Deixe a Luz Acesa

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(Keep the lights on – Dir. Ira Sachs)

O Shitchat vem falar para seus súditos leitores sobre um filme que, certamente, iria deixar uma certa pessoa com A-QUI-LO piscando:

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Olhaqui!

Desculpe Malafofys, é que hoje é carnaval e tudo está permitido, inclusive abordar temas como os que o filme vem a trazer.

Trata-se do filme Deixe a luz acesa, cuja abordagem são as alegrias e crises de uma relação homoafetiva. Vivenciado, escrito e dirigido por Ira Sachs, o filme narra a vida de Erik, um documentarista que passa parte do seu tempo ao telefone em busca de sexo, ou apenas punhetas no sexphone. Dentre esses encontros, ele conhece Paul, advogado, que se interessa pelo rapaz. O que era pra ser um encontro se torna um relacionamento duradouro.

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O filme possui uma narrativa linear, apresentando o cotidiano do casal e o tempo que se responsabiliza pela mudança deste relacionamento. Como se fossem capítulos, o filme é cortado através dos anos em que as histórias nos são apresentadas. E, a cada ano, é como se a vida conjugal dos dois fosse se desgastando, assim como a intensidade das crises que os atingem: Paul é viciado em drogas, ao ponto do Erik tomar uma decisão de interna-lo numa clínica de reabilitação, ao passo que Erik, mesmo se relacionando com Paul, tem recaídas com o sexphone. Na medida em que o tempo revela um ao outro na convivência, eles passam a se desentender.

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Quem é essa lambisgoia que ligou pra você?

Entretanto, é um filme repleto, mas RE-PLE-TO de falhas. Sejam nas atuações, seja na ausência de um aprofundamento do tema abordado no filme. Os atores que protagonizam o casal interpretam de uma maneira que beira ao artificial, dificilmente você dá a devida atenção ao filme, e em poucos momentos conseguem cativar. As crises entre os dois, a dependência das drogas sofrida pelo Paul e a dependência de sexo que o Erik vivencia trazem consequências, mas ficam vagando no campo das ideias, deixando inúmeras pontas soltas, assim como seus diálogos e a forma em que eles encontram para solucionar tudo isso.

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Outro ponto: Ira Sachs. O mesmo diretor de filmes como Vida de casado e Forty Shades of Blue faz de sua experiência amorosa a inspiração para este filme, tornando-o uma autobiografia. No roteiro teve a contribuição do maravilhoso Mauricio Zacharias (conhecido por seu trabalho em Madame Satã e O céu de Suely). A ideia do diretor era trazer em tela os dramas de sua vida conjugal e uma das raras cenas que me chamou atenção é o momento em que Erik recebe a mesma premiação que o Ira Sachs recebe (Sachs ganha, em 2005, o prêmio no Festival de Sundance, pelo filme Forty Shades of Blue), e o seu companheiro não comparece. Uma história interessante, mas as atuações não permitiram que nos fosse revelada o devido valor dela.

É um filme sobre as crises de um relacionamento conturbado, mas também é um filme sobre amor e amizade. Numa das cenas, onde Erik encontra Paul drogado e estirado no corredor do apartamento, ele solta a seguinte frase “Eu te amo muito, e você é meu melhor amigo”. Outra parte boa é a abertura do filme, exibindo pinturas de homens de idades diversas, ao som de Close my eyes, música maravilhosa do Arthur Russel. Não foi um dos melhores filmes de temática gay, que assisti, mas seria muito bem indicado ao Malafaia, para que ele veja o quão comum é o relacionamento entre dois homens, e que é algo que não morde (a não ser que ele peça por isso).

NOTA ALEXANDRE ALVES: 4,0

Tiago Lipka: 3,0
Felipe Rocha: 1,0

MÉDIA CLAIRE DANES: 2,6 – Claire, sua missão é assistir a este filme.

claire sofrida

2 respostas em “Deixe a Luz Acesa

  1. tenta ser o Blue Valentine viado porém:
    1) tem uma estrutura narrativa tosquíssima;
    2) tem um diretor preguiçoso;
    3) tem a cena que o filho da Patty Hewes dá o cu prum puto e o namorado SEGURA A MÃO DELE;
    4) tem uns diálogos vergonhosos (“você cheira a você”);
    5) tem aquele imbecil que fica mostrando músculos (wtf);
    6) falta Ryan Gosling e Michellão;
    7) eles ficam nove anos com os mesmos cortes de cabelo;
    8) a bolsa ecologicamente correta de mamãe-vai-à-feira do filho da Patty Hewes me deu vontade de cometer assassinatos;
    9) tudo bem que quem trabalha com cinema não tem onde cair morto, mas não custava colocar um aparelho naquelas porras daqueles dentes;
    10) VOCÊ

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