Os 10 melhores álbuns de 2012

Bom dia, faces. Então, música é uma coisa muito louca. Por exemplo, tem quem goste de Arcade Fire. Tem quem goste de Muse. Tem quem goste até de Lana Del Rola. E aí as listas de fim de ano vão surgindo e nós do Shitchat nos revoltamos com a ausência de certo álbum na grande maioria delas e fizemos esta lista basicamente pra poder reparar a injustiça (inclusive tal álbum é o nosso #1, obrigado). Antes, porém, se você ainda não viu a lista das 10 melhores séries de 2012, por favor não faça cerimônias. Sinta-se em casa e clique aqui. (atendendo a pedidos de nosso amado fã, a princeza “hush hush”, link abrindo em outra aba)

Agora sim. Os comentários dos álbuns foram carinhosamente feitos por Leandro Ferreira, Wallyson Soares, Marcelle Machado e Felipe Rocha e devidamente cagados e editados pelo Bozo.

teste01

miikesnow
Destaques: “Devil’s Work” e “Archipelago”.

Em seu segundo trabalho, que quase ninguém ouviu, o Miike Snow consegue ser ainda mais bem sucedido que seu anterior, que menos gente ainda ouviu. Em Happy to You, na mesma proporção em que as músicas são agitadas, são sufocantes e com letras carregadas de amargura. Um álbum pesado que se esconde perfeitamente num clima alegre. (Leandro Ferreira)

E *BANG* na cara de quem achava que Miike Snow era um cara só. (Felipe Rocha)

monsterandmen
Destaques: “Little Talks” e “Love Love Love

Desde Damião Arroz e Lisa Hannigan um duo de vocal masculino e feminino não agradava tanto. Of Monsters & Men tem um som folk e melodias agradáveis que disfarçam a tristeza de algumas letras. Certamente é um dos shows que o Shitchat irá conferir no Lollapalooza. (Marcelle Machado)

maccabees
Destaques: “Forever I’ve Known” e “Feel to Follow

Os senhores Maccabees já tinham dois álbuns e boas referências, mas foi só com Given to the Wild que conseguiram a visibilidade merecida. Um trabalho muito mais sério e grandioso que os anteriores, o novo disco explora novos sons e entrega canções pulsantes e atmosféricas que remetem a Foals, com pitadas do experimentalismo de Sigur Rós e do rock operático de U2. Uma mesclagem perigosa que dá origem a um dos álbuns mais impressionantes do ano, com direito a canções emocionantes como “Forever I’ve Known” e “Feel to Follow” – certamente entre as melhores do repertório da banda. (Wallyson Soares)

Gozai-vos. (Felipe Rocha)

greenday
Destaques: “Oh Love“, “Let Yourself Go” e “Stay the Night

A ópera rock ficou para trás e agora a ambição do Dia Verde chega em forma de trilogia. ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré! são trabalhos bem distintos, mas todos são híbridos dos discos anteriores dos caras. ¡Uno! traz consigo a canção mais pop da banda – a cintilante e pomposa “Kill the DJ” – em meio a músicas que vão da ternura gostosa de “Sweet 16” ao punk rock tradicional de “Let Yourself Go”. É um álbum conciso que abre caminho para outros dois trabalhos tão bons quanto. (Wallyson Soares)

Esse álbum teve de tudo, desde mashup de músicas antigas (“Before the Lobotomy” + “Scattered” + “86” = “Rusty James”) a referências ao The Who e porradas estilo Dookie. Você que não gosta do Green Day pode fazer o favor de segurar no meu pênis. Obrigado. (Felipe Rocha)

metric
Destaques: “Wanderlust” e “Lost Kitten

“I’m fucked up as they say”. Um álbum que começa dessa forma está fadado ao sucesso, dizem os boatos. O Metric chega ao auge da carreira com o impecável Synthetica, que vai do início ao fim mantendo o clima depressivo de suas letras, só que sem ser escroto tipo essas bandas emo que os jovens de hoje em dia escutam. Sem pensar duas vezes merece estar no top 10 do ano. (Leandro Ferreira).

