Jack – O Caçador de Gigantes

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(Jack the Giant Slayer, Dir. Bryan Singer, 2013)

Um novo sinal para ver se tem algo errado em um filme: quando a melhor piada que ele oferece foi logo no início – e quando eu digo logo no início, pensem na animação que antecede à logo de uma das produtoras. No caso aqui, a Bad Hat Harry, que colocou gigantes na posição clássica de Os Suspeitos, primeiro grande filme de Bryan Singer.

Não há nada excepcionalmente errado em Jack – O Caçador de Gigantes. Singer é um bom diretor e cria brincadeiras interessantes com a perspectiva, e se diverte com a escala da aventura. Mas é tudo tão… bobo. Se o nome de Jack não estivesse logo no título, duvido que alguém lembraria do nome do protagonista 5 minutos depois do fim do filme.

não adianta ficar nervosa

não adianta ficar nervosa

Mais uma daquelas versões SUPER TRANZADAS E MUDERNAS de fábulas infantis, aqui a Universal resolver estuprar sem lubrificante a história de João e o Pé de Feijão. O roteiro de Darren Lemke, Dan Studney (ironicamente, roteirista da série de TV “Querida, Encolhi as Crianças!) e Christopher McQuarrie faz jogos interessantes com a narrativa, estabelecendo conexões entre o pobre Jack (Nicholas Hoult) e a princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson), e é bem auxiliado pela montagem. Tem bom ritmo, diverte. Mas a história é tão bobinha, e só piora quanto tenta ganhar em complexidade – e vamos evitar falar sobre a cena final, pra não piorar a situação. Tem alguns furos complicados de lidar também, especialmente envolvendo os monges, tão importantes na ~mitologia~ construída pelo roteiro, e depois esquecidos.

SEM SAFADEZAS! É FILME PRA FAMÍLIA

SEM SAFADEZAS! É FILME PRA FAMÍLIA

Nicholas Hoult é um bom ator, mas está longe de segurar um filme por si. Ewan McGregor entra bem depois, e rouba sem dificuldade o destaque. Está divertidíssimo, propositalmente canastrão. Ficamos sem entender o tempo todo porque a princesa não se aproxima dele, e não do herói, o que é… enfim, chato. Stanley Tucci está bacana, como sempre e Ian McShane numa interpretação errada, sem timing. Parece ter recebido o roteiro alguns minutos antes de gravar cada cena.

Os efeitos especiais são realmente impressionantes (mesmo que o visual dos gigantes seja… discutível), a direção de arte e figurinos são um primor, tudo muito bonito, muito simpático… mas a coisa simplesmente não engata. Talvez fosse necessário um diretor mais habituado ao fantasioso (Terry Gilliam faria miséria aqui), ou talvez a história simplesmente seja datada demais. Ou alguém aí tava querendo um filme novo sobre um pé de feijão que leva até gigantes?

bjs

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NOTA TIAGO LIPKA: 5

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: Sem amor nem ódios

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4 respostas em “Jack – O Caçador de Gigantes

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