Ferrugem e Osso

rustbone

(De Rouille et D’os, 2012, Dir. Jacques Audiard)

Um dos acontecimentos mais impressionantes de 2012 foi o ~crescimento do cinema europeu~, se destacando e roubando espaço. Incrível como do nada surgiu tanto filme bom vindo do outro lado do Atlântico #chupablockbusters #foraObama #FoxMente.

Tasnota

#aham #ta

Amor foi indicado e ganhou o Oscar de filme estrangeiro, mas outros filmes também deram o que falar, como Holy Motors, e o assunto da vez, Ferrugem e Osso.

A trama do diretor Jacques Audiard começa com o encontro de Stéphanie e Ali, interpretado por Matthias Schoenaerts. Ele é um desempregado que se divide entre morar nas ruas e no carro enquanto sustenta o filho, e acaba encontrando com a personagem interpretada por Marion Cotillard quando consegue um emprego de segurança numa boate. Stéphanie não dá muita bola pra Ali, e segue sua vida de treinadora de baleias num parque aquático, onde faz com que baleias dancem ao som de Firework, canção preferida de Tiago Lepeka em seus shows:

21732_424605794273410_1623407672_n

E quando o filme tinha tudo para virar uma história romantiquinha sobre pessoas de mundos diferentes que se apaixonam e superam dificuldades BOOOOOOMM, acontece o acidente, e Stéphanie tem as pernas amputadas. Sem cair no melodrama, vemos a adaptação da ex-treinadora à nova realidade, mas ao se ver sozinha, ela se lembra do segurança, e liga para Ali.

Rust and Bone

A partir daí, os dois se encontram com frequência. Ali ajuda Stéphanie e recuperar a auto-estima e a perceber que ainda há razões para viver. Mas o filme não é apenas sobre recuperação. Ao mesmo tempo que ajuda a ex-treinadora, a vida de Ali está em transformação. Ele passa a se dedicar ao sonho de se tornar boxeador, e quando começa em lutas clandestinas, escondido da família, é Stephanie quem o apóia.

Sem jogo do contente, sendo honesto com o público, o diretor mostra as falhas e qualidades dos personagens, que mesmo tão diferentes, conseguem se apoiar um no outro. A a relação entre Stéphanie e Ali se desenvolve gradualmente, começando como algo casual para um depender do outro. As atuações de Cotillard e Schoenaerts precisas, passando com o olhar e os gestos o que o roteiro não deixa explícito, e responsável em dar credibilidade ao encontro de pessoas tão diferentes, mas ambas num momento chave de suas vidas.

rust-and-bone

É esse o grande mote do filme. Em meio às crises pessoais, ao invés de se esconder e fugir, as pessoas devem procurar apoio umas nas outras. Sendo um reflexo da situação econômica francesa ou não, Audiard é eficiente, principalmente por não cair em pollyanismos. Não é preciso trilhas sonoras pra comover, basta uma boa história.

NOTA MARCELLE MACHADO: 9,5

Leandro Ferreira: 9,5
Rafael Moreira: 8,5
Ralz Carvalho: 9,0
Tiago Lipka: 9,0

Média Claire Danes do ShitChat: 9,125 Cleyr emocionada com o cinema europeu 

claire de burca

3 respostas em “Ferrugem e Osso

  1. Curto o jeitão do Jacques Audiard de pegar histórias que parecem que vão cair no clichê, mas ele humaniza e surpreende pela simplicidade e pela forma direta com que filma. Fora esse Ferrugem e Osso, ele também fez O Profeta, que eu considero genial, #recomendo

    E, na boa, parece que Deus tá me testando: “vc vai ver os peitos da Marion Cotillard… mas algo estará faltando…” PORRA ¬¬

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s