Contra o Tempo

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(Pusher, Dir. Luis Prieto – 2012)

Tipo, tem muito remake que dá certo. Os Infiltrados, por exemplo. Tá que ali é Scorsese então meio que não conta. Deixa eu pensar outro aqui… O Deixa Ela Entrar é quase tão bom quanto o do Thomas Alfredson, o Putinha Tatuada do David Fincher dá uma surra naquela bosta sueca e o amor que eu tenho pelo Scarface de 1932 e pelo de 1982 é exatamente igual.

Mas tem remake que a gente vê e fica chocado, pois é preciso muita falta de vergonha na cara e ter um caráter duvidosíssimo para realizar tais atrocidades. Quem não se lembra da vergonhosa versão do Gus Van Sant pra Psicose? Até mesmo o maneiro Bill Friedkin caga: uma versão de TV de 12 Angry Men que, olha……………………….. enfim, no fim das contas esse Contra o Tempo acaba sendo só mais um desses aí.

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O Pusher original, o qual você pode apreciar uma crítica gostosíssima aqui (com as continuações aqui e aqui), era todo complexo, com personagens multidimensionais e tão realista que chegava a dar medo. Este remake é apenas: tosco.

São algumas as cagadas feita pela dupla Luis Prieto e Matthew Read. Comecemos do início: todas as personagens são vazias. Elas existem exclusivamente para fazer com que a plot do filme vá pra frente e, por isso, são todas toscas e eu queria apenas que fogos de artifícios fossem colocados nos ânus de todas elas e depois fossem acesos ao som de Firework de Katy Perez.

Outro erro dos otários: 90% das cenas são exatamente iguais às do original e os outros 10% têm poucas diferenças. No fim, é tudo apenas uma cópia mal feita e sem um pingo de originalidade.

até o Milo trouxeram de volta,,,,, sorte deles que <3 Milo <3

até o Milo trouxeram de volta,,,,, sorte deles que ❤ Milo ❤

A única grande diferença entre os dois filmes é justamente no visual. Este Pusher versão 2012 é limpinho, bonitinho, sedoso, gostoso, cheiroso. Quase a pele da Xuxa depois do banho de Monange. Não bate com a atmosfera que Prieto tenta criar.

Pra falar a verdade, este filme só serviu para elucidar um mistério: por onde anda certo jogador de futebol bem mais ou menos que andou fazendo uns três ou quatro gols pelo Vasco numa época que tinha Eurico Miranda de presidente e Renato Gaúcho de técnico, mas que era meio mercenário e acabou chutado do futebol. Boatos que ele tinha ido dar aulas de soccer nos EUA, mas na verdade ele virou ator.

vem chupar meu pau obina o caralho é leandro amaral, diziam os bacalhaus em 2007 rsrsrsrsrs

vem chupar meu pau obina o caralho é leandro amaral, diziam os bacalhaus em 2007 rsrsrsrsrs

Enfim, gostaria de encerrar relembrando o melhor momento do filme: a briga na boate. Começa a briga generalizada, aí de repente a briga para e todos dançam. É tipo West Side Story, gente. Impressionei.

NOTA FELIPE ROCHA: 2

Marcelle Machado: 6.5
Tiago Lipka: 6

Média Claire Danes do Shitchat: 4.83

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