Pusher

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(Pusher, Dir. Nicolas Winding Refn – 1996)

Pensa aí: o que me faria colocar Nicolas Winding Refn no mesmo grupo de gente como Steven Spielberg, Quentin Tarantino e Tobe Hooper e fora de um grupo que tem Stanley Kubrick, David Fincher e Fernando Meirelles? Tempo! Tempo esgotado! Acertou quem disse que o primeiro grupo é formado por diretores pelos quais eu sinto um ódio gratuito, babaca e sem sentido. Mas acertou também quem falou que é o grupo de diretores que debutaram em grande estilo no cinema.

Debutando

Debutando

Pois, sim, Pusher foi o primeiro filme da carreira do dinamarquês NWR, que depois seria homenageado em punhetas de cinéfilos de todo o globo por causa de Drive. Lá em 1996, juntamente com Trainspotting, do Danny Boylo (que será mencionado neste texto somente esta vez, prometo), redefiniram o “crime movie”. A característica mais marcante de Pusher é a sensação de realismo que ele transmite. E ele faz isso através de diferentes recursos, como a falta de ação na maior parte do tempo, os diálogos aparentemente banais e na violência utilizada na medida certa. A iluminação natural das cenas e os ângulos utilizados pelo NWR também contribuem para dar ao filme um estilo quase documental.

O interessante foi notar que nenhum personagem (nenhum mesmo!) tem um pingo de caráter ou vergonha na cara, ou seja, se você é uma pessoa normal, você detesta todos. Ao mesmo tempo, ainda que secretamente lá no fundinho do seu S2, você perdoa o Frank pela cachorrada que ele faz com o Tonny e ainda torce por ele.

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E a personagem Frank é ainda mais legal se a gente parar pra pensar na cena em que ele vai visitar a mãe à procura de dinheiro. O cara cresceu em um ambiente saudável, com uma família estabilizada e financeiramente confortável. Ainda assim, se tornou um pedaço de bosta que enfia o bastão de baseball no cu do melhor amigo baseado em infos suspeitas oriundas das inimigas.

inimiga do Frank

inimiga do Frank

Porque, honestamente, a história do filme em si não é grande coisa. Um traficante jumentíssimo fazendo cagada atrás de cagada e tomando no cu o tempo inteiro enquanto tenta pagar uma dívida pra não morrer. O diferencial do filme (e do restante da trilogia) são as personagens.

E então chegamos ao maravilhoso final de Pusher, do qual não obtemos nenhuma resposta, o que apenas comprova que o que importa não é a plot, mas a personagem. A única conclusão que podemos tirar é que usar drogas faz mal, inclusive temos aqui nossa musa Claire Danes ganhando uma graninha extra neste tumblo fazendo uma encenação do que acontece quando se usa drogas, jovens:

cai os dente tudo

cai os dente tudo

NOTA FELIPE ROCHA: 9

Marcelle Machado: 10
Tiago Lipka: 10

Média Claire Danes do Shitchat: 9,6666666666666666666666666666667 (com burca e com dentes)

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