Grizzly Bear – Ao vivo

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Em 2012, o Grizzly Bear lançou um dos melhores albuns do ano. O lado experimental da banda em misturar diversos instrumentos, incluindo vocais, conquistou o coraçãozinho do Blog e veio até parar na lista de melhores albuns de 2012. O disco é a prova que toda essa mistura pode sim dar certo, mas uma coisa é em estúdio, e outra, ao vivo. O Blog está pagando tão bem que tive verba para conferir como Grizzly Bear soa em um show no Rio e em São Paulo.

A resposta não poderia ser mais favorável. Se a sonoridade do Grizzly Bear já surpreende na versão em estúdio, ao vivo, fiquei impressionada em como unir aqueles instrumentos e as vozes parece ser tão fácil. Isso só mostra a dedicação do quarteto em buscar o equilíbrio entre o acústico e a guitarra, e em momento algum eles falham. Ao vivo, o Grizzly Bear soa ainda mais intenso e aberto a experimentalismos que só acontecem mesmo quando uma banda está no palco. Nesse ponto, a acústica do Circo Voador ajudou bem mais que a do Cine Jóia. No show carioca, as melodias ecoavam de uma forma agradável, como se quisessem perdurar por mais alguns instantes. Não sei se foi por causa da acústica do Cine Jóia, mas a voz de Ed Droste soou estranha no show de domingo (03). Na terça (05), no entanto, havia harmonia entre os vocais de Ed e Daniel Rossen.

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O grupo estava à vontade, mas não deixou de demonstrar surpresa com a reação do público brasileiro. Eles sorriam entre si, conversavam, e chegaram a mencionar em São Paulo que foram avisados sobre o público brasileiro, mas não estavam preparados. E eis outro ponto positivo para o show no Rio de Janeiro. Sabendo o que esperar, observei uma interação melhor do quarteto com o público, e mais brincadeiras com os instrumentais. Falando em público, outra vantagem do show carioca: as interações foram melhores e o comportamento também. No show de terça não houve gritos fora de hora nem pedidos de música insistentes (inclusive, um beijo para a criatura em SP que pediu Colorado, que eles tocaram no RJ), mas sim, palmas acompanhando a música, e silêncio nos momentos certos, como no bis, quando a banda tocou All We Ask.

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feliperocha98 #chatiado porque ainda teve bis

Ao vivo, o Grizzly Bear passa no desafio de manter o alto nível dos albuns, e ao término dos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, fica a vontade de permanecer mais uns instantes em meio à sonoridade única da banda. E a recíproca é verdadeira, vide a reação da banda no Facebook e Twitter. O que tenho a dizer é: quem quer casar comigo e contratar o Grizzly Bear pra tocar na festa?

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Média Claire Dannes do Shitchat: Ocupada demais dançando Yet Again com Paul Rudd pra se importar com qualquer coisa.
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2 respostas em “Grizzly Bear – Ao vivo

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