20 Músicas de 2012

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Como já perceberam, o mal resolveu se unir e eu resolvi abandonar o maravilhoso Chá de Beterraba, que más línguas diziam ser o melhor blog do século XXI, e vir publicar aqui no ShitChat (e caso qualquer um de vocês sejam convidados, não aceitem, pagam extremamente mal). Mas o que importa é que minha lista de melhores músicas do ano foi transferida pra esta zona deste blog, então vamos a ela:

20° Laura Mvula – She – A descoberta de Laura Mvula foi de repente e foi paixão imediata pela linda She,com uma voz única e uma letra levemente feminista e uma melodia viciante.

19° Jessie Ware – Wildest Moments – Jessie Ware é mais uma das lindas descobertas femininas feita no ano. Wildest Moments é um música sobre o relacionamento e suas dificuldades sem citar um início ou um fim, apenas sua estabilidade e uma batida de dar vício.

18° First Aid Kit – King of the World  Mais uma das inúmeras viciantes músicas do top, First Aid Kit é uma dupla sueca cujo álbum baixei na pura intuição. Surpresa boa, na melhor música do disco, ela convidou Conor Oberst (o cara que descobriu a dupla e vocalista do Bright Eyes) pra fazer uma participação e foi feita uma das músicas mais harmoniosas do ano, onde o tal King of the World pode ser qualquer um, até nós membros do shitchat.

17° Azelia Banks – Jumanji  Azealia Banks é a Lana Del Rey do rap. Criada pela internet e lançada no meio do nada, tomou uma força extraordinária e lançou um EP por semana. Conquistou com a sensacional Jumanji, com o clima selva e sample composto por elefantes que levanta a bandeira do feminismo com a  frase “Rule Bitch All Day Uptown Broadway”

16° Alicia Keys – Brand New Me  Após o pavoroso Element of Freedom, Alicia Keys voltou com Girl on Fire e o nome do álbum faz jus à fase da cantora. Novamente temos um incrível exemplo de feminismo nas alturas, e Brand New Me é ainda mais evidente que no exemplo anterior, uma música onde tudo funciona perfeitamente, linda até não poder mais.

15° M.I.A – Bad Girls  E o feminismo simplesmente não para. M.I.A, uma das maiores defensoras da causa do showbiz atual, faz sua melhor música com a extraordinária Bad Girls e com um videoclipe que você precisa ver.

14° Sharon Van Etten – Give Out  Das mais dolorosas músicas e artistas do ano, Sharon Van Etten vem pra dividir todas suas mágoas no maravilhoso Tramp. Diferente de todas as feministas acima, ela dá um passo atrás, como covardia ou apenas uma pessoa seriamente ferida? Não sabemos, só sei que essa música é linda e merece estar no top 20.

13° Jack White – Love Interruption  E, sim, temos homens nessa lista. Pra começar, Jack White, o gênio por trás de White Stripes, The Racounters e o sensacional Blunderbuss (e provavelmente mais alguma coisa que eu esqueci). “I won´t let love disrupt, corrupt, interrupt me anymore” Karen Elson, doeu em mim.

12° Santigold – The Riot´s Gone  No belíssimo The Master of My Make Believe, Santigold se sobressai ainda mais que em seu disco de estreia. chama atenção com a linda The Riot’s Gone, e nada melhor pra explicar o perdão dessa tal revolta com o refrão quase redentor.

11° Metric – The Wanderlust  Aí você pensa, Metric não tem pra onde melhorar, Emily Haines é perfeita, porém, essa gata resolve convidar Lou Reed pra cantar com ela numa das faixas de Synthetica, que por incrível que pareça consegue ser o melhor disco da banda, e ouvimos a perfeição e a sensação de liberdade que a música deixa é extraordinária, negócio de bater palma.

10° Paul McCartney – My Valentine  Que Paul McCartney é o melhor velho isso todos nós sabemos, mas depois muitos anos, esta porra de velho resolve gravar My Valentine. Eu realmente pensava que ele já tinha chegado ao seu limite de genialidade, mas não, ele não havia. My Valentine é uma canção de amor simples e por conta dessa simplicidade que ela é tão linda e POR FAVOR VEJAM O ESTE VIDEOCLIPE, VEJAM.

Bobby Womack – Please,Forgive My Heart  Já que estou falando de velhos maravilhosos, nada mais justo que Bobby Womack aparecer nessa lista. Please, Forgive My Heart é perfeita, enquanto acima alguém perdoa,aqui imploram pelo perdão e admitindo abertamente os erros, tudo numa dinâmica fora do comum para os padrões de Bobby, porém, funciona perfeitamente.

Matt Corby – Brother  E vocês aí falando que de Reality Show musical não pode sair nada bom. Matt é ex-participante do Australian Idol, e Brother é uma das mais poderosas e viciantes músicas do ano.

Alabama Shakes – On Your Way  On Your Way do Alabama Shakes é curtinha, simplezinha, mas a vontade que dá de pular loucamente e sair esbarrando em meio mundo e pouco se fodendo que a pessoa esbarrada pode dar na tua cara é inevitável, sem citar o clima de liberdade e a vontade de gritar junto com a maravilhosa Brittany Howard sempre que escuto a música.

Rufus Wainwright – Montauk  Montauk cita a morte na maior da naturalidade, com simplicidade e com uma poderosa letra sem em momento algum ser apelativa. Dinâmica e belíssima.

Solange – Losing You  Como muitos devem saber, Beyoncé é uma das minhas cantoras favoritas, mas sua irmã mais nova resolveu fazer uma música que consegue ser melhor que 95% de toda sua discografia. Losing You é viciante até não poder mais, sincera, direta e Solange finalmente consegue a visibilidade que merecia.

Miike Snow – Devil´s Work  Donos de um dos melhores discos do ano, Miike Snow chega ao auge numa das primeiras faixas. Devil´s Work é a perfeição em forma de música, mais uma das músicas onde se faz ir longe com o ritmo empolgante e a letra abrangente e que funciona em qualquer situação. Miike Snow (que tive o prazer de conhecer apenas esse ano) é a grande surpresa do ano.

Roberta Sá – Altos e Baixos  Altos e Baixos devia ser música obrigatória em todo o mundo, em todos os colégios. É o auge da crise de identidade, e por esse motivo ser uma das músicas mais significativas do ano. É impossível não se identificar com o refrão  “eu tô botando dúvida, eu tô botando defeito, não tô prestando pra nada, tô ficando obsoleto de mim, ficando absolutamente não afim” em algum momento da sua vida.

Frank Ocean – Thinkin Bout You  Mais acima citei diversas revelações do ano, mas nenhuma é tão imbatível quanto Frank Ocean, o rapper que ficou famoso por assumir a bissexualidade, e mesmo que se Thinkin Bout You fosse de uma mulher, a música não seria menos extraordinária.

Fiona Apple – Hot Knife  Após 7 anos com o maravilhoso Extraordinary Machine, Fiona Apple volta e volta com o seu melhor. The Idler Wheeler é fenomenal e Hot Knife é a melhor música do ano sem nem precisar pensar duas vezes. Numa harmonia extraordinária, Fiona canta um casal onde nasceu pra ficar junto, não importa a dificuldade do convívio, mas o casal é apenas feito um ao outro,se completam numa certa peculiaridade e um toque de violência e obssessão.

E aí estão as escolhas do Top, se acham que existe algum equívoco, o problema é seu, guarde seus problemas pra você, não sou obrigado

7 respostas em “20 Músicas de 2012

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