Argo

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(Argo – Dir. Ben Affleck)

Argo fuck yourself!

(Caso você não goste dessa crítica, tenha em mente que ela foi escrita às pressas pois Wallesson Souares deu os cano. Portanto, encaminhem suas reclamações para: aculpaetodadewallyson@sacdoshitchat.com.br )

Quando Argo estreou, uma das frases mais comuns que saiam na internet era: “Finalmente Ben Affleck dá uma virada em sua carreira”, o que mostra o quanto o povo é implicante, já que o sujeito já tinha dado a tal ~virada~ com as direções de Medo da Verdade e Atração Perigosa, dois filmes sensacionais que em nada devem a seu trabalho mais recente.

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Baseado em fatos reais que vieram à tona em 1997, Argo mostra uma missão bizarra criada pela CIA para salvar 6 americanos em meio a protestos contra os Estados Unidos no Irã. O agente Tony Mendez cria a fachada de uma produção cinematográfica em busca de locações no país para conseguir trazê-los com segurança.

Affleck nos surpreende (de novo) com uma direção segura e que jamais perde o ritmo, algo complicado com a mistura de suspense e sátira de Hollywood. Mas talvez o mais admirável em Argo seja a postura crítica do roteiro perante o tema: sem jamais retratar os “vilões” iranianos com os típicos exageros estereotipados, e sem esconder como o próprio governo americano tinha grande parte da culpa na situação (e é tocante que durante o climax, o roteiro não esquece de revelar o destino de uma personagem, algo que demonstra bem todo o cuidado da produção).

Como ator, Ben Affleck volta a mostrar que se sai bem em papéis mais sutis e metódicos, e ele é particularmente bem sucedido ao retratar de forma contida a tendência alcoólatra do protagonista. E enquanto Alan Arkin e John Goodman garantem os momentos mais divertidos da produção, Bryan Cranston se destaca em um momento emocionante no final.

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Se Argo tem problema, ele está no excesso de conflitos no terceiro ato, quando carros falham, passagens de avião surgem do nada em um sistema, e coisas do tipo, como se o roteiro não compreendesse que a tensão da fuga em si já bastaria. Um erro perdoável, aliás, mas que acaba irritando durante o fime. Além disso, toda e qualquer relação que Chris Terrio (o roteirista) tenta criar entre a trama do ~filme dentro do filme~ e a situação no Irã acaba soando artificial – embora acabe rendendo um dos melhores momentos da trama: a leitura do roteiro paralela ao discurso dos iranianos sobre o sequestro na embaixada.

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Fazendo questão de comprovar a veracidade da trama com uma série de informações nos créditos (incluindo um depoimento de Jimmy Carter, presidente dos EUA na época), Argo é um excelente e inusitado thriller político com sua combinação de tensão, drama e humor.

E só espero que, de agora em diante, as pessoas comecem a lembrar que Ben Affleck já deixou de ser aquele marido bundão da J-Lo há uma década, faz favor.

NOTA TIAGO LIPKA: 9,0

Alexandre Alves: 9,0
Marcelle Machado: 9,5
Rafael Monteiro: 8,5
Ralzinho Carvalho: 9,0
Wallysson Soares: 9,0
Felipe Rocha: 8,5 (nota de Atrasildo não conta)

MÉDIA CLAIRE DANES DO SHITCHAT:

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10 respostas em “Argo

  1. O brilhante (coloca a burca, Danes) é a preocupação do filme com ritmo da história. E isso tudo sem apelo algum (ainda te amo, Tarantino apelão). Mas é isso: Affleck já tinha sido lindo na vida e só bateu o martelo agora

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