O Mestre

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“I’d love to get you
On a slow boat to China
All to myself alone”

(The Master – Dir Paul Thomas Anderson)

Olá, Shitters. Hoje o assunto é pessoas perdidas que acabam encontrando-se graças ao acaso.

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Não, não vou falar sobre a queridíssima série do novo diretor de Star Wars. O assunto de hoje é O Mestre.

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Não, o Blog ainda não chegou ao nível de criticar A Praça É nossa, mas, quem sabe, pode ser, aguardem, #breve. O Mestre é o novo filme do aclamado diretor Paul Thomas Anderson.

O Mestre narra o encontro de Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um ex-soldado que mesmo antes da guerra já era angustiado com o seu mundo, com Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), o fundador de uma religião que segue os moldes da Cientologia, mostrando que a modinha da auto-ajuda não é coisa dos anos 2000. Unidos pelo acaso, Dodd vê em Quell um desafio. O personagem de Phoenix é rude, teimoso e sem um rumo na vida. Convertê-lo e convertê-lo seria a forma perfeita de mostrar os benefícios da sua cura. No entanto, a religião de Dodd é a desculpa para narrar o encontro de duas pessoas tão diferentes, que acabam encontrando apoio uma na outra.

Phoenix-Seymour-Hoffman

Quell surpreendemente se mostra leal a Dodd, talvez por este ser o único que lhe dá abertura para ser quem é, e que ao invés de o considerar sem solução por não se encaixar, vê potencial nele. Enquanto isso, Dodd é atraído e influenciado pelo temperamento de Quell, talvez por este estar em busca de sua liberdade. O líder religioso tem seus rompantes de violência, e tem seus momentos raros de fazer o que gostaria, como na cena em que pilota uma moto – porém, com um carro ao lado, deixando evidente que é uma liberdade controlada.

O filme segue descrevendo a relação entre essas duas forças antagonistas, mas sem querer apontar vilão ou mocinho, pois tanto Quell quanto Dodd são pessoas perdidas que procuram algum sentido para a vida que levam. Dodd encontrou umas fuga na religião, mas Queel é o deslocado que muda de emprego na busca de se encontrar. É o dilema universal dentro de uma história particular, e PTA insere no filme sem esfregar na cara do espectador que está narrando uma inquietação que todos sofremos: como acalmar aquela insatisfação que sempre haverá? É a busca pelo fim dessa inquietação que leva ao confronto final entre os dois personagens principais, sem que nenhuma ponta fique solta ou deslocada.

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O roteiro não é o único mérito do filme. A direção e montagem do filme poderiam servir como aula para certos diretores que estão em cartaz. PTA insere flashbacks e devaneios dos personagens sem que o espectador fique com a sensação de quebra de ritmo, ou que as cenas são irrelevantes para a trama em geral. É mais uma forma de mostrar as mentes complicadas de seus personagens, mais especificamente, Freddie Quell. O elenco do filme também está ~crocante. Philip Seymour Hoffman conduz um Dodd extremamente controlado, mas que cresce ao expor suas idéias, e é sutil ao mostrar as inseguranças dele e seus desejos, como na última cena. Amy Adams deixa claro a necessidade de controle e a desconfiança da esposa de Dodd com Quell. Não posso deixar de mencionar a participação de Laura Dern (ou Felipe Rocha vem editar meu texto depois). Porém, a estrela do filme é Joaquin Phoenix. Phoenix trabalha com a caracterização de Quell através da voz e gestos sem nunca escorregar. Sua atuação merecia ser reconhecida nas premiações, mas Joaquin Phoenix tem um bocão, e infelizmente foi/será ignorado por todas as grandes premiações. Não fica chateado, o Blog tá aqui pra corrigir essa grande falha.

NOTA MARCELLE MACHADO: 10 (apenas porque não pode ser 11)

Felipe Rocha: 10 (DEZ!!!!!!!!!!!!!!!!)
Tiago Lipka: 10 (atrasado, af)

Média Claire Danes do Shitchat: 10tumblr_mb8594rs2W1qgwaixo1_500

8 respostas em “O Mestre

  1. Está correto o texto no sentido de que se não tivesse menção à deusa Laura Dern eu daria chilique porém em vez de editar eu iria é apertar o botãozinho de deletar pois o texto não mereceria estar na web.

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