Pusher III

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(Pusher III: I’m the Angel of Death – Dir. Nicolas Winding Refn, 2005)

Um dos grandes acertos dos dois filmes anteriores da trilogia de Nicolas Winding Refn era o caráter podre dos seus personagens. O que nos traz a maravilhosa conclusão da maravilhosa trilogia, protagonizada por Milo, o russo safado que sacaneou meio mundo nos dois filmes anteriores, e logo depois, sacaneou o John Cusack no fim do mundo de 2012.

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Tentando largar as drogas, e sofrendo das mazelas comuns a velhice, Milo é colocado em seu limite: enganado por dois fornecedores e um traficante, é obrigado a lidar sozinho com a situação depois que todos os seus capangas ficam com caganeira depois de uma refeição servida pelo russo – e ao mesmo tempo, tem que se preocupar com o jantar de noivado de sua filha . E o fato de descobrir que seu futuro genro também está envolvido com drogas, e com um concorrente, não ajuda muito na saúde do tio Milo.

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De longe, Pusher 3 é o mais experimental da trilogia. O ritmo é bem mais lento que os dois anteriores no início, mas Nicolas Winding Refn aos poucos vai colocando tudo aos moldes da trilogia: seja no uso de sons distorcidos para demonstrar o crescente nervosismo do protagonista e na montagem que vai ficando cada vez mais frenética a partir do terceiro ato.

A genialidade do roteiro está em como ele se diferencia dos outros dois: o filme realmente nos coloca ao lado de Milo, vemos ele lidando com sua família, seu problema com as drogas, o desrespeito das novas gerações… como em muitos filmes do gênero, torcemos pelo vilão. Aliás, como acabou acontecendo nos outros dois.

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Mas aí chega o final, e Pusher 3 manda um soco no meio do estômago do espectador. E aí o subtítulo surge apropriadíssimo. Atravessando a narrativa como um verdadeiro “anjo da morte”, Milo é capaz de espalhar apenas desgraças, mesmo quando está apenas querendo ajudar, seja na comida que serve aos capangas, ou ao ajudar a imigrante sem dar o passaporte a ela, ou, talvez o pior, ao acabar envolvendo sua própria filha nos negócios. Se Milo se mostra diferente de Frank e Tony, e qualquer outro personagem da trilogia, é na frieza e no tédio que apresenta na conclusão da trama.

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Com a trilogia Pusher, Nicolas Winding Refn fez um retrato cru e violento do sub mundo dinamarquês, mas também o mais próximo que algum cineasta chegou de fazer um novo Caminhos Perigosos de Scorsese. Uma narrativa sobre os rejeitados, os esquecidos por Deus, que sobreviverão destruindo tudo que for de Sua criação, seja por vontade ou por karma. Não importa na verdade.

E se você assistiu Drive, Bronson e O Guerreiro Silencioso, tome vergonha na cara, e descubra que Nicolau Ventando é ainda mais foda do que você pensava.

Nicolau Ventando, o Blog te ama <3

Nicolau Ventando, o Blog te ama ❤

NOTA TIAGO LIPKA: 10

Felipe Rocha: 10
Marcelle Machado: 10

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT: DEEEEEEEEEEZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ ❤

claire_burca

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