“Sem pensar duas vezes merece estar no top 10 do ano”. NA SUA OPINIÃO NÉ, GATA, AF (Felipe Rocha)

alabamashakes
Destaques: “Hang Loose” e “Be Mine

Após a partida de Amy, os hipsters e indies ficaram órfãos de uma voz feminina poderosa e com uma sonoridade vintage. Alabama Shakes chegou para tapar esse buraco com o álbum Boys & Girls e os vocais de Brittany Howard. Nós do Shitchat torcemos para que a banda mantenha o bom trabalho do álbum de estreia, e que os hipsters não abandonem a banda após ficar mainstream demais. E que o show do Lollapalooza seja muito bom. (Marcelle Machado)

A gente pede pra pessoa escolher duas músicas de destaque do álbum e ela deixa “Hold On”, “I Found You” e “I Ain’t the Same” de fora. Pedimos perdão aos leitores. (Felipe Rocha)

mumfordandsons
Destaques
: “Lover of the Light” e “Hopeless Wanderer

Quem diria que o delicioso Sign No More – debut do Mumford & Filhos lançado há três anos – seria apenas o petisco para a obra-prima chamada Babel. Um épico charmosíssimo e todo trabalhado na grandiosidade (de melodias marcantes, refrões grudentos e uma orquestra afetuosa de instrumentos variados), é álbum para escutar de início ao fim sem pular faixas e repetir a dose ad infinitum. Impossível parar para escutar faixas isoladas do disco, mas certamente a bela “Lover of the Light” e a contundente “Hopeless Wanderer” são destaques. Notem também as referências, que vão de Bob Dylan a Simon & Garfunkel (com direito a cover de “The Boxer” com participação do Paul Simon). (Wallyson Soares)

Sei lá, ainda nem ouvi este álbum, mas se tem “uma orquestra afetuosa de instrumentos variados” já to achando meio gay, sei lá. (Felipe Rocha)

grizzlybear
Destaques
: “Yet Again” e “Speak in Rounds

O Shitchat é descolado demais para ser hipster, mas é impossível ignorar Grizzly Bear e sua combinação única de diferentes instrumentos. A banda acerta na harmonia entre guitarras e acústicos como poucas bandas conseguiram. Um disco para se ouvir diversas vezes e ainda assim encontrar algo novo. (Marcelle Machado)

Fun Fact que eu dormi com todos os álbuns do Grizzly Bear menos com esse Shields, então com certeza é um bom álbum sim. Parabéns, Grizzly Bear. (Felipe Rocha)

frankocean
Destaques: “Bad Religion” e “Thinkin’ Bout You

É raro, mas vez ou outra surge um rapper que de fato tem algo a dizer – e com Frank Oceano o som refrescante chegou de forma libertadora, em meio a declaração saindo do armário que mudou um pouco como escutar seu primeiro álbum de estúdio, Channel Orange. Não se ouve a perfeita “Bad Religion” ou a extasiante “Thinkin Bout You” da mesma maneira. A verdade é que, com ou sem declaração, Frank trouxe algo novo ao pop e ao rap em geral, com canções crocantíssimas – fugindo da inércia na qual o rap americano se encontrava. Mais do que um músico admirável, porém, Frank se revelou um letrista genial, com letras importantes que se unem às melodias deliciosas para criar um “crack rock” que não sai da sua cabeça. (Wallyson Soares)

Esquece tudo que todo mundo falou sobre todas as músicas do disco. Vai ouvir “Super Rich Kids”. De nada. (Felipe Rocha)

fionaapple
Destaques: “Every Single Night” e “Hot Knife

Foram precisos sete longos anos para Fiona Maçã nos brindar com álbum inédito – e nada poderia ser mais prazerosamente idiossincrático como esse The Idler Wheel… (como só ela sabe fazer). Dos berros contagiantes em “Every Single Night” ao desfecho peculiar de “Hot Knife”, é um disco experimental vibrante. Toda faixa carregada de sentimentos efusivos e poesia desconcertante, Fiona ousa mais do que nunca e liga o foda-se para arranjos certinhos e refrões contagiantes. Ela brinca com letra e melodia, desconstruindo as regras de se compor. Alguns classificam essa nova onda de Fiona como “pop barroco”. Não é uma definição muito longe do real, mas é melhor deixar esse trabalho singular sem etiquetas. (Wallyson Soares)

Só sei que a cachorra da Fiona ainda não morreu e dava pra ela ter vindo fazer o show no Brasil tranquilo e voltado. Af. Mas sim, maravilhouso The Idler Wheel blablablablabal balbalablabalbalalbalbalshdai usldjk2rnsd. (Felipe Rocha)

***

Também tiveram boa votação: ¡Tré! – Green Day (14pts), Segunda Pele – Roberta Sá (14pts), Electra Heart – Marina and the Diamonds (12pts), Coexist – The xx (12pts), What We Saw from the Cheap Seats – Regina Spektor (10pts)

10 respostas em “Os 10 melhores álbuns de 2012

  1. não me intitulo hipster, mas coloco alabama shakes, grizzly bear, mof monsters & men e por aí vai. me respeitem e se aceitem, pfv. e tirar robertão da lista em seu quinto album, mais completo, que a fez correr para as estrelas e tem a versão gal costa para deixa sangrar, nada justo.

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