funcionários sem nenhum treinamento específico pro evento, gente passando mal na fila e ninguém pra socorrer. E, claro, o trânsito, que transformou a cidade num caos e se estendeu até o começo do show. As obras no entorno no Castelão ainda não concluídas foram o maior empecilho pra quem foi ao show e dificultou a volta para casa também. O Expresso Paul McCartney não rolou e nem tinha como.

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Tudo foi deixado de lado durante o show. Menos o calor, que tava grande, e fez Paul tirar o moletom logo que entrou. No público, o calor dobrava. Todos desejando chuva, e os seguranças complicando na distribuição de água. Plmdds, negar água pra quem tá na grade para um show de quase 3 horas é ridículo. Mas a maioria aguentou.

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Teve vezes que eu desejei estar sentadinho na arquibancada, mas eu olhava pro palco e via aquele cara e DAQUI NINGUÉM ME TIRA. NEM ESSES BBKS RECLAMANDO QUE TÃO EMPURRANDO. O mais massa é a paixão das pessoas: gente velha, gente nova e tal. Essa experiência é única mesmo. Imagine, então, pro sujeito que pediu a moça em casamento lá no palco. Paul abraçou o casal quando ela disse sim = o melhor presente da vida!

“Eita mah”, “Vamo botar boneco” e botou boneco mesmo. Fez outro de seus shows inesquecíveis para Fortaleza, algo que talvez nunca mais se repita na cidade. Parabéns para o pessoal da campanha #PaulNoCastelão, que desde de setembro do ano passado vem brigando pra trazer Paul para cá e trouxeram, e ainda por cima, mobilizaram os fãs às homenagens durante Something e Hey Jude.

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Todo o estádio em uníssono cantando as grandes músicas dos Beatles e Wings é de arrepiar mesmo. A emoção é grande e difícil de descrever. E você tem que se gabar mesmo por ter ido pra esse show. Oportunidade única em solo cearense.
(Fael Moreira)

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8 respostas em “Paul McCartney – Out There!

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