A Morte Passou por Perto

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(Killer’s Kiss – Dir. Stanley Kubrick – 1955)

Um homem na estação de trem, fumando seu cigarro. Malas ao seu lado, dá a ideia de esperar o seu trem. Este é Davey Gordon, e ele está prestes a contar a sua experiência com um killer’s kiss.

Gordon é um veterano lutador de boxe, e #breve irá encarar uma luta que vai garantir o título de campeão. Ocorre que Davey não vai muito bem nos boxes e acaba perdendo mais essa para um lutador de peso médio. Frustrado, ele aceita o pedido do tio para que ele retorne para Seattle e procure iniciar uma nova vida, incluindo trabalhar, né? Enfim…

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af, aomilhadissimo.

No meio disso, tem o fato de que ele é vizinho de janela da Gloria, minha gente! Uma dançarina, acompanhante, essas coisas. E a aproximação entre os dois se dá no momento em que ele ouve seus gritos e presencia a garota sendo atacada por seu patrão Vicent Rapello, que também é seu amante. Isso dá margem para que Davey se apaixone por Gloria, ela retribui e Rapello fica mordidinho da Silva.

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Apresentados os personagens, o jovem Kubrick joga pro espectador as consequências da interação entre o lutador e a ex dançarina: há o namoro dos dois, o doentio desejo de posse do patrão, e a possibilidade de que Davey inicie uma vida nova com Gloria. Isso se desenrola para que se coloque uma morte no meio, quando Rapello pede para que seus capangas deem um jeito em Davey. Acontece que (digamos uma sorte diante do azar), uma dupla de bêbados, dançando uma música irritante produzida por uma gaita, rouba o cachecol do Davey e este os persegue, e o empresário do lutador chega na hora errada, sendo confundido com o lutador pelos capangas. Detalhe, esse morre. Outro ponto: Davey vai buscar Gloria em seu apartamento, e dá de cara com o mesmo vazio, sem a presença dela. E, ainda, é acusado de ter sido o assassino de seu empresário. Ou seja: a casa caiu.

A morte passou por perto, mesmo com uma narrativa, digamos, um pouco irregular, possui momentos interessantíssimos. Para um diretor jovem, momentos valiosos são detectados no filme, como o momento em que Gloria conta ao Davey a sua relação com o seu pai e sua irmã, revelando uma personagem fragilizada, assim como a luta entre Davey e Rapello, num cenário tipicamente psicodélico, que é o salão repleto de manequins. Mesmo com pouco dinheiro, ele consegue fazer coisas maravilhosas com a câmera, desde novinho ele já sabia o que era um enquadramento crocante e belas fotografias desenvolvidas com jogo de câmera e luz.

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Tô gata neste plano? Ah, brigada!

Enfim… A morte passou por perto é um bom filme do Kubrick com seus 26 anos de idade; de um jovem inexperiente no trabalho com produção e direção, mas que já seria a promessa pro cinema e que estava perto de se consagrar como um dos maiores diretores da história do cinema com The killing, seu filme posterior. No mais, 26 anos… Jovenzinhos, reflitam sobre o que vocês estão fazendo com suas vidas.

NOTA ALEXANDRE ALVES: 8,0
Felipe Rocha: 7,5
Marcelle Machado: 7,5
Tiago Lipka: 7,5
Wallyson Soares: 7,5

Média Claire Danes: 7,6

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6 respostas em “A Morte Passou por Perto

  1. Acho muito lindo no início quando o cara e a molher tão descendo as escadas e Kubrica vai cortando de um pro outro e eles se encontram lá embaixo *_*

    Também amo aquele plano do watch your step o qual foi colocado no texto, tá de parabém alixandra

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